Graciosa Online

Rita Bettencourt Silva



Porto de partida  2012-03-01

Há quem diga que o curso de Medicina é "muito puxado", eu digo que o contacto com a realidade é bem pior. Frequentemente vejo a doença a invadir o seio de muitos lares, a saúde a fugir por entre os dedos, a felicidade dissipada ao sabor da dor... O que realmente me fornece forças para continuar são os casos de sucesso, a cura da doença, a garra com que muitos se agarram à vida, as lições de vida de muitos doentes, os conselhos sábios, o agradecimento por alegrarmos o seu dia...




Uma boa saúde dá mais vida aos anos  2012-04-07

E no Dia Mundial da Saúde de que mais poderei falar? Das doenças que mais afectam os portugueses, particularmente os Açorianos? Da crise que o Serviço Nacional de Saúde atravessa? Das tão faladas listas de espera? Não, acho que de más notícias já estamos todos saturados. Hoje, puxando a brasa à minha futura "sardinha", prefiro abordar os aspectos positivos da Saúde em Portugal. É certo que somos pequenos em tamanho, mas podemos ser grandes naquilo que fazemos.




A doença silenciosa  2012-06-04

É fundamental não mentir ao médico! Os diabéticos possuem o "guia do diabético", onde devem registar as glicemias que vão medindo ao longo do dia, com a frequência diária recomendada pelo seu médico, podendo ser de manhã, antes e após as refeições, antes de deitar, etc. Por vezes os valores da glicose registados estão na sua totalidade dentro do intervalo normal ou "escapando" ao normal poucas vezes, mesmo que isso não tenha sido verdade. É um erro muito comum! Enganam-se a si próprios e enganam o médico, que assim não saberá se devia mudar o esquema de insulina ou a dose dos medicamentos. Contudo, para confirmar se os valores do guia do diabético poderão refletir o que realmente ocorre no organismo do doente, o médico tem "um truque na manga" - a hemoglobina glicosilada (HbA1c) - que certamente muitos diabéticos já terão visto nas suas análises sanguíneas.



Vamos olhar os pés  2013-01-30

É um equívoco pensar que os pés não merecem uma "atençãozinha" especial... De facto, a negligência de um doente diabético em relação a alguns cuidados simples de higiene e vigilância dos seus pés poderá levar, em casos extremos, à amputação de um membro ou de parte dele. O Pé Diabético afecta cerca de 15% dos diabéticos e constitui uma das complicações mais graves desta doença. De acordo com a Direcção Geral de Saúde, o Pé Diabético é a principal causa de internamento prolongado dos diabéticos e o responsável por 70% de todas as amputações não traumáticas. Esta taxa de amputação é 15% vezes maior na população diabética em comparação com os não diabéticos.

 

Rita Bettencourt Silva