Antigo médico de Wiggins considera suspeitas as isenções de uso terapêutico dadas ao britânico

| Ciclismo

Um antigo médico de Bradley Wiggins mostrou-se hoje surpreso pelas isenções de uso terapêutico (TUE) atribuídas ao ciclista britânico antes de três grandes Voltas, considerando a coincidência estranha.

"Somos obrigados a pensar que é uma enorme coincidência que uma grande dose intramuscular de corticoides seja necessária precisamente antes da maior corrida da época. A esta distância, diria que não parece bem, que não parece correto desde uma perspetiva clínica e desportiva", argumentou à BBC Prentice Steffen, que era o médico da Garmin Slipstream em 2009, quando Wiggins foi quarto no Tour, antes de se mudar para a Sky.

O médico assumiu ter ficado surpreso quando teve acesso ao historial clínico do cinco vezes campeão olímpico, publicado pelo grupo de piratas informáticos russo conhecido como 'Fancy Bears', que indica que o britânico recorreu a corticoides antes do início do Tour2012, que venceu, assim como do Tou2011 e do Giro2013.

Wiggins já se defendeu, em comunicado, explicando que foi autorizado a receber injeções intramusculares de triancinolona no âmbito de um tratamento à asma.

A 13 de setembro, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) informou que um grupo russo de piratas informáticos, conhecido como 'Fancy Bears' ou 'Tsar Team', acedeu ilegalmente à base de dados do sistema de administração e gestão antidopagem (ADAMS) da agência, criado para seguir os controlos feitos aos atletas.

O ataque informático, que levou o ministro russo dos Desportos, Vitaly Mutko, a negar qualquer envolvimento do seu governo, terá sido feito através de uma conta do Comité Olímpico Internacional (COI), criada a propósito dos Jogos Rio2016.

De acordo com a AMA, o grupo acedeu a informação de desportistas, incluindo a dados médicos confidenciais, tais como isenções por uso terapêutico de medicamentos nos Jogos do Rio2016, autorizadas por federações internacionais e organizações nacionais antidopagem.

O nome de Wiggins, o primeiro britânico a vencer a Volta a França, era um dos integrantes da segunda lista de desportistas, na qual também se encontrava o seu compatriota Chris Froome, tricampeão do Tour (2013, 2015 e 2016).



AMG // JP

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