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Câmaras municipais cortam nas despesas com iluminação

Vários municípios estão a equacionar reduzir, ou já o fizeram, as suas despesas com fornecimento de electricidade, reduzindo a cobertura de iluminação pública.

Câmaras municipais cortam nas despesas com iluminação


Depois da Povoação, em São Miguel, outras autarquias planeiam seguir o mesmo caminho e vão reduzir na iluminação publica.

A EDA confirma que já recebeu pedidos de informação das câmaras de Ponta Delgada, Nordeste, Angra e Praia, Horta e Lajes das Flores.

Mais adiantado está já o caso da Ribeira Grande, revelou João Correia da eléctrica Açoriana.

"Neste momento já recebemos o pedido da câmara da Ribeira Grande, nós iniciámos os trabalhos no dia 15 de dezembro e em janeiro contamos cumprir o plano. Mas há já vários outros pedidos de informação, por parte de várias câmaras. As câmaras pedem a redução de iluminação nas zonas menos povoadas e deixam iluminadas as zonas urbanas mais povoadas. Geralmente é uma lâmpada sim uma lâmpada não."

"A criminalidade não aumentou", afirmou o subcomissário Nuno Costa, porta-voz do Comando Regional da PSP nos Açores, em declarações à Lusa, numa referência à situação naquele concelho de S. Miguel desde que há cerca de três semanas foi reduzida a iluminação nos locais públicos.

A Câmara da Povoação foi a primeira a anunciar uma redução de 50 por cento na iluminação pública, seguindo a lógica sequencial de uma lâmpaga apagada entre duas acesas, numa medida que deverá gerar uma poupança superior a 3000 euros mensais.

"Se formos a analisar estas duas a três semanas, desde que começou a diminuir a iluminação, a criminalidade não aumentou. Antes pelo contrário, acompanhou a tendência de redução (que se tem verificado em 2011)", frisou Nuno Costa, acrescentando que, "até agora, não existe uma relação direta entre a diminuição da iluminação e o aumento de crimes contra o património".

O porta-voz da PSP/Açores admitiu que isso nunca chegue a acontecer, uma vez que a redução de iluminação não é a 100 por cento, nem em zonas residenciais.

Nuno Costa salientou a "forma estudada" como a medida foi implementada, considerando que "ainda não teve qualquer impacto, nem parece que vá ter no futuro, na segurança do cidadão".

A medida vai também ser aplicada pelo Governo Regional.

(Lusa/Antena 1 Açores)