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Santa Clara declarado insolvente por falta de pagamento de pensão de invalidez

O presidente do Santa Clara, Mário Batista, admitiu à agência Lusa que o clube foi declarado insolvente por falta de pagamento da pensão de invalidez ao ex-futebolista Pedro Figueiredo.

Santa Clara declarado insolvente por falta de pagamento de pensão de invalidez

O presidente do Santa Clara, Mário Batista


"Isto não significa que seja a liquidação do Clube Desportivo Santa Clara. É um processo de insolvência. Nós temos tido enormes dificuldades e interrompemos naturalmente a sua mensalidade porque de facto não temos fundos", admitiu o presidente do clube de Ponta Delgada.

O segundo juízo do Tribunal Judicial de Ponta Delgada declarou insolvente o Santa Clara, devido a uma ação interposta por Pedro Figueiredo, que alega não receber pensão de invalidez no valor de 2.300 euros mensais há cerca de um ano, o que perfaz um total de 30.000 euros.

"Estamos tranquilos e vamos aguardar. Todo o nosso 'staff' jurídico está a acompanhar o processo desde a primeira hora. É preciso é deixar bem claro que o clube não vai sofrer qualquer liquidação", assegurou Mário Batista.

O Clube Desportivo Santa Clara é uma entidade autónoma da SAD que gere a equipa de futebol profissional.

Todos os credores do clube têm agora 30 dias para reclamar os créditos em atraso e o próprio clube tem o mesmo prazo para recorrer da sentença do tribunal de Ponta Delgada.

"O clube entrou num processo de insolvência onde é nomeado um administrador que é recomendado por nós e onde é dado um prazo de 30 dias para que todos os credores do Santa Clara possam reclamar os seus créditos", relembra Mário Batista.

Pedro Figueiredo foi contratado na época 1999/2000 ao Vitória de Setúbal, mas lesionou-se assim que chegou a São Miguel para integrar a equipa do Santa Clara, acabando por não fazer qualquer jogo oficial ao serviço do clube.

Mesmo assim, o jogador ficou com direito a receber uma pensão vitalícia, tendo direito a 2.300 euros mensais até ao fim da vida, uma situação que tem gerado algum desconforto, até porque o ex-atleta tem atualmente 44 anos de idade e não exerce a profissão de futebolista.

Apesar de tudo, Pedro Figueiredo pode nunca vir a receber o valor em falta, nem sequer a pensão de invalidez, já que todo o património do clube açoriano está hipotecado em primeiro lugar ao Banif, seguindo-se as Finanças e só depois surge o ex-futebolista, que faz parte de um grupo de mais de 100 credores.

(Lusa)