Costa, Oliveira, Cardoso e Mendes vão representar Portugal no ciclismo de estrada

| Ciclismo

Rui Costa, antigo campeão do mundo, é figura de proa do ciclismo português
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Rui Costa, Nelson Oliveira, André Cardoso e o recém-coroado campeão nacional José Mendes são os eleitos para representar Portugal nas provas de estrada dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, anunciou esta segunda-feira a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

“Portugal vai participar na corrida de fundo dos Jogos Olímpicos com uma equipa experiente, que terá a missão de apoiar o chefe de fila, Rui Costa. A aposta para o contrarrelógio recai sobre Nelson Oliveira”, pode ler-se no comunicado da FPC.

O selecionador nacional, José Poeira, escolheu três corredores - André Cardoso (Cannondale), Nelson Oliveira (Movistar) e Rui Costa (Lampre-Merida) - que já sabem o que é competir no mais importante evento desportivo global e o estreante José Mendes (Bora-Argon 18).

O quarteto vai competir na prova de fundo, a 06 de agosto, e Nelson Oliveira terá ainda a incumbência de representar Portugal no contrarrelógio, quatro dias mais tarde.

“O ciclismo é das modalidades mais competitivas de todas, pratica-se em todo o Mundo e praticamente todos os países têm atletas de eleição. Além disso, estaremos numa corrida muito difícil de controlar, pois as seleções mais representadas têm apenas cinco corredores. O resultado é muito imprevisível, mas iremos trabalhar para estar na discussão da corrida”, prometeu Poeira.

O selecionador nacional explicou que a escolha dos quatro ciclistas para a prova de fundo obedeceu a uma aposta assumida em Rui Costa, campeão do Mundo em 2013.

“É um corredor de grande classe, que já deu mostras de poder conquistar grandes vitórias a nível internacional. Tem toda a nossa confiança e a equipa foi construída tendo em mente os vários momentos da corrida e os diferentes tipos de trabalho que será necessário desenvolver para que o nosso chefe de fila esteja em condições de bater-se com os melhores”, assumiu.

José Poeira já reconheceu o percurso do contrarrelógio e da prova de fundo e ficou satisfeito com o que viu no Rio de Janeiro.

“A corrida de fundo é como se fosse uma etapa de montanha muito extensa”, diz o selecionador, que espera que a verdadeira triagem de valores aconteça nos últimos 80 quilómetros: “quem tiver aspirações precisa de estar bem colocado desde a entrada neste troço final, feito num circuito duro e sinuoso. O pelotão irá ficar reduzido com a passagem dos quilómetros e aquilo que restar do grupo tanto poderá partir a subir como a descer”.

O selecionador considerou ainda que o percurso do contrarrelógio favorece o português da Movistar, que recentemente conquistou o seu terceiro título nacional consecutivo na especialidade.

“Tem zonas planas, onde se desenvolvem grandes andamentos e se atingem velocidades elevadas, mas também subidas onde os roladores mais fortes sentirão dificuldades. Penso que se enquadra nas caraterísticas dos contrarrelogistas portugueses. Tenho pena que só tenhamos apurado um elemento para o contrarrelógio”, concluiu José Poeira.

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