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Raízes
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Raízes Inês Almeida

Argumentos de Óperas, Obra


A Bela Helena

Ópera bufa em três atos



Resumo
Estamos ao pé de Esparta, na costa do mediterrâneo, imediatamente antes da guerra de Tróia.

Vénus tem uma missão para Páris, o filho de Príamo, rei de Tróia. Calchas, o grande sacerdote deve conquistar para Páris o amor de Helena, casada com Menelau, o rei de Esparta.

Páris disfarça-se de pastor e ganha três prémios numa competição de palavras absolutamente ridícula, travada com os reis gregos e sob a orienteção de barbu, bu, bu, um professor barbudo e bêbado. Só mais tarde vimos a descobrir que esta personagem não é se não um disfarce de Agamemnon, rei dos reis. Um dos troféus de Páris é a maçã de Vénus. É assim que finalmente Páris se revela como sendo o filho de Príamo. Quando a noticia se espalha, Helena reconhece nele o homem da maçã enviado pela Fatalidade. Helena coroa o príncipe troiano como vencedor... Aquiles e os dois Ajaxes ficam a ver, invejosos. Entretanto, Menelau convida Páris para o banquete real. Eis que chegou o momento do príncipe... o Páris paga ao grande sacerdote Calchas para que este faça soar o gongo ribombante de Filocomus, um sinal de uma suposta profecia que obrigará Menelau a deslocar-se até Creta. O primeiro acto termina com a despedida de Menelau. Menelau parte para Creta deixando em Esparta Páris e Helena absolutamente sozinhos.

Após parodiar a corte grega, na qual o honesto grande sacerdote Calchas se tornou num batoteiro inveterado, Páris decide ir ter com Helena durante a noite. Apesar de Helena conhecer bem o seu destino, decide oferecer resistência. Páris vai-se embora... espera que ela adormeça e volta a entrar no quarto da rainha de Esparta... Enquanto Helena dorme, Páris segreda-lhe ao ouvido... "Tudo isto é um sonho"... Julgando-se realmente num sonho, Helena deixa-se entregar a Páris. Eis que, inesperadamente, aparece Menelau. O rei de Esparta apanha os dois amantes em flagrante e Helena,em pânico,exclama: Fatalidade, Fatalidade!.... A rainha depressa se recompõe... não hesita em atribuir as culpas a Menelau: "Um bom marido deve saber quando regressar e quando se deve manter afastado". Menelau rebenta... Desata aos gritos... Páris tenta acalmá-lo, mas sem sucesso... Eis que chegam os outros reis... Todos repreendem Páris que é expulso de Esparta. O príncipe promete voltar para cumprir a sua missão.

Estamos agora no verão. Os reis gregos mudaram-se para a residência de verão em Nauplia. Um barco trás um grande sacerdote de Vénus. Ele declara ter que levar Helena para presidir a um sacrifício de cem vitelos pelas suas ofensas. Menelau exorta-a a seguir com o sacerdote, mas Helena recusa. Alega ter sido Menelau e não ela a praticar a ofensa contra Vénus. Contudo, quando a rainha se apercebe que o sacerdote não é se não Páris disfarçado, não hesita um segundo sequer em partir. Os dois seguem felizes no barco e abandonam de vez a corte grega.... O resto?.... O resto como diz o coro É História!