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"Sex and Zen 3D" chegou tarde e não atraiu as atenções do público português.
Notícia há um ano pela novidade de ser "o primeiro filme erótico em 3D" e por ter batido o primeiro dia de "Avatar" em Hong Kong, "Sex and Zen 3D" chegou finalmente a Portugal com resultados modestos.
Crítica recomendada:
João Lopes
3D à maneira de Hong Kong
A relação do mercado português com a produção asiática continua a ser irregular e fragmentária. Chega agora um título curioso, "Sex and Zen ...
Estreado em Abril de 2011 em Hong Kong, "Sex and Zen 3D" chamou a atenção por ser anunciado como o primeiro filme erótico em 3D e por bater a receita de bilheteira do poderoso "Avatar" no primeiro dia de exibição no mercado de origem.
E ficou por aí.
Mais truque de marketing do que obra cinematográfica, a estreia do realizador de filmes publicitários Christopher Sun Lap Key nas longas metragens de ficção perdeu rapidamente o gás e passou sem glória por um lançamento limitado na américa do norte e em alguns países europeus.
E nem sequer se pode afirmar que tenha sido um grande sucesso comercial. Com um custo anunciado de 3,5 milhões de dólares, obteve um total de receitas de 6,5 milhões (por curiosidade, o box office nos EUA foi de 153 mil dólares, com uma distribuição num máximo de 10 salas).
A Portugal chega mais de um ano depois para atrair uns parcos 149 espectadores no primeiro fim de semana, em 3 ecrãs.
Um resultado fraco que demonstra que este tipo de produtos só poderia funcionar com um lançamento em cima do acontecimento, aproveitando o embalo das notícias vindas do exterior. Algo quase impossível de conseguir com um filme independente.
O mundo mudou, o consumo de cinema continua a mudar, mas a indústria permanece agarrada, em certos aspetos, ao modus operandi de antanho. Um facto de que não é responsável apenas a parte da distribuição, mas sobretudo o setor das vendas internacionais e a própria exibição. Ponto chave a reter: o tempo é cada vez mais fundamental.
Como diz João Lopes na sua crítica, não é por aqui que construímos público para as cinematrografias asiáticas. Sobretudo, quando existem títulos bastante mais interessantes, do ponto de vista artístico e mesmo comercial, saídos daquela parte do mundo.
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