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Letras de Canções


Spiew z mogilki / Canção da sepultura

Letra Original:


Spiew z mogilki (Wincenty Pol)

Leci liscie z drzewa,
Co wyroslo wolne!
Znad mogily spiewa
Jakies ptasze polne.
Nie bylo, nie bylo,
Polsko, dobrze tobie!
Wszystko sie przesnilo,
A twe dzieci w grobie.
Popalone siola,
Rozwalone miasta,
A w polu dokala
Zawodzi niewiasta.
Wszyscy poszli z domu,
Wzieli z soba kosy,
Robic nie ma komu,
W polu gina klosy.

Kiedy pod Warszawa
Dziatwa sie zbierala,
Zdalo sie, ze z Slawa
Wyjdzie Polska cala.
Bill zime cala,
Bill sie przez lato,
Lecz w jesieni zato
I dziatwy nie stalo.
Skonczyly sie boje,
Ale pusta praca,
Bo w zagony swoje
Nikt z braci nie wraca.
Jednych ziemia gniecie,
A inni w niewoli,
A inni po swiecie
Bez chaty i roli.
Ni pomocy z nieba,
Ani ludzkiej reki,
Pusta lezy gleba,
Darmo kwitna wdzieki.

Leci liscle z drzewa,
Znow leci z drzewa,
O polska kraino,
Gdyby ci rodacy,
Co za ciebie gina,
Wzieli sie do pracy
I po garstce ziemi
Z ojczyzny zabrali,
Juz by dionmi swymi
Polske usypali.
Lecz wybic sie sila
To dla nas juz dziwy,
Bo zdrajców przybylo,
A lud zbyt poczciwy.

Tradução para Português:


Canção da sepultura (Wincenty Pol)

As folhas caíram da árvore
Que cresceu em liberdade.
Uma ave do campo
Canta sobre uma sepultura.
Tu tiveste infelicidade,
Ó Polónia!
Todos, todos os teus sonhos acabaram
E os teus filhos enterraram.
As quintas arderam,
As cidades foram destruídas,
Em cada campo
Lamenta-se uma mulher,
Todos os homens partiram para a batalha
Com as suas gadanhas,
Ninguém pode o trabalho fazer
Nos campos as espigas estão a apodrecer.

Quando os filhos da Polónia
À volta de Varsóvia se juntaram,
Parecia que toda a Polónia
Como um único homem se erguia.
Eles lutaram no inverno,
Eles lutaram todo o verão.
Quando o outono veio
Nem sequer crianças restaram
A luta passou,
Tudo em vão,
Nenhum dos jovens
À sua Quinta regressou.
Eles estão debaixo da terra
Ou com correntes,
Muitos estão pelo mundo espalhados
Sem pátria nem lar.
Do céu nenhuma ajuda
Da mão humana também não,
Abandonada está a terra
A beleza floresce em vão.

As folhas caem
De novo da árvore.
Ó terra polaca,
Se somente os teus homens
Em vez de combaterem
Começassem a trabalhar
E cada um punhado
Da tua Terra Tomasse,
A Polónia poderia de novo levantar-se
Com as suas próprias mão,
Mas a nossa força reencontrar
Seria como um milagre,
Porque os traidores são muitos
E o povo é demasiado brando.