Sociedade

Vaga de impostos abate-se sobre os Açores

Em 2014, a vida fica mais cara para os portugueses, mas para os açorianos o aumento é ainda mais elevado. Em causa está impacto da aplicação da nova lei de Finanças Regionais que traz uma subida do IRS, do IVA e do IRC.

Vaga de impostos abate-se sobre os Açores
A nova lei estipula um diferencial fiscal máximo até 20 por cento entre o Continente e os Açores, quando antes era de 30 por cento.

No caso da taxa mínima do Iva, a redução do diferencial implica um aumento de de 4 para 5 por cento..

Esta taxa é aplicada na alimentação, medicamentos, água canalizada ou transporte de passageiros.

A taxa intermédia, que é aplicada a alguns bens alimentares e produtos culturais, passa de 9 para 10 por cento e a taxa máxima passa de 16 para 18 por cento.  É a mais gravosa para os consumidores, já que implica aumentos nos combustíveis, no gás doméstico, na eletricidade, comunicações, vestuário e calçado, entre outros bens e serviços.

Por outro lado, os açorianos com rendimentos até 7 mil euros, que pagavam menos IRS, vão pagar a partir de agora mais imposto.

A redução do diferencial já não afeta os escalões superiores.

Para as empresas, o IRC, que no continente desce para 23 por cento dos lucros, nos Açores, pelo contrário sobe de 17,5 para 18,4 por cento.

A redução do diferencial fiscal entre os Açores e o Continente foi acertada pelo governo de José Sócrates com a Troika e mantida pelo executivo de Passos Coelho, que a verteu na nova lei de finanças regionais, apesar dos protestos de todos os partidos nos Açores, incluindo do PSD.

Telejornal, RTP/Açores