Estreia  

Aventuras de uma "franchise" francesa

Regressam as aventuras de Astérix e Obélix, um dos grandes trunfos da indústria cinematográfica francesa. Desta vez, a novidade é a composição de Edouard Baer na personagem de Astérix.

Aventuras de uma franchise francesa
Edouard Baer e Gérard Depardieu: a dupla que, agora, dá vida às personagens de Astérix e Obélix
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 Aventuras de uma franchise francesa
Astérix: Ao Serviço de Sua Majestade Conduzidas por Júlio Cesar, as gloriosas legiões de Roma invadiram a Britânia. Mas uma aldeia continua a resistir à invasão, todos os dias com mais dificuldade. A rainha dos bretões resolve enviar o seu leal funcionário Anticlímax à Gália para procurar ajuda junto de outra aldeia, famosa pela sua heroica resistência aos romanos… Entretanto, Asterix e Obélix foram escolhidos para levarem a cabo ...

Será que ainda há espaço para alguma invenção na série de filmes de aventuras de Astérix e Obélix? A pergunta justifica-se, já que tal como "James Bond" ou "Bourne", também as histórias aos quadradinhos de René Goscinny e Albert Uderzo deram origem a uma franchise que, melhor ou pior, tenta rentabilizar, filme após filme, um universo que nem sempre é fácil de transpor para cinema.

O caso de "Astérix e Obélix ao Serviço de Sua Majestade" é esclarecedor. Por um lado, temos um trabalho apoiado nos recursos mais grandiosos, e também mais sofisticados, da indústria audiovisual francesa; por outro lado, vamos sentido que algumas situações não passam de variações mais ou menos previsíveis de filmes anteriores.

Este é o quarto filme com actores (e já não em desenho animado), de uma série que arrancou em 1999, com Astérix e Obélix Contra César, sob a direcção de Claude Zidi. O que persiste dessas origens é o nome de Gérard Depardieu, como Obelix, sendo a principal novidade a presença de Edouard Baer na personagem de Astérix. Ele é, provavelmente, o sintoma mais nítido dos impasses que aqui encontramos: com um talento de entertainer (por exemplo, a apresentar os Césares), tem dificuldade em encontrar a ironia cândida que este universo exigia.

Seja como for, alguns dos melhores momentos devem-se aos actores, com destaque para Depardieu (que parece ter nascido já "vestido" de Obélix...) e, sobretudo, Catherine Deneuve. Nesta aventura dos corajosos gauleses que ajudam os britânicos a defender-se contra a invasão dos romanos, Deneuve compõe a Rainha britânica aplicando um francês de saboroso sotaque inglês, demonstrando que, afinal, continua a haver espaço para valorizar o tipo de humor das histórias originais.

Crítica de João Lopes actualizado às 01:19 - 19 outubro '12
publicado 01:18 - 19 outubro '12

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