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Concerto Trio | 18 Dezembro 19h00

Palácio Nacional da Ajuda

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Concerto Trio | 18 Dezembro 19h00 Concerto Trio | 18 Dezembro 19h00
Concerto Trio

David Lopes Ascensão, violino
Nuno Abreu, violoncelo
Daniela Ignazzitto, piano

18 Dezembro às 19h00, Palácio Nacional da Ajuda


PROGRAMA

Eurico Carrapatoso “O eterno Feminino em Peer Gynt”
Anitra
Solveig
Ingrid


F. Schubert Trio Nº 2, em mi bemol maior, Op.100, D.929
Allegro
Andante con moto
Scherzando – Allegro moderato
Allegro moderato




O eterno feminino em Peer Gynt (pequena nota)

O Peer Gynt ocupa um lugar especial na minha vida. A raiz desta partitura vem da obra que compus para a peça teatral de Ibsen, que inaugurou as novas instalações do Teatro Aberto. É um material a que regresso, devido à riqueza de paradigmas psicológicos que emanam daquela obra teatral. As personagens são muito complexas, apanhando, numa longa viagem pela alma, todos os registos da própria natureza humana: Grotesco, Loucura, Real, Imaginário, Mentira, Nobreza, Eterno Feminino, Eros, Thanatos. Nada do que é humano é estranho a esta peça de teatro genial. Em O eterno feminino em Peer Gynt, abordo três registos do elemento feminino na vida de Peer, viajante, desmiolado, mentiroso, tonto, intriguista, vigarista, patético, mas também capaz de um regresso comovedor às origens, em redenção total, após a sua longa viagem pela vida e pelo mundo.
1. Anitra é a amante sedutora que se cruza com o anti-herói no deserto Sahara, odalisca tisnada, que conquista Peer com a dança do seu ventre redondinho para depois o roubar durante o sono.
2. Solveig é a mulher da vida de Peer, o ideal inatingível, representando o amor absoluto e puro, sempre disponível, a comunhão total, a infinita compreensão, a mulher em cujo regaço, após uma longa espera de uma vida inteira, Peer, regressado à pátria e já velho, adormece e morre.
3. Ingrid, sendo a mulher cobiçada por Peer para um encontro fortuito, representa a pulsão da luxúria e o desejo carnal. A cena passa-se no casamento de Ingrid com um aldeão. Peer, então um jovem fogoso e auto-intitulado imperador do mundo, para fazer inveja à tímida Solveig que lhe negara uma dança durante a boda, rouba Ingrid e foge com a noiva do outro às costas. Trata-se, pois, de rapto e fuga. Ingrid resiste ao princípio, mas logo cede aos avanços de Peer. Quando a cobiça é satisfeita, Peer abandona Ingrid na floresta e foge para a Montanha do Reino de Dovre, onde o esperam várias mulheres imaginárias: mulheres de verde, sinuosas, filhas de trolls. Essa, a parte das mulheres imaginárias, será a Parte II. Fica para uma próxima oportunidade.

Eurico Carrapatoso, Olivais, 10.12.13




David Lopes Ascensão, violino

Iniciou o estudo de violino aos 8 anos na Alemanha e posteriormente na Escola
Profissional de Música de Évora. Em 2002 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu a Licenciatura bietápica na classe de Violino do professor Aníbal Lima. Com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, prosseguiu os seus estudos na Lithuanian Academy of Music and Theatre onde obteve o “Master’s Artistic
Performance Diploma” em Violino, na classe do Professor Martynas Svegzda von Bekker com classificação máxima. Durante este período apresentou-se a solo com a Orquestra da ESML e LMTA interpretando obras de P.Sarasate, e J.Brahms. Efetuou concertos em diversos países como a Lituânia, Polónia, Espanha, França, Suiça, Alemanha e apresentou-se em festivais como o Bach Fest em Detmold e o Festival Pablo Casals em Prades. Foi laureado no concurso Jovens Músicos RDP-Antena 2 com um 2º prémio em 2004 na categoria Violino-Nível Superior, e em 2009 com o Quarteto Blanc, com um 1ºPrémio na categoria de Música de Câmara-Nivel Superior.
No ano seguinte, com o apoio da Fundação GDA o Quarteto Blanc gravou o seu primeiro CD com obras de D. Chostakovich, A.Webern e Joly Braga Santos, e apresentou-se em concerto no 36º Festival do Estoril, Festival Música de Leiria, Casa da Música -Porto e o 32º Festival Internacional de Música da Póvoa do Varzim. Realizou diversos cursos de aperfeiçoamento sob a orientação de nomes como Christian Tetzlaff, Gerardo Ribeiro, Latica-Honda Rosenberg, Lydia Mordkovitch, Paul Roczeck, em violino, e Avedis Kouyoumdjian, Jan Talich (Talich Quartet),Wolfgang Laufer (Fine Arts Quartet), Artis Quartet, Itamar Golan, David Geringas e Vladimir Mendelssohn em Música de Câmara. Em 2009, foi convidado a participar no 1ºestágio da Orquestra Ibero-Americana dirigida pelo Maestro Gustavo Dudamel. Foi membro da Nordwestdeutsche Philharmonie na temporada de 2012/2013. Colabora regularmente com a Orquestra Gulbenkian, com a qual efectou várias digressões Internacionais, e teve a oportunidade de trabalhar com maestros de renome tais como Gustavo Dudamel, Christian Zacharias, Simone Young, Esa-Pekka Salonen, John Axelrod, Daniel Barenboim, Pinchas Zukerman,Michael Zilm entre outros. Integrando ainda a Orquestra Gulbenkian, gravou cd´s para as editoras Pentatone, Naïve e Trem Azul sob a direcção do Maestro Lawrence Foster e Joana Carneiro. Foi Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2004-2009. É membro fundador da Camerata Alma Mater dirigida pelo Maestro Pedro Neves


Nuno Abreu, violoncelo

Um dos mais destacados violoncelistas da sua geração, concilia a sua carreira de solista com a de docente. Nascido em 1983, iniciou os seus estudos musicais em 1988 na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (Lisboa), onde estudou com Maria José Falcão, tendo terminado o Curso Geral em 2001 com elevadas classificações. Em 2005 finalizou a licenciatura em violoncelo, do curso de Instrumentista de Orquestra, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do professor Paulo Gaio Lima, com as mais elevadas classificações. Participou em master classes dos professores Ralph Kirshbaum, Frans Helmerson, Bernhard Greenhouse, Anner Bylsma, Wolfgang Boettcher, Márcio Carneiro, Lluis Claret, Martin Ostertag, Maria de Macedo e Xavier Gagnepain. Na área de música de câmara tem trabalhado com Paul Wakabayashi, Irene Lima, Alexei Eremin, David Douçot, Charles Frey, James Gilels e Matthias Tacke, entre outros. Realizou vários recitais em Portugal e no estrangeiro tendo estreado três peças contemporâneas de compositores portugueses (António Pinho Vargas, Hugo Ribeiro e Luís Cardoso), para violoncelo solo. Interpretou, numa emissão em direto da Antena 2, a Quarta Suite de J.S.Bach. Críticos aclamaram as suas interpretações como sendo “um excelente solista, com um som muito bonito e uma técnica irrepreensível” (Jornal Público). Integrou a Orquestra das Escolas de Música Particulares, a Orquestra Académica Metropolitana, a Orquestra Sinfónica da Northwestern University (como chefe de naipe), a Civic Orchestra of Chicago (training orchestra da Orquestra Sinfónica de Chicago), a Orquestra de Câmara Portuguesa e mais recentemente a Orquestra Juvenil Ibero-Americana, onde trabalhou com maestros como Gustavo Dudamel, Robert Spano, Christoph von Dohnányi e Charles Dutoit, entre outros. Foi Violoncelo Solo Assistente na Orquestra Sinfónica Portuguesa na temporada 2012/2013 e Primeiro Violoncelo na Orquestra Metropolitana de Lisboa em 2013. Colabora regularmente com a Orquestra Gulbenkian. Nos Estados Unidos da América, vence o Prémio Northshore Competition (2007) e em Portugal vence o Prémio Jovens Músicos na modalidade de Música de Câmara, nível superior (2004), o Concurso de Interpretação das Caldas da Rainha (2007) e obtém o 2º Prémio e o Prémio do Público no Concurso de Interpretação do Estoril (2007). Em 2007 concluiu o Mestrado em Performance na Northwestern University School of Music (Chicago), com Hans Jensen, com a máxima classificação. Foram-lhe atribuídas bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian e da Northwestern School of Music Fellowship. Atualmente é Doutorando na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, frequentando o curso de Artes Musicais, vertente de Performance. Leciona no Instituto Gregoriano de Lisboa desde 2007 e na Escola Profissional da Metropolitana desde 2013.


Daniela Ignazzitto, pianista

Nascida na cidade de Palermo, Itália, inicia os seus estudos musicais no Conservatório "V. Bellini" da sua cidade, onde se diploma em piano com classificação máxima cum laude e onde segue também o curso de composição. Depois de ter concluído o curso de piano, inicia o seu aperfeiçoamento musical frequentando cursos anuais (1997/98 em Osimo, Ancona e 2001/02 em Roma) e master classes organizados pela Associação Musical A.GI.MUS. de Foligno e no Conservatório de Música “B. Marcello” de Veneza com a pianista Lya De Barberiis. Em Setembro de 1999 é convidada, como professora de piano e acompanhadora no Conservatório Regional de Ponta Delgada, Açores, onde leciona durante dois anos. Atualmente é professora de piano na Escola de Música do Conservatório Nacional e na Academia Amadores de Música de Lisboa. Em Portugal continua o seu aperfeiçoamento musical frequentando o curso de licenciatura em piano na Escola Superior de Música de Lisboa, com o Professor Jorge Moyano em piano e com a Professora Olga Prats em música de câmara concluindo a sua licenciatura com 19 valores. Ao longo do seu aperfeiçoamento tem frequentado variadas master classes orientadas por pianistas como Aldo Ciccolini, Sequeira Costa, Dimitri Baskirov, Avidis Kouyoumdjian. A sua atividade artística inclui recitais a solo e de música de câmara, realizados para algumas importantes instituições musicais tais como Teatro Massimo e Amici della Musica de Palermo, Associazione Musicale Dino Ciani de Milão, Societá dei Concerti de Roma, Associazione Musicale Etnea de Catania, DRAC de São Miguel, Açores, Centro Cultural de Belem de Lisboa, Festival do Convento dos capuchos de Almada, Teatro de Vila Real, Raízes Ibéricas de Oeiras, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. Dos instrumentistas com quem colaborou em Música de Câmara destacam-se músicos como Lya De Barberiis, Giovanni Sollima, Gabriela Canavilhas, Marcos Lázaro, Irene Lima, Viviana Caiolo, Nuno Silva, Catherine Strynckx, Luis Pacheco Cunha, João Paulo Santos. Desde 2001 tem realizado vários concertos a solo e de música de camara em direto para a RTP (Radio Televisão Portuguesa). Em 2005 apresenta-se a solo acompanhada pela orquestra sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa sob a direção do Mº Vasco Azevedo, interpretando o concerto nº 1 de J. Brahms, no Palácio Nacional da Ajuda e no Teatro Municipal São Luiz de Lisboa.