Estreia  

O triunfo digital do Gato das Botas

Depois do seu sucesso nos filmes de "Shrek", o Gato das Botas regressa num filme que sabe aplicar, com eficácia, o 3D. Antonio Banderas continua a ser a magnífica voz do herói felino.

O triunfo digital do Gato das Botas
"O Gato das Botas": personagem de fábula recriada na animação a três dimensões
Crítica de
Subscrição das suas críticas
135
Trailer/Cartaz/Sinopse:
 O triunfo digital do Gato das Botas
O Gato das Botas O Gato das Botas, uma das mais aclamadas personagens do universo Sherk, ganha autonomia neste desenho animado. O filme conta a hilariante e corajosa fábula das primeiras aventuras do Gato (António Banderas na voz original), quando tentou roubar o célebre Ganso dos Ovos de Ouro em conjunto com o génio Humpty Dumpty (Zach Galiafianakis) e a Astuta (Salma Hayek).
Cinemax Rádio:
Outros Áudios
Critica "O Gato das Botas"

Por obra e graça dos estúdios da DreamWorks, o Gato das Botas tem tido uma nova vida nos últimos anos. Primeiro, como companheiro do ogre Shrek, uma espécie de guest star que se tornou quase tão popular como o herói verde; agora, adquirindo espectacular protagonismo num filme que, além do mais, aposta em relançá-lo em 3D, com todo o aparato do digital.

O menos que se pode dizer é que esta derivação consegue a proeza de se afirmar muito para além da mera rentabilização tecnológica da personagem, devolvendo-a ao imaginário da fábula de Charles Perrault em que nasceu há mais de quatro séculos (a primeira edição data de 1697). Combinando o conto moral com o indispensável tempero humorístico, "O Gato das Botas" vive, afinal, do gosto primitivo e contagiante de contar histórias.

Nesta aventura em demanda dos "Feijões Mágicos", as três dimensões não se esgotam num truque mais ou menos vistoso para disfarçar outras carências. De facto, a equipa dirigida por Chris Miller (que dirigira "Shrek 3", em 2007) pensou maduramente na aplicação do 3D, acima de tudo sabendo valorizar a profundidade de campo através de uma criteriosa composição de personagens e objectos.

Em todo o caso, um trunfo decisivo está nas vozes originais. Antonio Banderas encaixa de forma exemplar na personagem do Gato, acima de tudo conferindo-lhe uma dimensão cómica que nunca banaliza a heróica gravidade dos seus empreendimentos. Salma Hayek (na sua rival, Kitty) e Zach Galifianakis (como Humpty Dumpty, o ovo falante) são actores que compõe verdadeiras personagens, mesmo se os respectivos corpos são entidades meramente virtuais.

Crítica de João Lopes
publicado 01:14 - 03 dezembro '11

Recomendamos: Veja mais Críticas de João Lopes