Sábado, 30 de Agosto de 2014
Pesquisa na RTP Açores - Informação e Desporto

Comunidades

Irene Maria F. Blayer, Lélia Pereira Nunes

2013-12-22 23:36:13

InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies (IJPDS) - Vol. 2 (2013)

The InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies (IJPDS) is a peer-reviewed scholarly online and print journal published annually in the fall. Also part of this academic journal is the publication of special thematic issues that engage with aspects of Portuguese diaspora studies, both traditional and modern.

The hallmark of research today is "interdisciplinary," bringing insights from a variety of disciplines. Drawing upon this inquiry, the journal fosters research on the Portuguese diaspora, past and present, from multidisciplinary, comparative, and global perspectives within thematic areas that embrace the Humanities and the Social Sciences.

The journal represents original scholarship receptive to the interdisciplinary topics and theoretical contexts spanning the diversity and variety of research interests.

The InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies  offers a rich mixture of original research articles, essays, fiction and nonfiction, poetry, interviews, thematic photo essays, and book reviews.


We welcome submissions of original works not under consideration elsewhere, and in any of the following languages, English, Portuguese, Spanish or French.



The InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies (IJPDS) is covered in the following indexing and abstracting services: LATINDEX and MLA International Bibliography.

ISSN 2325-3991 (print) / ISSN 2165-2694 (online)



Irene Maria F. Blayer and Dulce Maria Scott


InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies (IJPDS) - Vol. 2  (2013)






InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies - Volume 2 (2013)
Edited by Irene Maria F. Blayer and Dulce Maria Scott


Table of Contents

Editorial Pages

Research Articles

7.   From the Top of the Racial Pyramid in Hawai’i: Demonizing the Hawaiian Portuguese in Elvira Osorio Roll’s Fiction
      Reinaldo Silva
33.  Dislocation and Repossession in O Navio dos Negros, Jorge Silva Melo’s Theatrical Reading of Benito Cereno
      Diana V. Almeida and Margarida Vale de Gato
45.  O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, e o Lugar dos que não Têm Lugar
      Paulo Ricardo Kralik Angelini
61.  Sharing Status and Appropriating Identity: The Case of the Conselho da Diaspora Portuguesa
       Sandi Michele de Oliveira

Photo Essay

79. Portuguese in Toronto: Interplay between Present, Past, and Future
      Ken Smith

Backward Glance

95. Why I Am of Two Minds When It Comes to John Philip Sousa
      George Monteiro

Short Stories

105. Trails
       Richard Simas
111. O Meu Tio do Brasil
       Mário T. Cabral
117. Black on White
       Julieta Almeida Rodrigues

Poetry

133. Técnicas de Flutuação para Amadores
       Marcos Siscar
135. Hand-Me-Down Refugee
       Art Coelho
139. Down to the Sea in Ships
141. The Prodigal’s Return
       George Monteiro

Book Reviews

145. Stefan Halikowsky Smith. Creolization and Diaspora in the Portuguese Indies: The Social World of Ayutthaya, 1640–1720. Brill, 2011. European Expansion and Indigenous Response Series 8. Pp. 456.        
        Paulo Teodoro de Matos
151. Manuel de Queiroz, Os Passos da Glória. Lisboa: Bertrand Editora, 2008. Pp. 494.
       Maria Tavares
159. Isabel Maria Fidalgo Mateus. A Terra do Chiculate – Relatos da Emigração Portuguesa. Coimbra: Gráfica de Coimbra, 2011. Pp. 218.
        Catarina Inverno
165. Jennifer McGarrigle and Maria Lucinda Fonseca, coordinators. Modes of Inter-Ethnic Coexistence in Three Neighbourhoods in the Lisbon Metropolitan Areas: A Comparative Perspective. Lisbon: Edições Colibri, 2012. Pp. 214.
       Lu Wang
169. Carolin Overhoff Ferreira. Identity and Difference. Postcoloniality and Transnationality in Lusophone Films. Münster: LIT Verlag, 2012. Pp. 262.
       Joana Pimentel
173. Alice R. Clemente and George Monteiro (editors). The Gávea-Brown Book of Portuguese-American Poetry. Providence: Gávea-Brown Publications, 2012. Pp. 269.
      John M. Kinsella







por : Irene Maria F. Blayer - Lelia Pereira Nunes
Tags : Macau,Alemanha,França,Inglaterra,Espanha,Canadá,E.U.A.,Brasil,Portugal,Açores

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2013-05-25 18:53:35

Lurdes Cordeiro, "RECORDAÇÕES" - Olegário Paz (C/áudio)


AÇORIANIDADE

153

PorqueHojeEhSabado

2013.05.25








 

Pergunto à minha caneta

Que devo eu escrever?

- Usa a minha tinta preta

Que está aí na gaveta

Para as horas de lazer! -

E o papel imponente

Estende-se à minha frente

Com linhas até de mais

Usando a sua perícia

Diz baixinho com malícia

- Em linhas horizontais

Fala daquela saudade

Que tu costumas sentir

O carinho e a lealdade

A partilha da verdade

Para quem gosta de ouvir. -

E com a fronte na mão

Ideias em turbilhão

Vejo a minha mocidade

Vejo família e amigos

Que hoje estão repartidos

Por outras comunidades.

Uma lágrima rolando

Desceu até ao papel

Para selar a amizade

O amor a saudade

Que às vezes é cruel!

 

(1991)

Lourdes Cordeiro,

Inédito.


Maria de Lourdes Sardinha Alves Cordeiro (1939), doméstica, animadora cultural, natural do lugar de Covoada, freguesia da Relva, ilha de S. Miguel, reside e trabalha na terra natal.




por : Blogs Açores
Tags : Açores,Portugal,Brasil,Venezuela,E.U.A.,Canadá,Japão,Espanha,Inglaterra,França,Uruguai,Argentina,Alemanha,Macau

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2012-08-10 21:58:48

Mensalão: Brasil só aceita Medalha de Ouro --- ANNA RAMALHO

Mensalão: Brasil só aceita Medalha de Ouro ---ANNA RAMALHO

Deve ser defeito de fábrica, mas, francamente, não me ligo fanaticamente aos esportes, como a maioria dos brasileiros. Torço pelo Fluzão desde sempre – e herdei o clube de família, não foi uma opção – visto a camisa verde-amarela nas Copas do Mundo sem entender até hoje o que é um impedimento, assisto um ou outro jogo de vôlei, mas confesso que não tô nem aí para o remo, mal sei o que é handebol e acabei rindo com a desclassificação no tiro ao alvo. Tiro ao alvo? Temos todos os dias com a nossa polícia e com a bandidagem que, muitas vezes, erra o alvo e atinge inocentes.

Para atiçar ainda mais a implicância, tenho que entubar os anunciados Jogos Olímpicos de 2016 e já vi e li muita trampolinagem envolvendo os cartolas daqui e d’ailleurs. Nem quero imaginar o que há por debaixo desses panos. Abafa!!! Alguém conhece cartola pobre? Abafa!!!!
Vai daí, pairo qual uma imbecil quando topo com pessoas debatendo o desempenho do Phelps, a desclassificação dos nossos irmãos Hyppolito, os brilharecos do Cielo na piscina olímpica. É coisa que não me mobiliza, mas, creiam, torço para que o Brasil faça bonito. Nessas horas, sempre me baixa o espírito olímpico, podem crer. Apesar dos cartolas.

***

Em compensação, estou atenta e forte para o jogo que se joga agora no Planalto Central. Tremo de medo de sentir no ar o cheiro da muzzarela assando, molho de tomate e massa por baixo, orégano por cima. Pizza. Sabor Zé Dirceu, Delúbio, Valério, Duda Mendonça. Qualquer sabor de pizza é possível quando o pizzaiolo é o criminalista e ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. Salta aí uma calabresa com cebola!!!! Escrevo na quinta-feira, dia do início dos trabalhos, e leio na rede que Lula da Silva já avisou que não vai assistir ao julgamento. Não me espanta. Ele já não disse que tudo é armação? Sarney ( sempre ele!!!) sobe em cima do muro - ele que até hoje, sabe lá Deus como, eterniza-se no poder, sem sustos ou cortes especiais, apesar dos malfeitos da família.

Percebo nas redes sociais o mesmo temor que eu sinto. Como podemos acreditar numa corte – a mais alta do país – em que praticamente todos os membros foram nomeados por Lula? Façam o que fizerem, até o fim de seus dias, perceberão aqueles salários altíssimos e gozarão das regalias – e liturgias – do importante cargo. O jovem Dias Toffoli não me deixa mentir. Até renegar a mulher ele renegou pra marcar uma presença tão discutida em plenário. A mulher foi rebaixada a namorada, quase ficante. É muita pouca vergonha!

Estou muito preocupada com o desenrolar dessa novela de muitos e emocionantes capítulos. Mais do que nunca espero que Deus seja mesmo brasileiro. A essa altura do campenato, só mesmo a intercessão divina para termos o prazer de ver a turma no xilindró. Oremos, pois.

__________________

Nota ANNA RAMALHO é colunista do Jornal do Brasil, criadora e editora do site www.annaramalho.com.br  e cronista sempre que pode.
Anna Ramalho, carioca, tricolor e mangueirense.Na definição do ex-chefe Ricardo Boechat, “o dinossauro do colunismo social”, já que, nos últimos 33 anos, trabalhou com todos os grandes: Zózimo Barrozo do Amaral, Fred Suter, Carlos Leonam, Fernando Zerlottini e o próprio Boechat, alternando-se entre “O Globo”, “ O Dia” e o “Jornal do Brasil”.
Noves fora Ibrahim Sued, com quem trabalhou no livro “Ibrahim Sued: 30 anos de reportagem”.
A crônica Mensalão: Brasil só aceita Medalha de Ouro  e foto  da autora  foram publicadas pelo Blog Comunidades com a devida autorização de Anna Ramalho.
____________________

Crédito Foto Medalhas: http://www.moblydesign.com.br


por : Lélia Pereira Nunes e Irene Maria Blayer
Tags : Inglaterra,Canadá,Brasil

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2012-02-06 23:59:10

“Açorianos no Mundo: Onde Estamos?/Azoreans in the World: Where are we?”





"Açorianos no Mundo: Onde Estamos?/Azoreans in the World: Where are we?"










A Direção Regional das Comunidades lançou no dia 3 deste mês, em parceria, com a ACORESTUBE e a ACORESPRO, um passatempo no facebook, "Açorianos no Mundo: Onde Estamos/Azoreans in the World: Where are we?"
Este concurso tem como destinatários emigrantes e açor-descendentes residentes fora do território português. Cada concorrente, independentemente da idade, poderá publicar na página do concurso uma fotografia sua, tirada no seu local de residência. A foto deve conter uma bandeira dos Açores apresentada da forma que desejar. A fotografia vencedora será a que tiver obtido maior número de "Gosto/Like", sendo o prémio a atribuir uma viagem aos Açores.

O concurso, aberto de 3 de fevereiro a 30 de Março, já está disponível na internet.
Participe! Agora é só "clicar":  
www.facebook.com/acorestube


por : Irene Maria F. Blayer - Lelia pereira Nunes
Tags : Argentina,Uruguai,França,Inglaterra,Espanha,Japão,Canadá,E.U.A.,Venezuela,Brasil,Portugal,Açores

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2010-12-16 23:59:40

Observatório dos Luso-Descendentes!- João Sardinha



O recém nascido Observatório dos Luso-descendentes foi criado em Lisboa no dia 10 de Junho de 2010 e oficializado dia 29 de Setembro de 2010. João Sardinha é o único representante canadiano membro do Observatório, sendo a grande maioria de França. De qualquer maneira são todos luso-descendentes regressados ao país ancestral, e querem   assim dar a conhecer ao 'mundo português' quem são, o que pretendem e que estão disponíveis para criar laços com todos os luso-descendentes e as suas instituições nos quatro cantos do mundo, ao mesmo tempo que  vão tentar ser uma ponte importantíssima entre os filhos dos emigrantes e Portugal.





December 17, 2010

Created by a group of Luso-descendents who in recent years have returned to Portugal from an array of countries that include France, Switzerland, Brazil, South Africa and Canada, the Luso-Descendent Observatory has as its primary objectives the creation of a communication and networking platform aimed at bringing together Portuguese descendent communities world-wide. The Observatory has as its first North American representative the Luso-Canadian João Sardinha who invites all Luso-descendents in Canada and in the United States, individually and collectively through the various youth groups and associations, to link with the Observatory.
Online, you can currently find the Luso-Descendent Observatory on Facebook: (http://www.facebook.com/pages/Observatorio-dos-Luso-Descendentes/125432727509561?v=wall) and through their blog: (luso-descendentes.blogs.sapo.pt. You can reach them via e-mail at the following address: observatoriodoslusodescendentes@old.pt



O Observatório dos Luso-Descendentes é uma organização privada, sem fins lucrativos, de cidadãos luso-descendentes. Tem como missão identificar os cidadãos luso-descendentes no mundo e acompanhar o número e o perfil dos luso-descendentes ao longo dos anos. É também uma plataforma de união, de representação e de apoio aos cidadãos luso-descendentes que queiram manter uma ligação com outros cidadãos luso-descendentes. É cidadão “luso-descendente” quem nasceu fora de Portugal e é simultaneamente filho de Pai e/ou de Mãe natural de Portugal e de nacionalidade portuguesa. O cidadão “luso-descendente” pode não ser de nacionalidade portuguesa. Venha connosco construir a maior comunidade de cidadãos luso-descendentes no mundo! O Observatório dos Luso-Descendentes foi criado no passado dia 10 de Junho de 2010, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.










João Sardinha
is a researcher at the Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), Universidade Aberta in Lisbon, Portugal, currently carrying out research on the return of Portuguese emigrant descendents to the ancestral homeland, focusing primarily on issues of identity, belonging and transnationality. He received his PhD in Migration Studies from the University of Sussex, UK in 2007 with a thesis entitled Immigrant Associations, Integration and Identity: Angolan, Brazilian and Eastern European Communities in Portugal, published in 2009 by the Amsterdam University Press / IMISCOE series. His current research interests include return migration phenomenon, migrant life histories, migrant association phenomenon, migrant integration and identity strategies, the study of transnationalism and transnational social spaces, as well as immigrant civic and political participation. He is a member of the European Network of Excellency IMISCOE (International Migration, Integration and Social Cohesion in Europe).



por : Irene Maria F. Blayer
Tags : Uruguai,França,Inglaterra,Canadá,E.U.A.,Venezuela,Brasil,Portugal,Açores

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2011-01-18 23:55:25

IAC apresenta: Açores, Europa  uma antologia. Onésimo T-Almeida,org.

IAC apresenta: Açores, Europa Z uma antologia.Onésimo T-Almeida,org.


Açores,Europa - uma antologia

No  dia 12 de Dezembro de 2010 foi apresentado ao público a mais recente obra do Instituto Açoriano de Cultura intitulada Açores, Europa – uma antologia, com selecção, organização e introdução de Onésimo Teotónio Almeida, numa iniciativa da Presidência do Governo Regional dos Açores, que teve lugar no Palácio dos Capitães Generais,Angra do Heroísmo,Ilha Terceira.

A cerimónia, contou com a presença do Professor Doutor Onésimo Teotónio Almeida, sendo presidida por Sua Ex.ª o Presidente do Governo Regional dos Açores.

“Historicamente, e até há pouco, os Açores eram uma pirâmide com a base voltada para as Américas e o vértice para Portugal. Não propriamente para a Europa, se bem que a bússola cultural da nossa classe média, média-alta e alta tenha sido precisamente a europeia, em regra na sua vertente francesa. Nisso não somos originais, seguimos o modelo predominante português, se bem que nos Açores tenha havido sempre, sobretudo em S. Miguel, uns quantos anglófilos. Assim, uma antologia de textos a ver com a Europa terá de juntar os escritos que refiram o interesse dessas figuras por países específicos da Europa – livros de viagens, cartas, artigos de jornal.

Antero, mais do que ninguém, pensa Portugal (e os Açores como adjacência) - a Ibéria aliás - como um bloco que perdeu o comboio da modernidade (ele não usou o termo, mas esse é o termo hoje corrente) e que, segundo ele, temos que recuperar. Mas ele é apenas um dos antologiados. Uma busca pela bibliografia açoriana acaba por produzir um elucidativo conjunto de textos de autores açorianos em diálogo com as ideias europeias. O volume deixar-nos-á assim com uma imagem dos Açores afinal não tão distantes da Europa pois os açorianos por ela viajaram com relativa assiduidade e as ideias europeias viajaram também sempre até aos nossos mares.”

Esta obra resulta de uma parceria entre o Governo dos Açores, através do Secretário Regional da Presidência, e o Instituto Açoriano de Cultura surge no âmbito da efeméride que  distinguiu os Açores como Região Europeia 2010.

(*). Texto de divulgação de autoria do IAC - Instituto Açoriano de Cultura, In: Newsletter IAC - N.º 39 09/12/2010 e atualizado.‏





por : Lélia Pereira Nunes
Tags : Alemanha,França,Inglaterra,Espanha,E.U.A.,Brasil,Portugal,Açores

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2010-11-15 21:18:56

Ensino Português no estrangeiro custa 35 milhões de euros - Patrícia Jesus


Ensino Português no estrangeiro custa 35 milhões de euros
por PATRÍCIA JESUS





Rede passou do Ministério da Educação para Instituto Camões, que admite problemas. Trinta e cinco milhões de euros é quanto custa a rede de ensino de português no estrangeiro que o Instituto Camões (IC) "herdou" do Ministério da Educação este ano. Um investimento que nem sempre tem o retorno esperado, admite a presidente do instituto. Turmas muito pequenas e situações de injustiça em relação à língua portuguesa são alguns dos factores a mudar, indica - dando como exemplo o facto de Portugal pagar aos professores em países em que a língua faz parte do sistema oficial de ensino e até de suportar as despesas com salas no Reino Unido. A maior parte deste orçamento vai para gastos com pessoal: dez coordenadores, três adjuntos e 522 professores suportados directamente pelo instituto (ver infografia), indica Ana Paula Laborinho, à frente do IC desde o início do ano. Além disso, o IC suporta as deslocações de professores entre escolas e há países onde os docentes têm turmas muito pequenas e fazem longas viagens, indica. Situações que estão a ser analisadas. "Não podemos ignorar a situação económica em que nos encontramos", admite Ana Paula Laborinho. O orçamento total do IC foi reduzido de 44 para 40 milhões e além da rede de ensino do pré-escolar ao secundário o IC ainda gere uma rede de 78 leitores em universidades espalhadas por todo o mundo (ver caixa). Assim, o IC vê com preocupação as situações em que o rácio professor/alunos é muito baixo. "Temos turmas em que há apenas oito alunos. Não vamos impor um limite, mas, tirando os casos em que o ensino está integrado no sistema do país, temos de estudar caso a caso a possibilidade de agrupar os alunos através do nível e conhecimentos e não por idades", explica. Mas o corte de 8% no orçamento do IC, garante, vai ser conseguido sobretudo à custa dos salários dos funcionários, afectados como a restante função pública por reduções que podem chegar aos 10% - incluindo os dez coordenadores nomeados em Agosto passado e os docentes. Os cortes vão fazer com que a prioridade seja a consolidação da rede e não o alargamento, como o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, tinha anunciado em Maio passado. Assim, o ensino nos EUA, Canadá e Venezuela vai continuar a ser financiado pelos próprios emigrantes, admite a presidente. Por outro lado, o IC é responsável por custos que considera injustos. Nos países em que a língua faz parte do currículo, como na França, é Portugal que paga aos professores, quando o mesmo não acontece cá com o ensino do Francês. No Reino Unido acrescem as despesas com as salas de aulas e todos os custos associados. "Uma situação muito penalizadora para a nossa língua", admite Ana Paula Laborinho. "É preciso fazer um trabalho junto desses países para reconhecerem o português como língua internacional que é e acabar com esta desigualdade de tratamento entre línguas. Há passos que temos de dar para colmatar essas dificuldades, nomeadamente ao nível da diplomacia." A presidente do instituto não tem dúvidas de que este dinheiro, no entanto, é um investimento e não uma despesa: "Temos de acreditar no valor económico e no poder da língua." Embora Ana Paula Laborinho reconheça que o investimento tem de ser feito onde dá mais frutos e tem de ter contrapartidas porque "se trata do dinheiro dos contribuintes". Sem deixar para trás as apostas de longa data, como a Europa, onde se presta um serviço a comunidade migrantes.




Diário de Notícias Portugal
14.11.2010



por : Irene Maria F. Blayer
Tags : França,Inglaterra,Canadá,E.U.A.,Venezuela

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Este blogue é  sobre a perspectiva da distância, o olhar de quem vive os Açores radicado na América do Norte, na Europa, no Brasil, ou em qualquer outra região. É escrito por personalidades de referência das nossas comunidades com ligações intensas ao arquipélago dos Açores (25.02.2007).

Irene Maria F. Blayer - Nasceu em São Jorge, Azores, e vive no Canadá.  
She holds a Ph.D. in Romance Linguistics and is a Full Professor at Brock University, Canada -Doutorada em linguística, é Professora Catedrática na Univ. Brock. Neste espaço procura-se a colaboração de colegas e amigos cujos textos, depoimentos, e outros -em Inglês, Português, Francês, ou Castelhano- sejam vozes que testemunhem a  nossa 'narrativa' diaspórica, ou se remetam a uma pluralidade de encontros onde se enquadra um universo  que  contempla uma íntima proximidade e cumplicidade com o nosso imaginário cultural e identitário.

Lélia Pereira da Silva Nunes - Brasil
Nasceu em Tubarão, vive em Florianópolis, Ilha de Santa Catarina. Socióloga, Professora da Universidade Federal de Santa Catarina, aposentada, investigadora do Patrimônio Cultural Imaterial (experts/UNESCO,Mercosul), escritora e, sobretudo, uma apaixonada pelos Açores. Este é um espaço, sem limites nem fronteiras, aberto ao diálogo plural sobre as nossas comunidades. Um espaço que, aproximando geografias, reflete mundivivências a partir do "olhar distante e olhar de casa," alicerçado no vínculo afetivo e intelectual com os Açores. Vozes açorianas, onde quer que vivam, espalhadas pelo mundo e, aqui reunidas num grande abraço fraterno, se fazem ouvir. Azorean descent.-- Born in Tubarão(SC) and  lives in Florianopolis, Santa Catarina Island,Brasil. She holds postgraduate degreees  in Public Administration, and is an Associate Professor at Federal University of Santa Catarina.

 

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Nota: É proíbida a reprodução de textos e fotos deste blogue sem autorização escrita do RTP Multimédia.

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