Entrevista ao secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Nuno Oliveira
RTP+, Festival da Canção 2012, Praça da Alegria, 5 Para a Meia-Noite, Guimarães 2012, Príncipes do Nada, Estado de Graça, Portugueses Pelo Mundo, Café Central, Cinemax, Academia RTP, Extra, Teletexto
Sugestões, Novidades RTP, Jogos e muito mais. Siga também no Teletexto
Contactos | Feedback | Imprensa | RTP+ | Código Ética | Contrato Concessão TV & Lei da Rádio | Provedores | Conselho Opinião | Termos e Condições | Recrutamento
Estúdio Virtual | Arquivo Histórico | Centro de Documentação | Arquivo de Música Escrita | Exposição 50 Anos | Carro de Exteriores
Aplicação Android ; Aplicação iPhone/iPad; Versões móveis: m.rtp.pt e i.rtp.pt ; Widget MEO ; Widget Samsung ; Emissão RTP Mobile
"A República seria o termo natural da História, distinguindo-se do liberalismo por não se constituir sobre a doutrina dos direitos e liberdades individuais mas antes valorizando a comunidade, distinguindo-se também do socialismo por não ter uma visão de classe, mas nem por isso deixando de se preocupar com os mais desfavorecidos, reflexos de um sentir fraterno que a caracteriza."
António Lopes, director da revista Grémio Lusitano.
"Teófilo Braga, que o directório do PRP escolheu para presidir ao governo provisório, comentou: «A república foi feita por acaso, isto é, por todos.» (...)
A república tinha sido feita por todos, mas não apenas em 1910.
A monarquia que existia em Portugal nesse ano já não era uma monarquia no sentido tradicional.
Primeiro, porque os governantes liberais da monarquia desde 1834 a tinham concebido como um «Estado cívico», uma comunidade soberana de cidadãos patriotas, apenas sujeitos à lei, e que aceitavam um chefe de Estado dinástico, mas com poderes delimitados pela Constituição.
Segundo, porque depois da guerra civil de 1832-1834, os liberais tinham atacado e enfraquecido as instituições da antiga monarquia, como a grande nobreza e a Igreja, nomeadamente através da expropriação dos seus patrimónios.
Diminuiram ainda a importância política da fidelidade à dinastia reinante. Os liberais definiram geralmente a monarquia constitucional como a «melhor das repúblicas», combinando o princípio da igualdade e o da soberania nacional com o respeito prudente pela tradição dinástica e católica, de modo a não suscitar reacções.
Mas a monarquia era ainda a «melhor das repúblicas» porque todos os seus governantes, desde a Regeneração de 1851, se esforçaram por integrar e contentar a esquerda democrática radical.
A cultura política da monarquia sofreu desta forma uma evolução no sentido da «republicanização», especialmente no tempo de Fontes Pereira de Melo."
in "História de Portugal", Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro, Esfera dos Livros, 2009
(MOVIMENTOS DE PROTESTO - A manifestação do dia 2 promovida pela Comissão de Vigilância Social
A guarda republicana carregando sobre os manifestantes)
Neste trigésimo quarto programa "1910-2010, As Histórias da República" conversamos com o historiador Rui Ramos.
"Ao contrário do que a propaganda apregoa, a emancipação da mulher nada teve que ver com regimes, republicanos ou monárquicos, e em Portugal tratou-se antes duma coincidência cronológica (as mulheres adquirem direito ao voto em 1931 já sob a república de Salazar), um fenómeno civilizacional transversal no ocidente liberal judaico-cristão.
Mas afinal, como era a mulher encarada pelos revolucionários republicanos?
Ora leiam esta pequena pérola, autoria de Gonçalves Costa publicada em 1913 no jornal Humanidades de Coimbra, conotado com o Partido Democrático de Afonso Costa:
A mulher, razão da existência de muitos homens, adorado símbolo da virtude e da pureza, objecto patético do ideal e do sonho, síntese, delicada da beleza nas suas modalidades mais emocionantes, a mulher estímulo de muitas actividades, causa suprema das mais divinas inspirações, única de mil tragédias, a mulher o perfume, a mulher o crime, vai hoje também cair sob o nosso inexorável bisturi.
Percorrendo as páginas da sua história através dos tempos, ela surge-nos aqui causa originária de um imenso rosário de tragédias e de crimes, além manancial de amor e de inspiração, guindando as mais sublimes concepções poética, os mais fecundos génios. (...)
Podemos ser cruel joeirando a poeira que lhe conspurca a personalidade, todavia como vêem o reverso da medalha patenteia-nos gestos que inspiram ao mesmo tempo piedade e simpatia.
O que não podemos contestar é que ela tem apetites muito variegados e estômago para digerir com o mesmo custo frutos bons e frutos venenosos. (...)
(...) A mulher de hoje, sobretudo aquela que vegeta nas cidades onde há cheiros de civilização, não é a mulher como devia ser, nem tão pouco parece aproximar-se da devida meta, é uma mulher manequim, chapa aonde os holofotes das casas de modas de Paris e de Londres projectam as linhas caprichosas dos seus figurinos complicados.
É uma mulher falsificada, pretensiosa, entalada em rígidas lâminas de aço, e aumentando sensivelmente o seu peso real com alguns quilos de algodão que lhes retocam as deficiências do físico.
(...) Muito se tem escrito acerca da educação da mulher, criticando as suas aberrações, traçando de várias formas qual deveria ser o seu trajecto na vida social. Uns querem armá-la com os pesados fardos dum soldado, outros que ela seja o que é, e ainda outros que ela se perca e agite no complicado labirinto da vida externa esquecendo os cuidados periódicos que reclama a sua débil constituição.
E assim ela naturalmente sensível e instável em frente de tão divergentes opiniões respeitantes ao seu verdadeiro papel, move-se indecisa, hesitante no meio da vasta arena das suas manifestações acabando em geral por integrar-se resignadamente na situação primitiva.
Algumas vezes protestando contra os preconceitos que a esmagam, com um gesto repulsivo, grita revoltada pela sua emancipação. E nesta palavra ela compreende a fuga do lar, a fractura (cruel dos elos que a ligam ao esposo e aos filhos e aí vai sob a impulsividade da enganadora corrente feminista).
Tristes quimeras! Aneearido pela sua regeneração, degenera-se. As mulheres na sua maioria são verdadeiras crianças, com caprichos singulares, excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes.
Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam?
Para disfarçar a sua infantilidade, os seus caprichos, as suas exigências, envergam um trajo tanto ou quanto possível semelhante ao do homem, para proteger o nervosismo, o histerismo, e a sua timidez, usam pistola e para acabar de vez com a ignorância, uma formatura.
(...) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente - a educação dos filhos.
Para isto é preciso despartilha-la; despi-la de muitos preconceitos que a perseguem e gritar-lhe bem alto ao ouvido: não sacrifiques a tua saúde ao rigor artístico dos figurinos porque ao desenhista nada custou a manejar o lápis sobre um pedaço de papel! E acredita, mulher, que não há para ti mais exaltado ideal que o de ser boa Mãe.
João Távora, com Luís Bonifácio e Carlos Bobone"
in «A emancipação da mulher aos olhos dos "Democráticos" de Afonso Costa» - www.centenariodarepublica.org
Neste trigésimo terceiro programa "1910-2010, As Histórias da República" conversamos com Maria Alice Samara.
Local: Museu do Azulejo, Lisboa
Inauguração: 19 de Outubro de 2010, 18H30
Período de Exibição: 20 de Outubro de 2010 a 13 de Fevereiro 2011
Coordenação Geral: Maria Antónia Pinto de Matos
Comissário: João Pedro Monteiro
No ano em que se comemora o centenário da implantação da República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, o Museu Nacional do Azulejo inaugura a exposição temporária "Cerâmica Portuguesa da Monarquia à República", com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
Esta exposição apresenta 180 peças, de faiança, porcelana e azulejo, produzidas entre a década de 1870 e os anos da I República, permitindo documentar a forma como a produção cerâmica, de autor e industrial, acompanhou a evolução do gosto na transição do século XIX para o século XX e, ao nível iconográfico, a mudança de Regime.
Neste último sentido, constatam-se alterações temáticas na apologia do novo poder e de personalidades emergentes da vida política, mas identificam-se, em simultâneo, permanências de determinados tipos de representação, de carácter historicista e evocativo, integradas numa tentativa de definir em cerâmica um imaginário nacional.
Mais informações em http://mnazulejo.imc-ip.pt/
Local: Museu da Música, Lisboa
Inauguração: 21 de outubro de 2010, 18H30
Período de Exibição: 22 de Outubro de 2010 a 26 de Fevereiro 2011
Comissária: Ana Paula Tudela
Integrada nas Comemorações do Centenário da República, a exposição expressa uma tentativa de reflectir sobre diferentes temas, pessoas e perspectivas, históricas e musicais, que envolvem a I República na esfera da génese do Museu, destacando-se a figura de Michel'Angelo Lambertini, a colecção de Alfredo Keil e o papel de José Relvas.
O Museu presta, assim, uma atenção especial a este momento histórico, do qual partiu para fazer uma reflexão crítica sobre a própria existência e o grau de cumprimento da missão até ao presente momento, em particular numa altura em que se volta a discutir o futuro.
Mais informações em http://www.museudamusica.imc-ip.pt/
Local: Fórum Luís de Camões, Brandoa
Inauguração: 22 de Outubro, 18H30
Período de Exibição: 22 de Outubro a 7 de Novembro 2010
Uma iniciativa da Câmara Municipal da Amadora com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
O Amadora BD descentraliza, novamente, exposições por outros equipamentos: Galeria Municipal Artur Bual, Casa Roque Gameiro, Recreios da Amadora e Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem.
Este ano haverá, ainda, exposição na Kidzania/Centro Comercial Dolce Vita Tejo.
Mais informações em http://www.amadorabd.com/