RTP+, Depois do Adeus, Fotomaton, Praça da Alegria, 5 Para a Meia-Noite, Estado do Sítio, Cinemax, 100 Segundos de Ciência Extra, Optimus Primavera Sound, Estilos de Vida, Solidariedade RTP, Teletexto,
Sugestões, Novidades RTP, Passatempos RTP, Jogos e muito mais. Siga também no Teletexto
Contactos | Feedback | Imprensa | RTP+ | Código Ética | Contrato Concessão TV & Lei da Rádio | Provedores | Conselho Opinião | Termos e Condições | Recrutamento
Museu Virtual|Estúdio Virtual | Arquivo Histórico | Centro de Documentação | Arquivo de Música Escrita | Exposição 50 Anos | Carro de Exteriores
Aplicação Android ; Aplicação iPhone/iPad; Versões móveis: m.rtp.pt e i.rtp.pt ; Widget MEO ; Widget Samsung ; Emissão RTP Mobile
Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal. Nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. Este é um blogue com vídeos da ilha.
De 10 a 13 de agosto
O graciosa online está em condições de revelar o cartaz do Festival Ilha Branca do corrente ano, integrado nas Festividades em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Curso de geofarmácia e cosmética na Graciosa
O INOVA está a desenvolver em parceria com as universidades de Aveiro e do Porto produtos de dermocosmética a partir de materiais geológicos dos Açores. As novas formulações foram testadas num curso de geofarmácia e cosmética que decorreu na Graciosa.
Foram três dias de formação teórica e prática nas Termas do Carapacho, para aplicação de cremes e geles criados a partir de Pedra Pomes de Agua d'Alto e lamas das Caldeiras da Ribeira Grande.
32 formandos participaram no curso com perspectivas de futuro. Os recursos naturais são uma mais valia para os tratamentos em clínicas e balneários termais, onde se enquadram as termas dos Açores e, neste caso, as Termas do Carapacho que após a remodelação de 2010 assumiram outra importância ao nível do turismo de saúde e bem estar.
Sopa do Espírito Santo
As Festas do Espírito Santo na Graciosa serviram de suporte ao programa "Sabores das Ilhas" deste domingo, na RTP Açores.
Foi o último dos três programas dedicados à gastronomia da ilha branca.
É um luxo que nem todos podem suportar, em especial nos dias que correm. Mas a verdade é esta - alguns graciosenses têm o privilégio de ter Ferraris estacionados nas suas salas. Magestosos, em silêncio, resignados à sua nova função de bibelot, aguardam alguém com quem partilhar as suas glórias passadas. Foi esta condição que assumi durante o verão de 2010 - partir à descoberta da vida de muitos pianos que habitam algumas casas da Graciosa. Trata-se, em alguns casos, de autênticos Ferraris com teclas, daí a razão para ter escolhido este título para o presente artigo. E também cativar a atenção dos leitores, diga-se em abono da verdade. Espero tê-lo conseguido.
Existem umas boas dezenas de pianos históricos na ilha Graciosa. Entenda-se por históricos aqueles instrumentos com pelo menos 100 anos de existência. A sua longevidade deve-se, grosso modo, ao cuidado de conservação dos seus sucessivos proprietários e às suas características de construção. É sobre este último fato que nos vamos debruçar. Entre os vários pianos que estudei (e aproveito para agradecer daqui a todos quantos me abriram as portas para permitir este trabalho) encontrei alguns de construção excecional. Hoje falarei um pouco de três - um Pleyel, um Gaveau e um Perzina.
O primeiro vive em Santa Cruz e é propriedade de Noélia Louro. Pelas suas características terá sido produzido na década de 70 do século XIX. Foi adquirido por Gui Heber Louro, antigo Presidente da Câmara, na década de 70 do século XX aos herdeiros de João da Cunha Vasconcelos (proprietários da casa que viria a ser transformada em Residencial Ilha Graciosa). Encontra-se em aparente bom estado de conservação e apresenta candelabros e pegadeiras laterais em bronze. É de todo o interesse referir que quer os pés quer os pedais apresentam elevado grau de ornamentação (característica transversal aos pianos de origem francesa desta época). O pano que protege o teclado é igualmente digno de referência - idealizado pelas mãos delicadas de quem o terá mimado durante muito tempo, apresenta em tecido tingido motivos musicais intercalados por aves exóticas como araras e papagaios.
A casa Pleyel foi fundada em 1807 em Paris por Ignace Pleyel (1757-1831) e a sua gestão manteve-se durante muitos anos nas mãos da mesma família, nomeadamente através do filho mais velho de Ignace, Camille Pleyel (1792-1855). Quer pai quer filho implementaram nos seus instrumentos alguns elementos vanguardistas assimilados durante a formação que ambos fizeram nas principais oficinas de piano inglesas - Broadwood, Collard, Clementi e Wornum. Tais inovações garantiram a afirmação comercial da casa Pleyel no continente europeu, conseguindo produzir em 1889 cerca de 2500 instrumentos. Em que consistiam estas inovações? Precisão de resposta através de um teclado mais sensível, maior sustentação do som e possibilidade de rápida repetição da mesma tecla. Estas características agradaram a muitos virtuosos do piano ao longo do século XIX. Chopin foi um deles e se algum dia tivesse pisado solo graciosense certamente escolheria tocar neste Pleyel, instrumento da sua preferência, designadamente nas suas apresentações públicas.
Magestosos, em silêncio, resignados à sua nova função de bibelot, aguardam alguém com quem partilhar as suas glórias passadas.
O segundo Ferrari a descrever vive na Praia, propriedade de Manuel Sousa. Trata-se de um Gaveau produzido em Paris no último quartel do século XIX. O seu estado de conservação é razoável. Tal como o Pleyel descrito acima também este instrumento apresenta ornamentação elaborada nomeadamente pés folheados, candelabros duplos em bronze com figuras mitológicas e pegadeiras laterais igualmente em bronze. A primeira proprietária conhecida deste piano foi D. Aurélia Pires, mãe de D. Helena Pires Camacho. Esta última foi uma pianista muito requisitada na Graciosa durante as primeiras décadas do século XX. Andou de boca em boca, passando de geração em geração, uma inocente quadra popular que se referia a esta pianista e ao espaço onde se realizava o famoso "Baile do Gorgulho". Este baile acontecia no granel agrícola de Manuel Barcelos, na Praia, atual propriedade de Manuel Isidro Luz, onde, ao que parece, abundava o gorgulho, alimentando-se dos restos dos cereais aí armazenados. E a quadra reza assim: "O baile do gorgulho/ é um baile que mete medo/ até a pianista/ tem falta de um dedo!". Uma quadra que revela a refinada malícia própria do caráter graciosense. De fato, Helena Pires Camacho tocava brilhantemente o repertório ligeiro com apenas 9 dedos, uma vez que lhe faltava o dedo "mindinho" da mão direita. Este Gaveau circulou por toda a ilha sendo alugado pelos proprietários para animação de bailes públicos e privados.
Resta saber que características de construção permitiram a sua longevidade. A casa Gaveau foi fundada em Paris (1847) por Joseph Gabriel Gaveau (1824-1903). Tendo recebido formação na casa Érard, umas das mais conceituadas oficinas de piano da Europa e das que mais contribuiu para a evolução do piano, J. G. Gaveau trouxe para os seus pianos verticais muitas inovações ao nível do mecanismo, nomeadamente ao nível do sistema de duplo escape (até neste aspeto os pianos se assemelham aos automóveis!). A reputação da casa Gaveau foi-se consolidando e em 1855 foi-lhe atribuída a medalha de bronze na Exposição Universal de Paris. Em 1867 alcançou a medalha de prata no mesmo certame e em 1878 e 1889 a medalha de ouro. Quando J. G. Gaveau se afastou da oficina em 1893, entregando nas mãos dos seis filhos a administração da mesma, a Casa Gaveau empregava 200 operários e artesãos e desde a sua fundação produzira cerca de 15 000 instrumentos, com uma média anual de produção de 1500 pianos. Apesar da rutura entre os herdeiros da Casa Gaveu ocorrida em 1911, a empresa continuou a produzir pianos com o mesmo nome e reputação até 2007.
O terceiro e último Ferrari do dia é um piano Perzina, propriedade da Sociedade Filarmónica União Praiense. É um instrumento com cerca de 100 anos adquirido para a SFUP na década de 50 do século XX, quando era presidente da mesma o dr. Vinício de Albuquerque. Animou inúmeros bailes organizados por aquela Sociedade.
A Casa Perzina foi fundada pelos irmãos Julius e Albert Perzina (Gebrüdere Perzina) em 1871 na cidade de Schwerin (norte da Alemanha). Os pianos desta casa tinham grande qualidade porque acompanhavam de perto as tendências de construção dos pianos Bechstein (Berlim), onde trabalharam inicialmente os irmãos Perzina. Os instrumentos de marca Perzina ganharam elevada consideração na Europa. A Rainha Guilhermina da Holanda declarou em 1906 a Perzina como Real Fábrica de Pianos. Entre 1897 e 1917 a gestão da Perzina esteve nas mãos de Daniel Huss, genro de um dos fundadores. Este período coincidiu com um boom comercial da marca, produzindo 1000 instrumentos por ano.
Estes foram os três Ferraris selecionados para hoje. Brevemente serão outros. Obrigado ao Luís Costa pelo convite que me dirigiu.
A Graciosa está aqui. Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal e nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. O Graciosa Online é um blogue com vídeos, noticias e opinião da ilha branca, reserva da biosfera. Esta é a nossa janela para o mundo.
Projeto pioneiro nos Açores, desenvolvido por Luís Costa, jornalista, repórter residente da RTP/Açores na ilha Graciosa. Criado a 17 de novembro de 2009.
Este blogue foi "caso de estudo" na tese de mestrado da jornalista Fabiana Bravo: "O jornalismo hiper-local na era digital - o contributo do Graciosa Online para a RTP", defendida a 16 de julho de 2012 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e obteve 16 valores.

Como considera a visita do governo à Graciosa?
Sem novidades - 63 votos (54%)
Bons resultados - 29 votos (25%)
Esperava melhor - 24 votos (21%)
CRÓNICAS
Clique nas fotos para abrir
André Bruno Cristina
Cunha Silveira Cabeceiras
Fábio Gabriel Joana
Mendes Melo Ferreira
Jorge Júlio Luís
Cunha Mendonça Lobão
Lurdes Madalena M. Jorge
Cunha Picanço Lobão
Marco Merçes Miguel
Martins Coelho Estorninho
Paulo Rita Rita
Aranha Ávila Silva
Rogério Rui Sérgio
Mendonça Carneiro Mendonça
Sofia Teresa Vânia
Rocha Reis Bettencourt
Victor William
Rui Dores Brenuvida
Luís Tiago José
Pereira Avelar Ávila
Pólo Local de Prevenção
e Combate à Violência Doméstica da Graciosa
VIDEOS RECENTES
Festa da Senhora da Vitória
Domingo do Espirito Santo
Pauleta na Graciosa
Marítimo garante manutenção
Falta de medicamentos
Moto Club inaugura nova sede
Espírito Santo no Lar da Praia
EM CARTAZ

AGENDA CULTURAL
Museu da Graciosa
CINEMA
Centro Cultural da Ilha Graciosa
O IMPOSSIVEL
31 maio

Bilheteira: 20h30 | Sessão: 21h30
GRACIOSA LHE CHAMARAM...
A Ilha Graciosa desenha-se ao longe
como dois bocados de pão mal partidos
Vitorino Nemésio, in
Corsário das Ilhas
Ei-la surgindo mimosa
das águas do fundo do mar,
Rainha leda e garbosa
No Atlântico a reinar!
Esmeralda dos Açores,
Lindo açafate de flores,
Feitiço de mil primores,
Berço gentil de amores!
Oh, pátria, te vou cantar.
António Gil, 1868
A Graciosa dum verde
muito tenro acabando
dum lado e do outro
em penhascos decorativos...
Raul Brandão, in
As Ilhas Desconhecidas"À primeira vista" parece por vezes, ser uma paisagem agreste; mas logo surge uma encosta florida, uma Feteira de arvoredo frondoso, um vale das Courelas com suas culturas e os afamados vinhedos da Terra do Conde, e outros motivos que nos alegram a vista.
José Simões Borges, in
Manhãs de Sábado Amo as rochas empinhadas
que ao oeste e norte dão
- pontas da serra escalvadas
- Do Pico Negro a negridão;
Amo as costas do nascente
Onde as ondas mansamente
Vão quebrar sua corrente
No areal tão luzente
Do sol ao mago clarão.
António Gil, 1868
Quem te pôs nome tão
lindo,
Que é tão próprio,
tão teu,
Nos legou eterna prova
Do bom gosto e génio seu...
António Borges do Canto Moniz, in
Ilha Graciosa
Falar desta ilha é,
antes demais,
falar do paraíso perdido
na minha infância,
isto é, da alegria
dos meus verdes anos.
Victor Rui Dores, in
A Graciosa Ilha
Que risonho panorama,
Que subline inspiração!
Se o meu estro se par'cesse
Ao que o sente o coração,
Em torrentes de poesia
Te inundara, ilha formosa.
E um poema escreveria,
Que eu chamara - GRACIOSA.
João Hermeto d'Amarante, in
Páginas de Prosa e Verso Santa Cruz, a capital
É a mais linda p'ra mim
das vilas de Portugal
Santa Cruz é um jardim.
Guadalupe, linda aldeia
Onde crescem os trigais
No céu, linda lua cheia
Ilumina seus casais.
A Praia olhando o mar
Sorri contente ao ilhéu
E o sul vive a sonhar
Com a Luz olhando o céu.
Juventino Silva Correia, in
Juventino Ramos, poeta cantador
E aquela gente!!! De sorriso sempre aberto, mesmo que o coração se lhes doa, mesmo que a velhice as consuma, mesmo que a pobreza se lhes aperte...
Rosa Meireles, in
Graciosa ilha serena
Aqui
entre o azul
e o mar que me circunda
é quase perfeita a coincidência.
Atrevida e fugazmente desfeita
por um verde envergonhado
que acaba sempre azul
ou categoricamente esfacelada
por um inequívoco e invernal
cinzento.
E no âmago do liquido,
lá onde a luz se perde
e onde a luz se faz,
a abissal fosforescência
de peixes misteriosos,
a ondulante e sensual
insinuação das algas
e a secreta e vital marca
do mais remoto início.
E lá ficamos
plasmados num horizonte
vertical e marítimo
onde bate sereno e azul
o nosso olhar.
Ouve-se então
claro e inconfundível
o grito
da criação.
Manuel Jorge Lobão, in
Passam Seres Luminosos Vestidos de Vermelho
Aqui deixamos a
Ilha Graciosa,
ao por do sol,
que fica à espera
daqueles que sabem
apreciar a natureza
em toda a sua força,
por vezes quase
selvagem!
Norberto da Cunha Pacheco, in
Graciosa, Imagens e Palavras
Branca,
desmaia-te o gesto
na brisa que poisa,
borboleia-te
a cor do íris
que poiso breve,
melodia-te
o negro azulado,
húmido,
do grito em serenata,
rendeia-te
o frio de chuva,
bailarino
voado em vento,
baralha-te
o pingo de água,
lágrima de telha,
beiral
de nada abrigo...
José Berto