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Vibrato Pedro Rafael Costa

Concertos

IFP | 17 outubro 19h00

Concerto Antena 2

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AUDITÓRIO DO INSTITUTO FRANÇAIS DE PORTUGAL

Dia 17 de outubro às 19h00

Joana Gama | piano

Vaguear

Programa

Vasco Mendonça (1977) Homem na Cidade* | 2007
(José Luís Tinoco / Ary dos Santos)

João Madureira (1971) Barco Negro (e uma homenagem a Ligeti)* | 2007
(Caco Velho/ Piratini / David Mourão-Ferreira)

Pedro Faria Gomes (1979) Talvez se chame saudade* | 2007
(Francisco Viana Filho / João Gil)

Fernando Lapa (1950) Variações sobre o Coro da Primavera
(José Afonso) | 2000

Eurico Carrapatoso (1962) L´aire de I campo | 2003
Un - Augas Bibas
Dous - Palaçôlo
Tres - Prado Gaton

Carlos Marecos (1963) Terras por de trás dos montes | 2011
1 - Paul
2 - Reguengos
3 - Miranda
4 - Paradela

João Godinho (1976) Fogo Posto | 2011
* Obra encomendada e estreada pelo pianista João Vasco no âmbito do projeto ALÉMFADO

Título do recital: Vaguear

Notas ao programa

Neste recital de piano, através de obras portuguesas escritas maioritariamente no século XXI, evoca-se o espírito livre e errante do Romantismo. Temas como a liberdade e o destino encontram-se nas transcrições de Vasco Mendonça, João Madureira e Pedro Faria Gomes dos fados "Homem na Cidade", "Barco Negro" e "Talvez se chame Saudade". Acerca da transcrição, em forma de variação, da canção "Coro da Primavera" de Zeca Afonso, Fernando Lapa afirma: "Para as presentes variações é essencial a ideia de percurso, de viagem", viagem essa que é o mote para a alusão da imagem romântica do viandante que nos impele a percorrer o território português afastado do barulho e agitação dos grandes centros urbanos. Neste sentido, Eurico Carrapatoso, na peça "L'aire de I campo", evoca localidades perto de Miranda do Douro colocando no final da partitura a frase "L'aire de l campo fai-mos sentir bien!". Acerca de "terras por detrás dos montes", obra referente a quatro localidades do interior de Portugal, Carlos Marecos afirma: "no interior de uma linguagem que não é tonal, modal, nem atonal, algumas melodias oriundas dessas terras habitam esta peça, por vezes de forma submersa, empoeirada, distorcida, desgastada pelos elementos, outras vezes de forma filtrada mais límpida e pura." Por fim, ouve-se "Fogo Posto" de João Godinho, "uma alucinação musical narrada a partir da mente de um pirómano que comete o delito e permanece em cena para assistir ao espetáculo." O recital termina assim com uma "viagem de sentidos" inspirada naquela que, infelizmente, é já uma realidade incontornável do nosso país.



Joana Gama (Braga, 1983) iniciou a sua formação no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian. Estudou na Royal Academy of Music em Londres e, em 2005, licenciou-se em Piano na Escola Superior de Música de Lisboa. Em 2010 completou o Mestrado em Interpretação sob a orientação de António Rosado e Benoît Gibson na Universidade de Évora, onde prossegue estudos de Doutoramento sobre música contemporânea portuguesa para piano. No Prémio Jovens Músicos - Antena 2 (PJM) obteve o 1º lugar na categoria de piano - nível superior (2008) e acompanhamento de piano (2005). Obteve ainda o 3º lugar na categoria de música de câmara - nível superior (2004). No seguimento do PJM, foi solista com a Orquestra Gulbenkian e com a Orquestra do Algarve. Tem integrado com regularidade a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Juvenil, Lisbon Ensemble 20/21, Orchestrutopica e Sond'-Ar-te Electric Ensemble. Tem colaborado regularmente com agrupamentos portugueses como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Lisbon Ensemble 20/21, Orchestrutopica e Sond'Arte Electric Ensemble. Apresentou-se em concertos em Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Bulgária, Noruega, Japão e em salas portuguesas como o Teatro São Luiz, Museu do Oriente, Casa da Música ou Theatro Circo. Privilegia o repertório para piano dos séculos XX e XXI, incorporando frequentemente música contemporânea portuguesa nos seus programas, nomeadamente nos concertos "Peças Frescas" (Teatro São Luiz) e no festival "Música Portuguesa, Hoje" (CCB). Tocou a solo nos Dias da Música em Belém (2010 e 2011) no CCB assim como na 37ª edição do Festival do Estoril. Nos últimos anos tem estado envolvida em diversos projetos que associam a música às áreas da dança, do teatro e do cinema, nomeadamente: 'Antropia' (2009), um documentário de Eduardo Brito; 'Benny Hall' (2009), uma peça de teatro da companhia Esticalimógama; 'Danza Ricercata' (2008) e '27 ossos' (2012), criações da coreógrafa Tânia Carvalho. Participou ainda nos seguintes filmes: 'Incêndio' (2011) de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman, 'La Valse' (2012), de João Botelho e "A Cidade e o Sol", de Leonor Noivo. É membro fundador do CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, Guimarães.

Mais informações em www.joanagama.com