10   de 2008 por João Lopes
"A Ronda da Noite": o cinema de Greenaway contaminado pela pintura de Rembrandt

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10 + de 2008 por João Lopes

Afinal de contas, onde está o cinema: nas salas ou no DVD?

A questão já foi meramente cinéfila, e até utopista. Mas agora tornou-se comercial e simbólica, numa palavra, cultural. Ou seja: onde está o cinema?

Será que o vemos, sobretudo, no circuito das salas, cada vez mais dominado por mega-campanhas para um pequeno número de filmes? Ou podemos (re)descobri-lo no DVD, por um lado acumulando grandes referências clássicas, por outro lado perdendo-se numa continuada ausência de promoção da sua própria diversidade?

Há ainda outra maneira de colocar estas perguntas. É a menos agradável. E poderá ser assim: num mercado que deixou de saber promover/defender as suas zonas mais vanguardistas (ou apenas menos protegidas pelo marketing dominante), como podem sobreviver os grandes experimentadores contemporâneos, de Alain Resnais a Peter Greenaway, passando por Todd Haynes?

Provavelmente, alguns destes filmes (a maioria?) foram identificados por alguns dos espectadores (quase todos?) como títulos para, mais tarde, "ver em DVD"... Cada vez que isso aconteceu, a cinefilia morreu um pouco mais.

- "Corações", de Alain Resnais

- "Alexandra", de Aleksandr Sokurov

- "Destruir depois de Ler", de Joel e Ethan Coen

- "Haverá Sangue", de Paul Thomas Anderson

- "No Vale de Elah", de Paul Haggis

- "A Solidão", de Jaime Rosales

- "Quatro Noites com Anna", de Jerzy Skolimowski

- "I'm Not There", de Todd Haynes

- "Antes que o Diabo Saiba que Morreste", de Sidney Lumet

- "A Ronda da Noite", de Peter Greenaway

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publicado 17:30 - 29 janeiro '09

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