1.º Fórum do Património quer alternativa estratégica a abordagem "economicista"

| Cultura

O 1.º Fórum do Património, que vai decorrer em abril, em Lisboa, anunciou hoje que quer criar uma "alternativa estratégica à abordagem demasiado economicista que vigora em relação ao património cultural".

Esta intenção foi hoje manifestada em conferência de imprensa, no Centro Nacional de Cultura (CNC), por Vítor Cóias, do Gecorpa - Grémio do Património, coordenador e um dos cinco organizadores do evento, presentes no anúncio do Fórum.

O responsável indicou que, no final desse Fórum, será produzida uma declaração final com um conjunto de princípios estratégicos para entregar aos decisores políticos, mas colocam a hipótese de fazer outras iniciativas, como pedir audiências aos grupos parlamentares, organizar manifestações e interpor providências cautelares, quando considerarem que estão a ser "cometidos erros graves" no setor.

"A forma como estamos a tratar o nosso património impede a sua utilização sustentável", afirmou o responsável na conferência de imprensa, apontando genericamente "falhas na legislação" e a "atitude predatória no setor imobiliário", como alguns dos fatores negativos.

Da comissão organizadora fazem ainda parte a Associação Portuguesa das Casas Antigas, a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, a Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial e a Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património, sob a égide do ICOMOS - Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios.

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Monumentos, Urbana, Vítor Cóias,

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