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A Ronda da Noite Luís Caetano

Cultura

A Cura do Cancro | Festival Antena 2 | 28 Janeiro 15h00

5º dia | Conferência

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A Cura do Cancro | Festival Antena 2 | 28 Janeiro 15h00 A Cura do Cancro | Festival Antena 2 | 28 Janeiro 15h00

Festival Antena 2

5º dia | Sábado, 28 Janeiro 15h00

Teatro da Trindade 
Entrada Livre*

Transmissão direta (em antena e online)
Emissão a partir das 14h00


Conferência

A Cura do Cancro

O cancro é uma das principais causas de morte no mundo ocidental. Sabe-se cada vez mais sobre a doença, sobre as causas e a forma como progride, o que não impede que haja cada vez mais casos. Por outro lado, a ciência tem inovado mais do que nunca na investigação e sobretudo na criação de técnicas terapêuticas cada vez mais eficazes, o que explica a redução da mortalidade apesar do aumento de casos. 

A conferência organizada pela Antena 2 fará, pois, um ponto de situação sobre o cancro: 
a evolução da doença em Portugal e no mundo, as terapias mais recentes, as hipóteses de cura ou de controlo, a prevenção, a eventual vacina, e sobretudo o futuro que nos espera quanto a uma doença tão intimamente ligada ao modo de vida contemporâneo. 

Para este balanço, convocamos quatro grandes especialistas na área do cancro, não apenas no âmbito nacional mas à escala global:

- Manuel Sobrinho Simões, diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto

- Joana Paredes, investigadora principal do i3s - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde

- Bruno Silva Santos, vice-diretor do Instituto de Medicina Molecular

- Luís Costa, diretor do Departamento de Oncologia do Hospital de Santa Maria;

com moderação de João Almeida.


Para ver, ou rever, esta conferência no RTP Play, clicar aqui


Notas biográficas dos participantes


Manuel Sobrinho Simões Nasceu no Porto em 1947. Licenciou-se e doutorou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) em 1971 e 1978, respectivamente. Fez o pós-doutoramento em 1979/80, em Oslo, no Instituto de Cancro da Noruega. É especialista em patologia molecular, oncobiologia e cancro da tireoide.
Liderou o grupo que criou, em 1989, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) que dirige desde essa altura. Em 2007 iniciou, em articulação com a Reitoria da Universidade do Porto e os directores do IBMC e do INEB, o movimento que levaria à criação em 2015 do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S).
Organizou e dirigiu o Mestrado de Oncobiologia da FMUP de 1990 a 1996; co-coordena desde a sua criação, em 1996, o Programa Doutoral em Biomedicina da Universidade do Porto (Programa GABBA); co-organizou e dirige o Programa Doutoral em Medicina e Oncologia Molecular da FMUP. Orientou o doutoramento de cerca de 30 médicos e cientistas portugueses e estrangeiros.
Realiza, anualmente, na FMUP e no IPATIMUP, 200 a 300 casos de consulta diagnóstica (tumores da tireoide, sobretudo) para Hospitais e Institutos de Oncologia da Europa, EUA e América do Sul.
Publicou cerca de 350 artigos científicos em revistas internacionais indexadas que deram origem a mais de 10000 citações (h factor > 54). Foi autor ou co-autor de 24 livros e capítulos de livros publicados na Europa, EUA e Japão, entre os quais alguns dos livros-de-texto da União Internacional Contra o Cancro e da Organização Mundial de Saúde. Pertence ao Comité Editorial de 13 revistas internacionais de Patologia, Oncologia e Endocrinologia.
Presidiu à Sociedade Europeia de Patologia de 1999 a 2001, depois de ter sido Secretário-Geral de 1989 a 1997. Como Presidente e Past-President da Sociedade Europeia de Patologia criou as Divisões de Moscovo (2001), Ankara (2003), Craiova (2005), Hradec-Kralové – Charles University (2006) e Varna, Bulgaria (2016) da Escola Europeia de Patologia. É membro dos Conselhos Científicos da Associação Europeia de Prevenção de Cancro e da Associação Europeia de Directores de Patologia.
É sócio honorário de várias Faculdades e Academias de Medicina e Sociedades Científicas europeias, americanas e asiáticas. Desempenhou funções de Professor Visitante em numerosas Universidades e Institutos de Oncologia da Europa, EUA, Canadá, Brasil, Argentina, Turquia, China e Japão. Foi eleito, pelos pares, “O patologista mais influente do mundo (2015)”, num processo organizado pela revista inglesa The Pathologist.
Fez parte do Conselho Consultivo da Porto-Capital Europeia da Cultura e co-organizou com Rui Mota Cardoso o Programa “Os outros em eu” da Porto-2001.
Recebeu o Prémio Bordalo (1996), o Prémio Seiva (2002) e o Prémio Pessoa (2002); Medalha de Ouro de Arouca e do Porto e Medalha de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa, do Ministério da Saúde e da Ordem dos Médicos. Oficial e Grande Oficial da Ordem Real da Noruega (2003 e 2010) e Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2004).
É Professor Catedrático e Director do Departamento de Patologia e Oncologia da Faculdade de Medicina do Porto, Chefe de Serviço no CHSJoão e Presidente da Direcção do Ipatimup, o instituto de investigação em cancro da Universidade do Porto que ajudou a criar em 1989. É membro da Direcção do recém-criado Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e Vice-Presidente do Health Cluster Portugal. Preside actualmente ao Conselho Nacional de Centros Académicos Clínicos, ao Grupo de Trabalho para a constituição da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica e ao Conselho de Curadores da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). 



Joana Paredes é Investigadora Principal no Ipatimup/i3S, contratada no âmbito do programa Investigador FCT, desde 2013. Formou-se em Biologia pela Universidade de Coimbra em 1999 e doutorou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 2004. Durante o Doutoramento, trabalhou no Ipatimup e na Universidade de Gent (Bélgica). Fez Pós-Doutoramento no ICVS - Universidade do Minho, ao abrigo de uma colaboração entre o Ipatimup e esta instituição, e em 2008 foi contratada pelo Ipatimup para uma posição Ciência 2007.
Durante o seu percurso académico, especializou-se na área do cancro da mama, sendo reconhecida por ter demonstrado, pela primeira vez, o papel relevante da molécula de adesão P-caderina nesta patologia. A sua expressão é um fator de mau prognóstico para doentes com cancro da mama, uma vez que confere propriedades estaminais e invasivas às células neoplásicas, tornando-as resistentes às terapias comummente utilizadas em Oncologia.   
Com 39 anos, Joana Paredes tem 60 publicações em revistas internacionais, com mais de 1500 citações. Os principais resultados foram publicados em revistas que revelam a sua capacidade de colaboração e multidisciplinariedade, tais como Cancer Research, Stem Cells, Oncogene, Clinical Cancer Research, Journal of Pathology, e Nanoscale.  
Obteve financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), da Fundação Gulbenkian, da agência internacional NIH, da indústria farmacêutica (Novartis e Sanofi-Aventis International) e de fundações privadas nacionais e internacionais de doentes com cancro (Associação Laço e No Stomach for Cancer).   
Em Janeiro de 2017, irá liderar um consórcio recentemente financiado com 2,5 milhões de euros pelo Portugal 2020, um programa que agrega Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, com o objectivo de alinhar estratégias nacionais e europeias para o desenvolvimento do país. O projeto «CANCEL STEM - Estaminalidade das células do cancro: um desafio e uma oportunidade para avançar no tratamento em Oncologia» propõe identificar os princípios moleculares que regulam a biologia das células estaminais do cancro, cuja equipa é composta por investigadores do i3S no Porto, do CNC.IBILI em Coimbra, e do IGC em Oeiras.         




Bruno Silva Santos é Vice-Diretor do Instituto de Medicina Molecular (iMM) e Professor Associado com Agregação da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). Dirige uma equipa de investigação na área da Onco-Imunologia no iMM e ensina Imunologia na FMUL desde 2005. É membro efetivo do Conselho Científico e membro suplente do Conselho Pedagógico da FMUL. O grupo liderado por Bruno Silva Santos no iMM Lisboa dedica-se ao estudo dos mecanismos moleculares de diferenciação dos linfócitos T e de reconhecimento de células tumorais; e à translação deste conhecimento para desenvolvimento de novas imunoterapias para o cancro. É membro da European Academy of Tumor Immunology e recebeu o Prémio Pfizer em Investigação Clínica em 2009. Co-fundou e preside desde 2013 o Conselho Científico da empresa de biotecnologia Lymphact S.A., especializada no desenvolvimento de estratégias imunoterapêuticas para o cancro e detentora de propriedade intelectual sobre as DOT (Delta One T) cells.
Bruno Silva Santos doutorou-se em Imunologia pelo University College de Londres em 2002, inserido no Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina. Durante os seus 7 anos em Londres, Bruno Silva Santos trabalhou no Cancer Research UK – The London Research Institute (1998-2002) e no King’s College London (2002-2005), onde foi eleito "Young Researcher of the Year" em 2005. Em 2006, aquando do seu regresso a Portugal, foi galardoado pela European Molecular Biology Organization (EMBO) com uma Installation Grant e, em 2010 foi eleito Young Investigator da EMBO. Ainda em 2010, juntou-se à prestigiada rede de vencedores das Starting Grants do Conselho Europeu de Investigação (ERC-European Research Council), replicando o sucesso em 2015 ao nível da Consolidator Grant (2015-2020). Já publicou mais de 50 artigos científicos nas mais conceituadas revistas científicas internacionais, incluindo a Science, Nature e Nature Immunology.




Luís Costa é Professor de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em Portugal, e é responsável pela Unidade de Investigação Clínica em Oncologia Translacional, no Instituto de Medicina Molecular (IMM) desde 2007. É também diretor do Departamento de Oncologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, desde 2005, tendo sido nomeado, em 2015, como diretor do Centro de Pesquisa Clínica no Centro Académico de Medicina de Lisboa.
Na Faculdade de Medicina, é Professor Coordenador de Oncobiologia, uma nova unidade de ensino que tem como objetivo ensinar a compreensão da oncologia clínica através da medicina molecular, atuando ainda como membro do Conselho Editorial do Programa Harvard Medical School Portugal.
Luis Costa é o representante português do IMM no “Global Cancer Genomics Consortium”. Atua também como um especialista na avaliação de bolsas submetidas ao European Research Council, ao Cancer Research UK, ao CAIBER (Spanish Clinical Research Network) e ao French National Cancer Institute.
A investigação clínica, publicações e apresentações científicas de Luís Costa têm-se focado principalmente sobre metástases ósseas relacionadas com o cancro de mama, próstata e outros tumores sólidos. Publicou vários artigos científicos que discutem estes temas.



*mediante disponibilidade dos lugares da sala