RTP+, Depois do Adeus, Fotomaton, Praça da Alegria, 5 Para a Meia-Noite, Estado do Sítio, Cinemax, 100 Segundos de Ciência Extra, Optimus Alive, Super Bock, Super Rock, Estilos de Vida, Solidariedade RTP, Teletexto,
Sugestões, Novidades RTP, Passatempos RTP, Jogos e muito mais. Siga também no Teletexto
Contactos | Feedback | Imprensa | RTP+ | Código Ética | Contrato Concessão TV & Lei da Rádio | Provedores | Conselho Opinião | Termos e Condições | Recrutamento
Museu Virtual|Estúdio Virtual | Arquivo Histórico | Centro de Documentação | Arquivo de Música Escrita | Exposição 50 Anos | Carro de Exteriores
Aplicação Android ; Aplicação iPhone/iPad; Versões móveis: m.rtp.pt e i.rtp.pt ; Widget MEO ; Widget Samsung ; Emissão RTP Mobile
O processo de acreditação para Mundial de Futebol é complexo mas curioso. Na Soccer City, assistimos a uma fila "siberiana". Tão longa quanto assustadora. Prevenimo-nos. Aquela fila em nada era comparável com a pequena e célere que encontráramos no dia anterior.
Mas é perceptível a inexperiência da África do Sul, o que não significa impreparação, para um evento desta dimensão. O funcionário que se certifica quem somos, se somos quem somos, e de onde somos, concede-nos um número escrito à mão, num pequeno papel e direcciona-nos para umas cabines de "captação de imagem". Inseri-me na fila. Vejo-o, pesado, a encerrar o computador, a dirigir-se a uma das cabines, a sentar-se. Abre um outro computador e manda-nos entrar. Reencontrei-o aí. Sorri. Sentei-me. Perguntou de onde era. Ouviu e sorriu. Ready? Tirou-me uma dramática fotografia digital para a minha credencial. Não vi, mas aposto que, após algum enfado ou aumento da fila exterior, regressou ao computador para escrever números em folhinhas de papel.
São centenas os jornalistas que se movimentam na Soccer City. Colocaram a RTP no pavilhão da América do Sul. Como se a reflexão óbvia fosse... Falam português? Ah, então deves estar perto do Brasil. Assim foi.
O refeitório tem pretensões a Torre de Babel. Almoçamos ao lado dos holandeses. Os japoneses estão atrás de nós, repletos de gadgets informáticos. Dizemos hola aos espanhóis.
Estive, talvez por isso, atenta ao jornalismo que por aqui se faz. E surpreendeu ver o correspondente sul-africano no Zimbabue, vestido dos pés à cabeça com o equipamento da selecção da África do Sul, enrolado num cachecol com as cores da bandeira... Isto, afinal, ainda acontece. Tenho grandes reservas sobre a intervenção de jornalistas em demonstrações de apoio às selecções nacionais. Pensei seriamente na questão. África do Sul, à imagem de Portugal, é um país de imigração. Temos fortes comunidades estrangeiras. Brasileiros, Angolanos, Moçambicanos, Russos, Ucranianos... sou jornalista para todos eles. Para todos aqueles que me ouvem, que me vêem, em Portugal ou através da RTP Internacional, devo-lhes isenção e imparcialidade. Devo-lhes a minha honestidade. Na verdade, como jornalista, tenho essa obrigação deontológica. A minha missão é informar. Apoiar algo que é ambivalente, que não é generalizável, está absolutamente fora das minhas metas, quer profissionais, quer pessoais. E deveria ser para qualquer jornalista.
Mudo de canal... um directo. O repórter tem na cabeça um boné dos Bafana Bafana. Desisto...