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CIVISA elaborou Cartas de Perigo das 9 ilhas do arquipélago

Álamo Meneses reuniu esta tarde com o CIVISA, na Universidade dos Açores, para a discussão dos critérios técnicos que foram usados por este departamento na elaboração das cartas de perigo e vulnerabilidade das 9 ilhas do arquipélago.

CIVISA elaborou Cartas de Perigo das 9 ilhas do arquipélago

Estas cartas, que o secretário do Ambiente e do Mar se comprometeu a disponibilizar na Internet até ao fim desta legislatura, fazem o levantamento dos perigos e vulnerabilidades de ordem geológica existentes na região.

"As cartas de risco permitem fazer uma avaliação de território do ponto de vista da sua vulnerabilidade em diversos eventos. O objetivo não é a determinação de locais concretos de perigo, mas ter informação que permita tomar decisões, analisando diversos fatores", afirmou Álamo Meneses, secretário regional do Ambiente, no final de uma reunião com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.

Esses riscos, segundo o secretário regional, estão relacionados com a instabilidade de taludes ou vertentes, a existência de zonas de risco vulcânico, sísmico ou de inundação, mas também com perigos relacionados com a vertente tecnológica, como instalações e zonas de armazenamento de combustíveis.

Os riscos naturais e os riscos tecnológicos que derivam da actividade humana, geram cartas de risco que, no âmbito dos novos instrumentos de gestão territorial ,devem ser tidos em conta, nomeadamente ao nivel dos PDM's, à medida que estes procedam às suas actualizações cíclicas.

A possibilidade de construir em zonas consideradas perigosas terá que contar com estas cartas, em alguns anos.

Álamo Meneses salientou que esta informação "destina-se a ser incorporada nos planos especiais de ordenamento de território de cada ilha e na revisão dos planos diretores municipais de cada autarquia".

"Estes instrumentos não proíbem nem permitem nada, trata-se  apenas de informação", afirmou o secretário regional, acrescentando que estão a ser elaboradas cartas de risco para cada ilha, que "em breve" serão disponibilizadas na Internet.

Por seu lado, Gabriela Queirós, do CIVISA, sublinhou que se trata de "analisar no terreno cada um dos perigos que existem em cada uma das nove ilhas para que, posteriormente, sejam tomadas medidas mitigadoras" para a diminuição desses riscos.

"Naturalmente, poderão existir zonas mais sujeitas ao perigo do que outras, mas não devemos apontar só os fatores de ordem geológica", afirmou, salientando que "existem fatores de construção e do tipo de infraestruturas que se podem ter em conta para minimizar o perigo".

Gabriela Queirós considerou que as cartas de risco são instrumentos "importantes", a par de "uma monitorização contínua de prevenção e ordenamento" que é realizada no arquipélago.

(APE/Lusa/António Gil/Antena1 Açores)