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All mein Erbteil, all mein Habe
Warf ich fröhlich glaubend hin,
Und am leichten Pilgerstabe
Zog ich fort mit Kindersinn.
Denn mich trieb ein mächtig Hoffen
Und ein dunkles Glaubenswort,
Wandle, rief's, der Weg ist offen,
Immer nach dem Aufgang fort.
Bis zu einer goldnen Pforten
Du gelangst, da gehst du ein,
Denn das Irdische wird dorten
Himmlisch, unvergänglich sein.
Abend ward's und wurde Morgen,
Nimmer, nimmer stand ich still,
Aber immer blieb's verborgen,
Was ich suche, was ich wil.
Berge lagen mir im Wege,
Ströme hemmten meinem Fuss,
Über Schlünde baut ich Stege,
Brücken durch den wilden Fluss.
Und zu eines Stroms Gestaden
Kam ich, der nach Morgen floss;
Froh vertrauend seinem Faden,
Warf ich mich in seinen schoss.
Hin zu einem grossen Meere
Trieb mich seiner Wellen Spiel;
Vor mir liegt's in weiter Leere,
Näher bin ich nicht dem Ziel.
Ach, kein Weg will dahin führen
Ach, der Himmel über mir
Will die Erde nicht berühren
Und das Dort ist niemals hier!
Toda a minha herança, todos os meus haveres
Eu alegremente confiante abandonei,
E com um leve bordão de peregrino
Me fui embora como uma criança.
Então me impeliu uma poderosa esperança
E uma confusa palavra de confiança,
Vagueia, dizia ela, o caminho está aberto
Para sempre para maiores alturas.
Até um dourado portão
Tu chegas e aí entras,
E aí o terreno tornar-se-á
Celestial, imortal.
Chegou a noite e tornou-se manhã,
Nunca, nunca eu parei,
Mas sempre permaneceu escondido
O que eu procuro, o que eu quero.
Montanhas colocavam-se no meu caminho,
Correntes entravavam os meus pés,
Sobre abismos eu construí passagens,
Pontes através do rio em fúria.
E às margens de uma corrente
Eu cheguei que fluía para Oriente;
Alegremente confiando na sua direcção
Eu lancei-me no seu colo.
Até um poderoso oceano
Me impeliu o jogo das suas ondas;
Agora fica diante de mim infinito,
E a minha meta fica ainda longe.
Ah, nenhum caminho me conduzirá ali,
Ah, o céu sobre mim
A terra nunca tocará
E o Além nunca é aqui.
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