RTP+, Sinais de Vida, Depois do Adeus, Fotomaton, Praça da Alegria, 5 Para a Meia-Noite, Estado do Sítio, Cinemax, 100 Segundos de Ciência Extra, Estilos de Vida, Solidariedade RTP, Teletexto,
Sugestões, Novidades RTP, Passatempos RTP, Jogos e muito mais. Siga também no Teletexto
Contactos | Feedback | Imprensa | RTP+ | Código Ética | Contrato Concessão TV & Lei da Rádio | Provedores | Conselho Opinião | Termos e Condições | Recrutamento
Museu Virtual|Estúdio Virtual | Arquivo Histórico | Centro de Documentação | Arquivo de Música Escrita | Exposição 50 Anos | Carro de Exteriores
Aplicação Android ; Aplicação iPhone/iPad; Versões móveis: m.rtp.pt e i.rtp.pt ; Widget MEO ; Widget Samsung ; Emissão RTP Mobile
ALMA AÇÓRICA (48)
As Festas do Espírito Santo marcam, indelevelmente, a vida dos (as) açorianos (as) aqui e além-mar. O último Congresso, na Terceira, sobre o tema reforçou o cruzamento de saberes e experiências sobre este culto. Pelo "efeito de força e sentido" das Festas do Divino fala-se na candidatura a património imaterial. Sempre achei curioso o facto de em Rabo de Peixe, pelo menos no Império da Caridade, não haver coroação na Igreja, do cortejo só transportar a bandeira e de haver um hino próprio "Hino da Caridade" em vez do hino habitual do Espírito Santo...No final do século XIX, o Partido Progressista fundou este Império da Caridade e também a Filarmónica Progresso do Norte, na agora Vila de Rabo de Peixe...Outra marca distinta e ímpar, noutra ilha, são os carros das bandeiras na freguesia de Rosais (S. Jorge) e os próprios foliões cujo cantar é menos dolente do que no resto das ilhas dos Açores. Os dois "cavaleiros" que, ladeiam aquele que ao centro mostra ao povo a maior "roda de rosquilha", levam rosquilhas mais pequenas ou massa e "deixam" os populares tirarem no decurso da dança essas rosquilhas. Porém, segue-se uma corrida do cavaleiro atrás do popular e, se este é logo apanhado pelo toque da vara do Espírito Santo tem de devolver a rosquilha ao cavaleiro, se a "corrida" demora, então o popular "ganha a oferta"...Depois, lá seguem ao som do tambor e do refrão: "E pra trás e pra diente, eu agora vou cantar ao Divino Esprito Santo" ou então "E pra trás e pra diente, eu hei-de fazer-te andar, as solas dos teus sapatos, eu hei-de fazê-las gastar" ...É a Festa da abundância, por isso se ouve amiúde: "come quanto queiras"!
ALMA AÇÓRICA (49)
As festas do Espírito Santo, também já foram as maiores regalias das nossas gentes, associadas ao "folguedo" de bailes populares... Ao que se sabe o prelado diocesano acabou com os bailes, mas ficaram as folias, com cantigas apropriadas e reproduzidas nos "Cantos Populares do Archipelago Açoriano" de Teófilo de Braga (um dos nossos Presidentes da República)...Pelo menos em S. Jo...rge, outras quadras menos conhecidas e não publicadas, de autores desconhecidos, invocam a proteção do Divino contra sismos, vulcões e calamidades:
Santo'elmo e o Espíito Santo,
com S. Jorge soldado forte,
com a nossa terra a tremer tanto,
por toda a costa Norte.
Por vezes, relatam mesmo a força da natureza, neste caso na formação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo (a única das ameijôas e a das ameijôas únicas...):
Ai por toda a costa Norte
A terra caiu do ar
Foi assim que ficou feito
Santo Cristo do mar.
José Contente
NOTA: Arte da 'Colecção Vera Sabino nos Açores- Abril de 2004'
http://vera.websabino.com/Producao/Imagens%20Geral/a%E7ores7.jpg
Este blogue é sobre a perspectiva da distância, o olhar de quem vive os Açores radicado na América do Norte, na Europa, no Brasil, ou em qualquer outra região. É escrito por personalidades de referência das nossas comunidades com ligações intensas ao arquipélago dos Açores.
Irene Maria F. Blayer was born in Velas, São Jorge, Azores, and lives in Niagara-on-the-Lake, Ontario, Canada. She holds a Ph.D. in Linguistics (1992) and is a Full Professor (Doutorada em linguística, é Professora Catedrática) at Brock University. Neste espaço procura-se a colaboração de colegas e amigos cujos textos, depoimentos, e outros -em Inglês, Português, Francês, ou Castelhano- sejam vozes que testemunhem a nossa 'narrativa' diaspórica, ou se remetam a uma pluralidade de encontros onde se enquadra um universo que contempla uma íntima proximidade e cumplicidade com o nosso imaginário cultural e identitário.
Lélia Pereira da Silva Nunes - Brasil
Nasceu em Tubarão, vive em Florianópolis, Ilha de Santa Catarina. Socióloga, Professora da Universidade Federal de Santa Catarina, aposentada, investigadora do Patrimônio Cultural Imaterial (experts/UNESCO,Mercosul), escritora e, sobretudo, uma apaixonada pelos Açores. Este é um espaço, sem limites nem fronteiras, aberto ao diálogo plural sobre as nossas comunidades. Um espaço que, aproximando geografias, reflete mundivivências a partir do "olhar distante e olhar de casa," alicerçado no vínculo afetivo e intelectual com os Açores. Vozes açorianas, onde quer que vivam, espalhadas pelo mundo e, aqui reunidas num grande abraço fraterno, se fazem ouvir. Azorean descent.-- Born in Tubarão(SC) and lives in Florianopolis, Santa Catarina Island,Brasil. She holds postgraduate degreees in Public Administration, and is an Associate Professor at Federal University of Santa Catarina.
--------------------------------------------------------------
Nota: é proíbida a reprodução de textos e fotos deste blogue sem autorização escrita do Multimédia Açores.
Note: Reprint or reproduction of materials from "Comunidades" is strictly prohibited without written permission from Multimedia RTP.
---------------------------------------------------------------