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Capuchinho Vermelho, séc. XXI

Como voltar a contar a história do Capuchinho Vermelho? "A Rapariga do Capuz Vermelho" é uma curiosa resposta a tal pergunta: uma história infantil reencenada em paisagem adolescente.

Capuchinho Vermelho, séc. XXI
Amanda Seyfried: uma fábula tradicional revista num misto de ironia e perversidade
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 Capuchinho Vermelho, séc. XXI
A Rapariga do Capuz Vermelho Amanda Seyfried (de "Mamma Mia") protagoniza uma nova visão do clássico "O Capuchinho Vermelho" pela equipa de criadores que adaptou a saga "Twilight" ao grande ecrã. Numa aldeia medieval ameaçada por um lobisomem, Valerie (Amanda Seyfried) é uma rapariga que tenta escapar ao casamento imposto pelos pais. Apaixonada por Peter (Shiloh Fernandez), um lenhador orfão e solitário, a jovem planeia a ...
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Critica "A Rapariga do Capuz Vermelho"

Será que existem novas vias para abordar os contos tradicionais, em particular as fábulas com animais que falam?... Catherine Hardwicke acredita que sim. E "A Rapariga do Capuz Vermelho" é a feliz concretização dessa sua crença. A saber: uma revisitação da história do Capuchinho Vermelho que se "desvia", num misto de ironia e perversidade, para alguns caminhos contemporâneos do filme de terror.

Aliás, mais do que um género específico, talvez faça sentido evocar uma área geracional. Afinal de contas, Hardwicke faz algo semelhante ao que já tentara (e com grande sucesso) no primeiro título da saga "Twilight/Crepúsculo" (2008). Ou seja: apropriar-se de uma narrativa tradicional para a fazer renascer numa paisagem adolescente, habitada por um estranho e contido erotismo.

O novo Capuchino Vermelho (Amanda Seyfried) existe, assim, como uma personagem que oscila entre o desejo e o assombramento, entre a sugestão sexual e a emergência do tema incontornável do Medo. Dir-se-ia um símbolo tradicional que recupera toda uma dimensão carnal.

Muito cuidado na sua produção, sobretudo no trabalho cenográfico, "A Rapariga do Capuz Vermelho" é a prova real de que as novas tendências da ficção "fantástica" não têm de ficar prisioneiras da mera ostentação técnica e, em particular, dos célebres efeitos especiais.

Em boa verdade, mesmo numa aventura tão surreal como esta, tudo se decide na consistência das personagens e na pertinência dramática das situações. Longe de ser uma obra excepcional, este é um filme que tem a vantagem de provar que há uma produção média que pode persistir com dignidade sem por em causa a sua relação com os temas que estão na moda.

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Crítica de João Lopes actualizado às 00:27 - 15 abril '11
publicado 00:12 - 15 abril '11

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