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Açores precisam de radares meteorológicos, diz Brito de Azevedo

O climatologista Brito de Azevedo defende a criação de uma rede de radares meteorológicos nos Açores, lembrando os fenómenos naturais a que o arquipélago se encontra sujeito.

Açores precisam de radares meteorológicos, diz Brito de Azevedo
“Estou consciente do montante financeiro envolvido, mas tratando-se de questões de segurança das populações alguém tem de investir neste domínio”, defendeu o docente da Universidade dos Açores, em declarações à agência Lusa, a propósito do Dia Mundial da Meteorologia, que se assinala amanhã, sábado.

Brito de Azevedo defendeu que este investimento deveria ser assumido pelo Governo da República nos Açores, tal como acontece no continente e na Madeira.

“A população dos Açores merece um tratamento idêntico ao disponibilizado às populações do restante território nacional, com a agravante de nos Açores as condições meteorológicas se alterarem drasticamente e a região ser muito mais vulnerável” , defendeu. 

O climatologista explicou que este é um equipamento dispendioso mas permite aos meteorologistas acompanhar com “muito mais detalhe” e “proximidade no tempo” dos fenómenos naturais que podem trazer “mais complicações” para as populações. 

O único radar meteorológico existente nos Açores e que dá apoio técnico e científico aos serviços de meteorologia está localizado na Base das Lajes, ilha Terceira, sendo propriedade dos norte-americanos. 

“Os Açores necessitam, devido à sua localização, das melhores ferramentas para acompanhamento do estado do tempo, devido ao seu enquadramento climático”, ressalvou o climatologista. 

Seguindo um critério técnico e face à dispersão das ilhas dos Açores, Brito de Azevedo apontou que seriam necessários três radares, um cada grupo de ilhas, uma vez que estas ferramentas possuem um “raio limitado útil”.

Lusa