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Dias da Música na Antena 2 | 28 e 29 Abril

Transmissões a partir do CCB

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Dias da Música na Antena 2 |  28 e 29 Abril Dias da Música na Antena 2 |  28 e 29 Abril

© Jorge Carmona / Antena 2


Os Dias da Música, o principal festival de música clássica em Portugal, regressam num formato mais alargado,  mas continuando a trazer ao CCB dezenas de milhares de pessoas para celebrar a música, sempre lançando pontes entre este género artístico e outras artes. 
Antena 2 junta-se mais uma vez a este grande evento, transmitindo e gravando concertos, realizando apontamentos de reportagem, entrevistas e comentários aos diversos  participantes, e deste modo projetando-o para além do seu espaço físico, mas também desvendando alguns dos seus bastidores.


Dias da Música na Antena 2
Transmissões em direto

Castigos, Culpas e Graças Divinas
Os Dias da Música deste ano inspiram-se no mundo perturbante e fantástico das pinturas de Hieronymus Bosch. Partem da observação das obras do mestre flamengo e ramificam num sem número de relações, que vão desde o universo de Dante até ao mito de Fausto. Uma pluralidade de leituras, que serão materializadas num Festival que se apresenta em forma de Tríptico, fórmula tão querida a Bosch. 

A Antena 2 vai estar em direto a partir do CCB acompanhando estes Dias da Música 2018
(para mais detalhes clicar no respectivo dia)


Concertos 
Excertos musicais a partir de várias salas
Comentários, entrevistas, apontamentos de reportagem

Dia 29 - das 15h00 às 21h00
Concertos
Excertos musicais a partir de várias salas
Comentários, entrevistas, apontamentos de reportagem





Nas pausas das transmissões dos concertos, o Espaço Antena 2 (perto do Palco Poente) recebe convidados para entrevistas e conversas (É necessário bilhete recinto).



Nos Dias da Música, acompanhe-nos também pelo facebook da Antena 2.    




Dias da Música
CCB | 21, 26 a 29 de Abril

Castigos, Culpas e Graças Divinas
Festival em Forma de Tríptico, a partir de Hieronymus Bosch

Nos Dias da Música de 2018, o mote é a relação entre a música e a pintura de um dos artistas mais geniais do século XV, Hieronymus Bosch (c.1450-1516).
Nas suas obras, Bosch criou todo um mundo perturbante e fantástico, satírico e moralizante, onde se retratam os vícios, os pecados e os temores que afligiam o homem medieval. Os seus quadros são verdadeiros monumentos sobre a moralidade, personificações imaginárias de criaturas míticas e religiosas que nos inquietam e angustiam, com raízes profundas nas crenças e nas tradições históricas medievais como o mito da Criação, ou a eterna luta entre o Homem e o demónio, o Bem e o Mal, o Pecado e a Virtude – velhas e ricas tradições de metáforas visuais, bem como trocadilhos extraídos de fontes bíblicas ou folclóricas, que Bosch canaliza para a arte como forma de indignação moral.

Os Dias da Música em Belém deste ano inspiram-se neste mundo perturbante e fantástico das pinturas de Hieronymus Bosch. Partem da observação das obras do mestre flamengo e ramificam num sem número de relações, que vão desde o universo de Dante até ao mito de Fausto. Uma pluralidade de leituras que serão materializadas num Festival que se apresenta em forma de Tríptico, fórmula tão querida a Bosch.

No concerto de abertura, apresenta-se A Criação, de Joseph Haydn, obra fundamental que tem como base o Génesis e o Paraíso Perdido, de Milton, uma alusão ao mito da criação que também  inspirou Bosch, e na sequência da qual se dá a primeira tentação, o primeiro pecado e a expulsão do paraíso. 
Dos Castigos, do dia 27 de abril, com A Danação de Fausto, de Hector Berlioz, às Culpas, Pecados e Tentações Terrenas, de sábado, 28 de abril, com obras como Os Sete Pecados Mortais, de Kurt Weill e Bertolt Brecht, ou a ópera Gianni Schichi, de Giacomo Puccini, estreada há cem anos. O domingo, dia 29, a programação é dedicada às Graças Divinas e à Reconquista do Paraíso, com obras como a Sinfonia Dante, de Franz Liszt, o Requiem, de Gabriel Fauré, ou a oratória Das Paradies und die Peri, de Robert Schumann, a partir de Thomas Moore.


Neste intenso programa, participam com alguns dos melhores agrupamentos e solistas portugueses, como a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Sinfónica Metropolitana, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Clássica do Sul, a Orquestra XXI, o Ludovice Ensemble, o Melleo Harmonia, Os Músicos do Tejo, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, o Coro Gulbenkian, o coro Voces Caelestes, o Coro Ricercare, o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, os pianitas Artur Pizarro, António Rosado, Raúl da Costa, Vasco Dantas, Daniel Cunha e Paulo Oliveira, ou os cantores Ana Quintans, Carla Caramujo, Ana Maria Pinto, José Fardilha, Susana Gaspar, Luís Gomes, Sónia Grané, Eduarda Melo, Fernando Guimarães, Dora Rodrigues e André Baleiro, entre muitos outros. 
Estes Dias também contam com formações e artistas internacionais como a Deutsches Kammerorchester de Berlin, os agrupamentos La Paix du Parnasse, Orlando Consort e laReverdie, os maestros Frédéric Chaslin e Ton Koopman, ou os cantores Wolfgang Holzmair, Peter Michael Allan, Peter Kellner, Aquiles Machado, Philippe Rouillon, Béatrice Uria-Monzon, James Gilchrist, Anna Harvey, Clint van der Linde, Pascal Bertin ou Daniel Elgersma, entre outros.
Nestes Dias da Música em Belém está também presente o talento dos jovens músicos, no dia 21 de abril, com o Festival Jovem, onde atuam alguns dos melhores agrupamentos jovens – 5 Orquestras Sinfónicas e 4 Escolas de Música – e cujo desafio parte igualmente da observação das obras de Bosch.
(Programador dos Dias da Música)



@ Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP