Desporto

Santa Clara formaliza constituição da sociedade anónima desportiva


É o primeiro clube dos Açores a avançar para uma sociedade anónima. Santa Clara Açores, Futebol SAD é a denominação oficial. Clube detém 40% do capital.

Santa Clara formaliza constituição da sociedade anónima desportiva

Mário Batista é o presidente da SAD e será eleito presidente da Direcção © Foto: Acácio Mateus


O Santa Clara formalizou esta quinta-feira, dia 25 de Novembro, num notário de Lisboa, a constituição da Sociedade Anónima Desportiva que de agora em diante será a responsável pela gestão de todo o futebol profissional do clube. A escritura teve lugar na capital portuguesa porque foi a alternativa encontrada para concluir o processo antes das eleições de sexta-feira.

O Santa Clara Açores, Futebol SAD é, a partir de hoje, a denominação oficial da sociedade anónima desportiva. O clube fica detentor de 40% do capital e os outros 60% estão repartidos por Mário Batista, Miguel Simas, José Jacinto Dias e Carlos Sebastião. O investimento inicial é de 500 mil euros.

A primeira conquista com a passagem do futebol profissional para a alçada da SAD está relacionada com a relação tida até agora com as Finanças, ou seja, em termos fiscais advêm vantagens pois o clube passa a receber o mesmo tratamento que é dado às sociedades anónimas, garantindo instrumentos financeiros que salvaguardam as parcerias com instituições de crédito.

A segunda prioridade visa reforçar o leque de investidores, podendo qualquer sócio do Santa Clara tornar-se accionista. Cada acção a adquirir tem um custo de dez euros mas é para projectos mais arrojados que a sociedade anónima pretende projectar-se, estabelecendo parcerias que visam reforçar o capital da SAD.

Para além de conferir maior estabilidade financeira ao clube e reforçar a relação de confiança mantida com as instituições de crédito, o Santa Clara abre as portas a futuras parcerias e ganha visibilidade e credibilidade no mundo empresarial. A sustentabilidade dos projectos desportivos também sai reforçada porque o clube deixa de estar somente dependente dos apoios do Governo Regional dos Açores.

Ou seja, em menos de uma semana os dirigentes que amanhã serão eleitos no acto eleitoral para o triénio 2010/2013, conseguiram o acordo com uma instituição de crédito que antecipa os apoios públicos e tornaram realidade o sonho de constituir uma sociedade anónima desportiva, um instrumento de trabalho que lança a colectividade para outras ambições.

Mário Batista, candidato único às eleições de sexta-feira, dia 26, acumulará o cargo de presidente da Direcção com o de presidente do Conselho de Administração da SAD, cabendo a André Cabral e Domingos Viveiros ocupar os outros dois lugares na administração. A Assembleia Geral é presidida por Costa Martins e Alfredo Azevedo.

Acácio Mateus