Sociedade

Congresso Internacional da Imprensa não diária: O digital não é uma ameaça, mas um desafio

O jornalismo digital não é uma ameaça, mas sim um desafio do século XXI. Esta é uma das principais conclusões do congresso que decorreu na Povoação, que hoje terminou em São Miguel

Congresso Internacional da Imprensa não diária: O digital não é uma ameaça, mas um desafio
As conclusões do congresso:

Importância que a estruturação de bases de dados assume, desde que sobre elas seja implantado o sistema de “data mining”.

Relevância da estruturação das múltiplas bases de dados, associadas ao estabelecimento de redes sociais de leitores interessados numa real participação interactiva na maioria das secções da publicação, enquanto forma de fidelizar audiências e de desmultiplicar o número de utilizadores interessados em usufruir do conjunto das potencialidades que a publicação lhes propõe.

Criação de uma marca de informação.

Necessidade da preservação dos valores inerentes ao jornalismo, mesmo em ambiente digital.

A tecnologia não deve ser considerada como uma ameaça, mas antes sim como um desafio, em que o jornalismo e a referida tecnologia têm necessidade de um entendimento mútuo.

Necessidade de serem consideradas  novas competências multimédia nos jornalistas

Importância da necessidade de os jornalistas serem sensibilizados e formados no que diz respeito à forma de escrita, nomeadamente no que se refere à introdução dos metadados, no sentido de incrementar o nível de utilizadores de conteúdos, via o referido acelerador.

Diversificação das fontes de receita para além da publicidade, destacando-se a venda dos conteúdos.

O digital  ao abrir as portas a um mundo novo,  deve ser encarado como uma  oportunidade e não como ameaça, todavia, com respeito por princípios, tais como a observação das regras éticas e deontológicas, do rigoroso escrutínio dos contributos do público na produção noticiosa, da transparência na relação com o utilizador e, sobretudo, com a preocupação de nunca apresentar como produtos jornalísticos, peças que na sua génese, nunca o foram.

António Gil / Carlos Tavares