Paulo Branco ganha recurso no processo O Homem Que Matou D. Quixote

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Paulo Branco ganha recurso no processo "O Homem Que Matou D. Quixote"

O tribunal de recurso em Paris afirma que os direitos de distribuição do filme pertencem ao produtor português.

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A decisão do Tribunal de Recurso em Paris sobre o processo judicial que opôs Paulo Branco ao realizador Terry Gilliam, por causa do filme "O Homem Que Matou D. Quixote", foi favorável ao produtor português.

"(A decisão) foi favorável, completamente, a cem por cento. Em toda a linha, como se costuma dizer", disse Paulo Branco em declarações à agência Lusa, sublinhando que "a exploração do filme, a ser feita, só pode ser feita pela Alfama ou pela Leopardo filmes - em Portugal, pela Leopardo, no resto do mundo, pela Alfama Films - e todos os outros contratos são ilegais".

O produtor adiantou que agora irão ser pedidas indemnizações a quem já explorou o filme, e que todos os atos administrativos que possam ter ocorrido com outras entidades, que não sejam a pedido da Alfama ou da Leopardo, têm que ser anulados.

Paulo Branco considerou que este processo resultou num "desastre industrial" e salientou que esta decisão judicial "é definitiva". Para o produtor, o que se passou em todo este processo foi "uma situação inadmissível, de falta de respeito, e sobretudo de ilegalidades sobre ilegalidades cometidas contra os direitos, meus e da Alfama e da Leopardo". "A partir daqui, cada um que tire as suas consequências. Nós tiraremos as nossas e agiremos conforme", acrescentou.

A sentença hoje conhecida diz respeito a um processo judicial que opunha o realizador Terry Gilliam ao produtor Paulo Branco, numa disputa legal pelos direitos do filme "O Homem Que Matou D. Quixote", envolvendo o produtor português.

Branco e Gilliam desentenderam-se em setembro de 2016, cinco meses após o anúncio da parceria com a Alfama Filmes que, finalmente, permitiria avançar com a rodagem de um projeto que Gilliam arrastou durante duas décadas e fora vítima de inúmeros problemas e azares.

Terry Gilliam alegou que Branco não arranjou o dinheiro que prometera, pediu a anulação do contrato e, na primavera de 2017, seguiu com o filme na companhia de outros produtores, incluindo a também portuguesa Ukbar Filmes, de Pandora da Cunha Telles.

Com a queixa de Branco em tribunal, em maio deste ano, o caso chegou ao Festival de Cannes. Os organizadores colocaram-se abertamente ao lado de Gilliam e programaram o filme para a sessão de encerramento do festival. Branco tentou impedir a sessão, mas o tribunal recusou e remeteu o desfecho para a decisão hoje conhecida.

Entretanto, até ao fim da manhã desta sexta-feira, a distribuidora NOS Audiovisuais continuava a anunciar a estreia do filme em Portugal a 30 de agosto.

"O Homem Que Matou D. Quixote" conta com Adam Driver e Jonathan Pryce nos principais papéis da rocambolesca aventura de um realizador de anúncios publicitários, entre o presente e o século XVII, na província espanhola da Mancha, onde conhece as personagens idealizadas por Cervantes.

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