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Governo Regional dos Açores promove memórias da baleação

O Governo Regional dos Açores vai criar cinco roteiros sobre o património imóvel baleeiro com base num inventário de todos os sítios ligados a esta atividade no arquipélago, anunciou hoje o diretor regional da Cultura, Jorge Bruno.

Governo Regional dos Açores promove memórias da baleação


"Qualquer visitante, qualquer interessado, qualquer açoriano que queira, pode fazer um percurso ao longo da ilha e ter um contacto direto com os locais onde existiram atividades ligadas à baleação", afirmou Jorge Bruno, em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de apresentação do inventário do património imóvel baleeiro, que decorreu no Centro do Mar, na Horta, Faial.

Jorge Bruno frisou que este projeto permitiu "perceber a riqueza existente em todas as ilhas relacionada com o património construído ligado à faina da baleação", acrescentando que "tem um impacto muito grande" no arquipélago.

O inventário, realizado pelo Observatório do Mar dos Açores, identificou 186 lugares ligados à baleação nas nove ilhas do arquipélago, sendo o Pico a ilha que apresenta o maior número, com 43, seguida de S. Miguel, com 30 locais identificados.

Jorge Bruno, em declarações à Lusa, destacou o caso da ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, onde foram identificados cinco sítios relacionados com a caça à baleia.

Os roteiros, segundo o diretor regional da Cultura, serão editados em português e inglês e, além de uma síntese do inventário, vão incluir sítios como complexos baleeiros, casas de botes, fábricas, armazéns, carpintarias e rampas de varagem.

"Não serve termos este conhecimento e ele estar numa base de dados de um determinado gabinete ou em dossiers guardados numa estante, é necessário colocá-lo ao serviço do público", frisou Jorge Bruno.

O primeiro roteiro, dedicado às ilhas das Flores e do Corvo, deverá estar concluído em "finais de setembro", seguindo-se um sobre o Faial, um sobre o Pico, um sobre S. Jorge, Terceira e Graciosa e outro sobre S. Miguel e Santa Maria.

Fonte: Lusa