Científica Mente

Ciência e Tecnologia

Ana Paula Gomes

2013-04-13 10:43:11

Biodiversidade do Príncipe pode contar com uma nova espécie

Biodiversidade do Príncipe pode contar com uma nova espécie
Foto de: Mariana Marques Os locais chama-lhe FINGUÍ. Trata-se de um pequeno musaranho, insetívoro, que até há pouco tempo estava classificado como sendo da mesma espécie que existe em S. Tomé.
Mas recentes análises ao ADN do pequeno ratinho mostraram que afinal o Finguí do Príncipe é uma espécie distinta. Faltava, para complementar a análise genética, capturar um indivíduo.
Foi o que se propôs fazer um investigador português. Luís Ceríaco partiu para a ilha em Março, para uma breve expedição de cinco dias, bem sucedida: com a ajuda de habitantes da ilha foi fácil capturar alguns exemplares. 
Nesta edição conversamos com o biólogo, atualmente a completar um doutoramento em História da Zoologia em Portugal.


por : Ana Gomes
Tags : Biodiversidade,São Tomé e Príncipe,Portugal

2013-04-06 08:10:53

Biologia e História para estudar Cetáceos

Cristina BritoCristina Brito é doutorada em História, mas licenciou-se em Biologia e escolheu Etologia na altura do mestrado.
Sempre estudou Cetáceos e foi num dia de mau tempo, em S. Tomé e Príncipe, que descobriu que também a História podia ser uma ferramenta interessante para acrescentar conhecimento ao mundo das baleias e golfinhos.
Na altura em que Portugal acolhe a 27ª Conferência da Associação Europeia de Cetáceos, o Científica Mente conversa com a investigadora do Centro de História de Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL.
Cristina Brito está também ligada à Associação Para as Ciências do Mar e à Escola de Mar. Nesta conversa fala-se destas instituições, de um dia típico de trabalho de campo de um investigador desta área e de alguns aspetos característicos dos mamíferos marinhos.


por : Ana Gomes
Tags : Portugal,São Tomé e Príncipe,Biodiversidade,Mar

2013-03-30 09:38:54

Matemática do Planeta Terra 2013 em S. Tomé e Príncipe

Matemática do Planeta Terra 2013 em S. Tomé e Príncipe
"A riqueza dos padrões matemáticos manifesta-se por todo o Planeta" O Ano Internacional da Matemática do Planeta Terra está a ser assinalado em S. Tomé e Príncipe com diversas iniciativas.
Quer em S. Tomé que no Príncipe, nas escolas e fora delas, junto da sociedade e através de diversas Organizações Não Governamentais a matemática faz-se notar. Identificar a matemática em situações do dia a dia por exemplo é uma das propostas da iniciativa Matemática em S. Tomé e Príncipe. Algumas das iniciativas decorrem em estreita colaboração com instituições portuguesas, como o concurso Matemática Onde Estás, que põe em contacto escolas santomenses e escolas portuguesas.
Nesta edição conversamos com Joana Latas (na foto) , professora portuguesa atualmente a lecionar no Príncipe. É uma das coordenadoras das atividades deste Ano Internacional na Associação de Professores de Matemática. 


por : Ana Paula Gomes
Tags : Portugal,São Tomé e Príncipe

2013-03-23 09:12:46

Matemática do Planeta Terra

Estamos no Ano Internacional da Matemática do Planeta Terra.

Carlota SimõesO arranque oficial da iniciativa, apadrinhada pela UNESCO, fez-se no dia 5 de março em Paris.
Em Portugal o local escolhido foi o Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, onde várias iniciativas deram o tom para aquilo que se pretende deste Ano Internacional: que a Matemática chegue aos cidadãos, quer aos mais diretamente envolvidos como estudantes e professores, quer aos menos atentos; mas também que a investigação conheça importantes desenvolvimentos.

Nesta edição conversamos com um dos elementos do Comité Português, Carlota Simões, Professora na Universidade de Coimbra.
Para já as atividades programadas desenvolvem-se em Portugal e S. Tomé e Príncipe, mas o Comité mantém a expetativa de que outros países africanos de língua portuguesa possam entretanto aderir à iniciativa estabelecendo atividades que se enquadrem num dos eixos da comemoração.



por : Ana Paula Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe,Portugal

2013-02-09 09:54:16

Agricultura e Biodiversidade em S. Tomé

Agricultura e Biodiversidade em S. Tomé
Foto de Diogo VerissimoApresentação de alguns resultados da investigação numa das comunidades de agricultores em S. Tomé. As espécies autóctones de S. Tomé convivem bem com a agricultura praticada na ilha? Um jovem investigador português, Ricardo Lima, tentou responder à questão e durante quatro anos focou os seus estudos nas árvores e aves que colhem benefícios ou prejuízos das diferentes práticas agrícolas.
Nesta edição conversamos com Ricardo Lima sobre o doutoramento recentemente concluido, algumas das conclusões dessa investigação, a disseminação de resultados levada a cabo no país e a bolsa de pós doutoramente que vai permitir-lhe prosseguir e aprofundar estes estudos.


por : Ana Paula Gomes
Tags : Biodiversidade,Agricultura,São Tomé e Príncipe,Portugal

2013-02-02 09:21:39

BUNGENI - Software livre para Parlamentos

BUNGENI - Software livre para Parlamentos
bungeni.org É uma iniciativa das Nações Unidas e está a ser desenvolvida no Quénia para dotar os Parlamentos dos países em desenvolvimento de software livre. A gestão da atividade das próprias instituições é o primeiro objetivo, mas o Bungeni propõe-se também facilitar a ligação do Parlamento aos cidadãos.
Na Universidade de Aveiro prepara-se a adaptação da aplicação às necessidades dos Parlamentos de Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola e Timor Leste, num trabalho que conta com a participação da Assembleia da República de Portugal.

Nesta edição conversamos com Joaquim Sousa Pinto, coordenador do projeto.


por : Ana Paula Gomes
Tags : Angola,São Tomé e Príncipe,Cabo Verde,Portugal

2012-12-29 08:55:00

A Língua Portuguesa na Era Digital

O estado de desenvolvimento da tecnologia da linguagem para a língua portuguesa foi avaliado numa investigação na área da linguística computacional realizada no âmbito do projeto europeu METANET4U, que é coordenado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Nesta Edição (2012-12-29) conversamos com António Branco, do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Uma conversa com um dos coordenadores desta investigação extensa, que avaliou o estado de preparação para a era digital de 30 línguas da Europa.

O Livro Branco "A Língua Portuguesa na Era Digital" pode ser descarregado AQUI.


por : Ana Paula Gomes
Tags : Angola,Guiné-Bissau,São Tomé e Príncipe,Cabo Verde,Moçambique,Portugal

2012-11-10 12:11:16

Biodiversidade - conhecer e preservar

Nesta Edição conversamos com jovens investigadores da Universidade Eduardo Mondlane, que têm em comum o Centro de Biotecnologia daquela universidade e as pesquisas que fazem, orientadas para as plantas medicinais do país.

Falamos também com Luís Costa, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - SPEA - sobre uma iniciativa que pretende reforçar o conhecimento e proteção das aves endémicas de São Tomé e Príncipe.



por : Ana Paula Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe,Moçambique,Portugal

2012-10-06 09:07:22

A Evidência da Evolução

Foi lançado em Portugal com a presença do autor o livro A Evidência da Evolução - Porque é que Darwin Tinha Razão (Why Evolution is True no original). Jerry Coyne é professor na Universidade de Chicago, no Departamento de Ecologia e Evolução.
O livro é agora lançado em Portugal, pela editora Tinta da China.
O investigador esteve em Portugal para o lançamento, mas também para uma conferência na Fundação de Serralves e uma outra no CIBIO, o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto.

Jerry CoyneNesta Edição conversamos com o autor Jerry Coyne sobre o livro, as razões que ainda levam tantas pessoas a negar uma teoria científica assente em evidências expressivas e abundantes e também sobre o trabalho que desenvolve na Universidade de Chicago, com moscas de S.Tomé.

Excerto da entrevista:

APG - Professor Jerry Coyne, depois de tantos anos a estudar e a ensinar evolução e a escrever sobre ela em jornais e revistas, decidiu escrever um livro. Porquê?
JC- Duas razões, acho, queria partilhar o meu entusiasmo pela Evolução com outras pessoas, mas também porque as razões para esta teoria ser tão largamente aceite, bem, é mais do que uma teoria, é um facto, mas essas razões não são muito bem conhecidas, mesmo entre os biólogos que estudam Evolução temos tendência a aceitar o que nos dizem que é verdade mas neste caso é mais importante perceber as razões, porque pelo menos nos Estados Unidos e em grande medida em Portugal a Evolução não é aceite. Eu esperava – é provavelmente uma esperança infundada – que apresentando as evidências da Evolução as pessoas acabassem por aceitá-la. Na América apenas 40% dos cidadãos aceitam que a Evolução é uma verdade e apenas 16% a aceitam tal como a ciência a define: como um mecanismo natural, não guiado.
Portanto temos muita oposição à Evolução, em Portugal 40% das pessoas também não aceitam a Teoria, temos 60% que a aceitam o que é melhor do que os 40% dos Estados Unidos mas ainda está longe de ser uma teoria universalmente aceite e eu esperava, ao escrever este livro, que as pessoas acabassem por ver que esta não é apenas uma teoria verdadeira mas uma teoria científica muito entusiasmante e unificadora. Pode ter sido uma esperança vã porque continua a haver muita resistência à Teoria da Evolução, que não tem nada a ver com o conhecimento dos factos.

APG - Foi por isso que escolheu um título tão “forte” para o seu livro: Porque é que a Evolução é uma “Verdade”?
JC- Eu gosto de títulos curtos e concisos. O título é sobre a justeza da Evolução, por isso é um título preciso. Imagino que possa deixar as pessoas zangadas e na verdade muitas pessoas não sabem o que significa “verdade” em ciência, onde não há verdades absolutas, mas apenas provisórias. Mas a evolução é verdade no mesmo sentido em que é verdadeira a teoria dos átomos, a de que alguns micróbios causam doenças … o título pretendia ter impacto, mas também indicar o que está dentro do livro. Claro que acabou por provocar alguma polémica e muitos sugeriram que poderia ser antes Porque a Evolução Aparenta ser Verdade… mas no sentido científico, o que significa verdade é “a verdade tanto quanto podemos dizer que o é” e só quem não seja racional duvidará.

APG- Sobre o seu trabalho com Drosophila de S. Tomé, há tantas moscas da fruta por esse mundo fora, porquê escolher as de S. Tomé? São especiais?
JC- Sim, são muito especiais porque pertencem a um Grupo de Drosophila que estão genericamente muito bem caracterizadas … a mosca da fruta que vê à volta da fruta que tem na cesta são Drosophila melanogaster – provavelmente o organismo cuja genética é a mais estudada no mundo é aliás assim que os geneticistas começam, a estudar essa espécie, e sabe-se mais sobre a genética dessa espécie do que de qualquer outra, mesmo dos humanos. Trata-se na verdade de um grupo de nove espécies intimamente relacionadas entre si, até 2000 eram apenas oito e faziam-se muitos estudos genéticos com elas, porque podem cruzar-se umas com as outras e geram descendência, são os chamados híbridos; em 2000 o meu colega Daniel Lachaise, em Paris, descobriu uma nova espécie na ilha de S. Tomé, a Drosophila Santomea que vive muito perto de uma outra espécie relacionada, a Drosophila Yakuba, na mesma ilha, e estas duas espécies são o parente mais próximo uma da outra. Essas moscas podem ser cruzadas e geram descendência, por isso pode fazer-se uma análise genética de todas as coisas que tornam estas espécies diferentes uma da outra. Podem estudar-se os genomas das espécies e ver em que medida são diferentes. Elas são muito jovens, e por jovens quero dizer que têm 400 mil anos, o que é jovem, em termos evolutivos. Elas não gostam de se cruzar, mas vivem na mesma zona, o que é muito raro nestas espécies muito próximas. Portanto podemos estudar os fatores ecológicos que as mantêm separadas, podemos cruzá-las no laboratório e procurar os genes envolvidos no processo de especiação porque no fim de contas elas evoluíram a partir de um ancestral comum. Nesta situação sem paralelo podemos combinar genética, ecologia e história natural de forma a compreendermos como estas espécies apareceram. Estas são as duas únicas espécies neste grupo que preenchem todos estes requisitos. Portanto nos últimos 12 anos tenho-as estudado.

APG – E já chegou a conclusões interessantes?
JC – Sim, algumas. Por exemplo já descobrimos que há pelo menos 15 barreiras diferentes que mantêm estas espécies separadas, embora vivam na mesma ilha. E há diferenças ecológicas, os híbridos apresentam um certo grau de esterilidade, as duas espécies não gostam de acasalar uma com a outra, há várias coisas. Quando cruzamos uma espécie com a outra as fêmeas têm tendência para morrer porque o esperma do macho da outra espécie é tóxico para elas. Todos estes fatores contribuem para que elas se mantenham distintas e conseguimos saber quantos genes são responsáveis por cada uma destas barreiras e conseguimos mesmo identificar alguns desses genes, agora que já temos a sequência genética completa para as duas espécies.
E também estamos a aprender bastante sobre a ecologia destas moscas, onde vivem, como se reproduzem, o que comem, é muito difícil na floresta tropical, não podemos andar por ali a procura-las, a forma de as apanhar é com um isco feito com banana podre, que é irresistível para elas, e então podemos vê-las e de certa maneira fazer experiências ecológicas com elas e por isso também já conhecemos um pouco da sua ecologia.
E há também uma zona da ilha em que as duas espécies estão presentes, por isso podem acasalar, chamamos-lhe a zona híbrida, e aí podemos estudar qual o processo evolutivo que está a decorrer, há formas de evolução que apenas ocorrem quando as duas espécies vivem na mesma área e podemos ver se essas coisas acontecem.

APG – Estas Drosophila estão no seu livro?
JC – Sim, uso a Drosophila sempre que possível como um exemplo, sabemos bastante por exemplo acerca do processo de formação de novas espécies na mosca da fruta mas muitas das evidências que comprovam a Evolução são da embriologia do registo fóssil, por isso as Drosophila não estão demasiado presentes, mas falo de facto daquelas em que tenho trabalhado, neste meu livro que é agora lançado em Portugal.

APG No seu livro encontramos exemplos recentes de investigação em Evolução?
JC – Sim, bastante, tentei fazê-lo muito atual, tanto quanto possível. Por exemplo, a evidência fóssil: Darwin não tinha registos fósseis para mostrar ancestrais comuns ou sequer a Evolução! Quer dizer ele sabia que as coisas no passado tinham sido diferentes mas não tinha registo de como as coisas foram mudando ao longo do tempo. Há o registo fóssil, com muitas coisas novas, o caso da evolução das baleias a partir de animais terrestres, por exemplo, só se descobriu há 20 ou 30 anos, a evolução das aves a partir dos dinossauros, na verdade só agora se está a perceber, conforme se vão encontrando estes dinossauros com penas, isto nos últimos 10 ou 15 anos, e a evidência molecular por exemplo, nos humanos, que têm no genoma partes não funcionais, que no passado foram funcionais. Tínhamos genes por exemplo para fazer proteína para a gema do ovo, que os répteis e as aves usam mas nós não usamos. Temos os mesmos genes mas não os usamos. Mas isso só foi descoberto depois de sabermos como sequenciar o ADN. E há provas de que evoluímos a partir de um réptil! E tudo isto é novo, de facto, o que incluí no livro são descobertas com menos de 20 ou 30 anos.



por : Ana Paula Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe,Portugal

2012-07-13 09:54:18

Príncipe é Reserva da Biosfera

Príncipe é Reserva da Biosfera
Imagem de: UNESCO/M. Clüsener-Godt
A ilha do Príncipe é desde o passado dia 11 Reserva da Biosfera
A Unesco adicionou nesta data 20 novas áreas à lista de 598 zonas classificadas em 117 países como de primordial importância para o ambiente, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
A ilha passa agora a integrar uma rede mundial de áreas protegidas que são consideradas como laboratórios naturais privilegiados para testar diferentes modelos de desenvolvimento sustentável que consiga conciliar as atividades humanas com a defesa da biodiversidade e dos ecossistemas terrestres, aquáticos e marinhos. Uma rede que conta já com um parceiro africano de língua portuguesa, a região de Bolama/Bijagós na Guiné-Bissau desde 1996.

Etiópia e Senegal foram os outros países africanos que viram também nascer novas Reservas da Biosfera esta semana (11-07-2012).
Conheça as novas áreas protegidas no site da Unesco.


por : Ana Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe

2012-03-31 09:15:35

Cetáceos de São Tomé e Príncipe

Cetáceos de São Tomé e Príncipe
Cristina Oliveira e Inês Carvalho A Operação Tunhã levou a São Tomé duas biólogas portuguesas, Cristina Brito e Inês Carvalho, para fazer formação junto dos técnicos da ong santomense MARAPA
A organização pretende iniciar atividades de whale watching e esta formação, embora direcionada para as especificidades dessa atividade de observação, incluiu também técnicas que permitem o desenvolvimento de atividades de investigação científica.

Nesta edição conversamos com Inês Carvalho sobre esta formação e sobre o trabalho desenvolvido por esta bióloga na região. Inês Carvalho estudou as baleias corcunda no Golfo da Guiné e concluiu que esta é uma região frequentada sobretudo por fêmeas acompanhadas pelas respetivas crias, sendo por isso uma área chave para a conservação da espécie.

A investigação e a conservação de cetáceos em São Tomé e Príncipe foi um dos temas apresentados em Lisboa, no Colóquio promovido pelo Centro de Estudos Africanos do ISCTE-IUL e IICT.


por : Ana Paula Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe,Portugal

2012-03-24 09:43:37

Genes e Língua em São Tomé e Príncipe

Nesta edição conversamos com Jorge Rocha sobre o trabalho desenvolvido em S. Tomé e agora apresentado, em Lisboa, no Colóquio promovido pelo ISCTE-IUL e IICT.

Jorge Rocha é Professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigador do CIBIO.

O trabalho apresentado no Colóquio, em conjunto com Tjerk Hagemeijer, investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, revelou como a genética e a linguística oferecem caminhos diferentes para, neste caso, corroborar a mesma hipótese. Em estudo esteve a língua e a genética dos Angolares e Jorge Rocha explica que os resultados do trabalho permitem pensar num episódio fundador único, no caso deste grupo, mais do que no acumular de vagas sucessivas de escravos fugidos. As linhagens masculinas da comunidade apontam neste sentido, enquanto as femininas apresentam um maior grau de miscigenação. Os resultados são também compatíveis com uma origem localizada em Angola e Congo, mais do que no Delta do Níger, o que a linguística vem confirmar através da presença significativa de palavras de origem bantu no crioulo falado pelos Angolares.


por : Ana Paula Gomes
Tags : Portugal,São Tomé e Príncipe

2011-07-02 18:54:55

02-julho-2011 Bolsas OptimusAlive/IGC

02-julho-2011 Bolsas OptimusAlive/IGC
Alvaro Covões, director da Everything is New, com os Bolseiros OptimusAlive!Oeiras-IGC 2010 Alexandre Leitão e Francisco Freixo
Está aberta a fase de candidaturas à terceira edição das Bolsas de Investigação OptimusAlive!Oeiras-IGC.
Este ano os temas são Biodiversidade, Genética e Evolução.
Estas bolsas de investigação científica são uma das componentes da parceria entre duas instituições, a Everything is New, promotora do festival Optimus Alive, e o Instituto Gulbenkian de Ciência. Outro aspeto desta colaboração é a presença do IGC no recinto do festival, não só para mostrar imagens de algum do trabalho que se faz no Instituto mas para promover o encontro direto entre os espetadores e os investigadores.
Quanto às bosas, financiadas pela Everything is New e tendo como instituições de acolhimento o IGC e uma instituição estrangeira, permitem, desde 2009, que dois jovens licenciados tenham a oportunidade de iniciar uma carreira de investigação científica.
Nesta edição, e a propósito do trabalho desenvolvido por um destes bolseiros - Francisco Freixo - em S. Tomé e Príncipe, escutamos António Coutinho, diretor do IGC, sobre malária, investigação científica em Portugal e sobre este modelo concreto de financiamento de bolsas de investigação.



por : Ana Paula Gomes
Tags : Angola,São Tomé e Príncipe,Portugal

2011-06-18 14:04:40

18-junho-2011 Íbis de S. Tomé em risco

18-junho-2011  Íbis de S. Tomé em risco
Website da BirdLife International
A revelação foi feita no site da organização BirdLife International: no Parque do Ôbo, em S. Tomé, um caçador terá abatido, em Abril, 90 pombos verdes e um íbis, conhecido localmente por galinhola.
Esta última é uma ave classificada, no livro vermelho da União Internacional para a Conservação da Natureza, IUCN, como criticamente ameaçada.
A delegação africana da BirdLife faz notar que este evento apenas vem confirmar aquilo que já era uma preocupação desde que a Agripalma instalou um palmar para produção de óleo numa área que se sobrepõe à zona tampão do Parque do Obô.
Esta instalação acabou por facilitar o acesso ao parque e todos os que se preocupam com a conservação da natureza no país, viram aí um perigo potencial uma vez que não há muitas ferramentas efetivas de conservação e a fraca acessibilidade acabava por ser a mais eficaz.
A própria Bird Life International tinha também alertado para o facto de esta plantação, ao destruir floresta secundária em Ribeira Peixe, reduzir o potencial de caça que existia nesta zona, podendo por isso levar a população a entrar no parque para tentar caçar.
Paulinus Ngeh, Coordenador sub-regional da Bird Life international na África ocidental diz que é urgente que S. Tomé e Príncipe implemente de forma efetiva a legislação ambiental que criou o Parque do Obô e também a que obriga à realização de estudos de impacto ambiental acrescentando ainda que é urgente regulamentar atividades como a caça.
Nesta edição (18-06-2011) conversamos com uma investigadora portuguesa - Mariana Carvalho - que está há perto de 3 anos a viver em S. Tomé e que prepara um doutoramento sobre a caça no país.

Post sobre este assunto no website da BirdLife International:
http://www.birdlife.org/community/2011/05/hunting-threat-to-critically-endangered-dwarf-olive-ibis/


por : Ana Paula Gomes
Tags : Biodiversidade,São Tomé e Príncipe,Portugal

2011-06-23 13:54:52

As Aves de STP

As Aves de STP
As Aves de São Tomé e Príncipe - um guia fotográfico é uma edição da BirdLife International e conta com o apoio da SPEA, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.
Com textos informativos em português e inglês, muitas fotos e uma introdução sobre a biodiversidade, evolução e conservação dos habitats naturais de São Tomé e Príncipe, este livro é um autêntico guia da avifauna do país.


por : Ana Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe

2011-07-02 13:32:12

26-junho-2011 Ricardo Lima estuda impacto de agricultura e florestas nas aves de S. Tomé

26-junho-2011 Ricardo Lima estuda impacto de agricultura e florestas nas aves de S. Tomé
Ricardo Lima
Ricardo Faustino de Lima está a estudar os impactos que as práticas agrícolas e florestais têm nas aves de S. Tomé.
O investigador já tinha desenvolvido trabalho na ilha, por um período de 7 meses e está agora de regresso para mais uma fase de recolha de dados.
A análise faz-se no norte de Inglaterra, na Universidade de Lencaster, onde está a desenvolver o doutoramento.
As aves endémicas não são o centro desta investigação mas estão abrangidas.
O trabalho não está concluído, mas há já resultados que são bastante claros: impacto da ação humana é visível, embora não numa relação direta de causa e efeito.



por : Ana Paula Gomes
Tags : Biodiversidade,Agricultura,São Tomé e Príncipe,Portugal

2011-05-07 09:00:46

2011-05-07

Cientistas portugueses avançam na compreensão do mecanismo através do qual as pessoas que transportam a mutação que provoca a anemia falciforme estão protegidas contra as formas mais severas de malária.
Como é que a anemia falciforme protege uma pessoa da malária?
A comunidade científica procura há muito tempo respostas para esta pergunta.
Sabia-se desde meados do século XX que uma mutação genética causa a doença – a anemia falciforme. (A anemia falciforme é também conhecida por anemia ferripriva ou células falciformes.)
Percebeu-se bem mais tarde que os portadores desta mutação só desenvolvem a doença se herdarem essa mutação de ambos os progenitores, o pai e a mãe, mas quando apenas um deles transmite essa característica, então a pessoa não só não desenvolve anemia falciforme como está ainda protegida contra as formas mais severas de malária.
Esta relação entre as duas doenças em populações de zonas muito afectadas por malária, tem sido estudada, em Portugal, por uma equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência liderada por Miguel Soares.
O investigador explica-nos nesta edição alguns dos resultados mais recentes obtidos pela equipa.


por : Ana Paula Gomes
Tags : Portugal,Moçambique,Cabo Verde,São Tomé e Príncipe,Guiné-Bissau,Angola

2010-11-27 17:52:02

2010-11-27 Príncipe - Estudos revelam novos dados sobre algumas espécies da ilha

O Tordo do Príncipe é uma espécie distinta do de S. Tomé, ao contrário do que até aqui se pensava. Nesta edição Martim Melo, investigador português que estuda, há muitos anos, as aves do país explica o trabalho que conduziu a esta conclusão.

Falamos também com Nuno Loureiro, Professor da Universidade do Algarve e coordenador do "Programa SADA", um projecto que visa o estudo e a conservação das tartarugas marinhas no Príncipe, em especial a tartariga-de-pente ou tartaruga sada (Eretmochelys imbricata). E ainda com Rogério Ferreira, biólogo marinho, que está no Príncipe a desenvolver trabalho de campo no âmbito deste projecto apoiado pelo Oceanário de Lisboa.


por : Ana Paula Gomes
Tags : Biodiversidade,São Tomé e Príncipe

2010-07-17 18:11:10

2010-07-17

Martim MeloMartim Melo já viu o maior tecelão do mundo, o maior beija-flor do mundo, o maior canário! Este  biólogo português, investigador do CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (cibio.up.pt) trabalhou e viveu em São Tomé e Príncipe. O país é um autêntico campeão de endemismos, no que toca a aves.

Nesta edição Martim Melo fala dessa experiência, de como uma nova iniciativa empresarial em S. Tomé pode fazer perigar uma das espécies mais ameaçadas do país e do trabalho que agora o leva até Angola, ao Monte Moco.

Com 2620 m de altitude, o Monte Moco, na província do Huambo, tem nos seus vales, escarpados e húmidos os mais importantes fragmentos de floresta de montanha em Angola e para os especialistas é claramente o local mais importante para a conservação de aves no país.

Site do projecto: www.mountmoco.org

 

 

 



por : Ana Gomes
Tags : Angola,São Tomé e Príncipe,Portugal

2010-09-29 15:01:22

2010-09-25

Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência regressam ao Príncipe. A imunidade da população à malária está a diminuir.


Francisco Freixo é investigador no Instituto Gulbenkian de Ciência, ao abrigo de uma Bolsa Optimus Alive. Esteve recentemente no Príncipe onde decorreu uma nova recolha de amostras de sangue da população da ilha. As amostras vão permitir dar continuidade aos estudos que pretendem determinar os factores genéticos responsáveis por diferentes níveis de resistência à malária.

As Bolsas Optimus Alive iniciaram-se em 2008 e resultaram de uma parceria entre a Everything is New e o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC). Nesta segunda edição, as áreas de investigação escolhidas foram Malária e a Biodiversidade.


por : Ana Paula Gomes
Tags : São Tomé e Príncipe

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Ana Paula GomesCientífica Mente é um programa da RDP-África realizado e apresentado por Ana Paula Gomes (ana.gomes@rtp.pt)

Emissão ao sábado às 09:40, com repetição segunda-feira às 19:30.

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