Sociedade

Casal acusado de matar ex-deputado na Madeira julgado em novembro

Casal acusado de matar ex-deputado na Madeira julgado em novembro
O Tribunal da Comarca da Madeira agendou para 3 de novembro o início do julgamento do casal suspeito de ter matado o ex-deputado do CDS-PP/Madeira Carlos Morgado, em 2015.

Segundo a informação disponibilizada no Citius, as audiências estão marcadas para as 09:15 e as 14:00 na Instância Central, com tribunal de júri.

Segundo a informação divulgada a 30 de maio deste ano pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), o casal, um homem, de 33 anos, e a mulher, de 25 foi acusado pelas práticas dos crimes de homicídio qualificado, por especial perversidade, roubo e profanação de cadáver.

A mesma nota indicava que a vítima, um "professor reformado e ex-deputado regional, foi atraída pelo casal de arguidos a uma residencial no Funchal, local aonde a manietaram e obtiveram, com recurso a violência física, o código do cartão multibanco, o que permitiu aos arguidos procederem a vários levantamentos da respetiva conta bancária".

Acrescentava que os arguidos assassinaram Carlos Morgado por estrangulamento e "desmembraram o cadáver a fim de retirarem o corpo" do local do crime "e procederem ao seu enterramento num terreno agrícola".

Informações policiais indicaram na altura que o corpo do ex-deputado foi encontrado em novembro do ano passado, num terreno baldio, na freguesia do Imaculado Coração de Maria, junto a residências nos arredores do Funchal.

Carlos Morgado estava dado oficialmente como desaparecido desde 1 de março de 2015, após o alerta dado pelos familiares do ex-deputado. O seu carro foi encontrado estacionado junto de uma das grandes superfícies comerciais do Funchal.

A vítima residia no concelho da Ribeira Brava, ocupou o lugar de deputado na Assembleia Legislativa da Madeira em substituição de José Manuel Rodrigues - quando este foi eleito para a Assembleia da República -, passando a independente antes de deixar o parlamento, no final de 2012.

O casal foi detido e está em prisão preventiva desde 28 de novembro.


C/Lusa