Almada, Ana Hatherly e inéditos de Manuela Marques na Gulbenkian este ano

| Cultura

Uma retrospetiva dedicada a Almada Negreiros, trabalhos de Ana Hatherly relacionados com o Barroco, e fotografias inéditas de Manuela Marques são algumas das exposições previstas na temporada deste ano da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

De acordo com a nova programação, "José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno" abre ao público a 03 fevereiro, cerca de um quarto de século depois da última grande exposição dedicada ao artista.

Trata-se de uma retrospetiva que vai reunir mais de 400 trabalhos, muitos dos quais inéditos, que "refletem a inesgotável energia criativa de um autor que se expressou numa imensidade de linguagens", recorda a Gulbenkian.

Almada Negreiros (1893-1970) deixou uma vasta obra de pintura, desenho, teatro, dança, romance, contos, conferências, ensaios, livros manuscritos ilustrados, poesia, narrativa gráfica, pintura mural e artes gráficas.

A exposição, com curadoria de Mariana Pinto dos Santos e Ana Vasconcelos, será acompanhada por um programa educativo e cultural nos espaços da fundação, e em outras instituições como a Cinemateca Portuguesa.

Em março, segue-se "Versailles: La face cachée du soleil/A face escondida do sol", uma exposição de fotografia de Manuela Marques - vencedora do Prémio Novo Banco Photo 2011 - artista luso descendente que vive e trabalha em Paris, e que apresenta uma série inédita de fotografias realizadas durante dois anos no Palácio de Versalhes.

As fotografias desta exposição, com curadoria de João Carvalho Dias e Nuno Vassalo e Silva, vão entrar em diálogo com obras da coleção de Calouste Gulbenkian que têm como origem ou como contexto histórico, ainda que alargado, o Palácio de Versalhes.

"Ana Hatherly e o Barroco" abre em outubro para cruzar as duas coleções da Gulbenkian - a do fundador e a moderna - a partir do acervo de obras da artista Ana Hatherly (1929-2015) na Coleção Moderna, e da relação e interesse da artista pelo Barroco, nomeadamente no campo da literatura.

A exposição, com curadoria de Paulo Pires do Vale e Nuno Vassalo e Silva, contará ainda com obras de outras coleções portuguesas.

Ainda em março continua a terceira e última parte da exposição "Portugal em Flagrante", focada nas obras de escultura e instalação da Coleção Moderna da Gulbenkian.

Na mesma altura abre uma exposição de Támas Kaszás, 40 anos, segundo a Gulbenkian, um artista húngaro com uma crescente afirmação internacional, que desenvolve trabalho na área da instalação, em torno de temas como a ecologia, a imaginação ecológica e a tecnologia e o futuro.

Em junho, abre "Emily Wardill. No Trace of Accelarator", artista contemporânea britânica nascida em 1977, a viver e a trabalhar em Lisboa desde 2012, com trabalhos recentes em filme e escultura, e "Helmut Federle e a Cerâmica Islâmica Abstrata" irá mostrar um diálogo entre as pinturas abstratas de grande escala do artista suíço, nascido em 1944, e o núcleo de cerâmicas da coleção do fundador.

A exposição de verão da Gulbenkian, na sede, abre a 14 de julho, com curadoria da diretora, Penelope Curtis, sob o título "The Very Impress of the Objet", combinando trabalhos antigos e recentes sobre a relação entre escultura, filme e fotografia.

A artista suíça Marie José Burki, nascida em 1961, será alvo de uma exposição em setembro - em parceria com o CentrePasquArt/Centre d`art, Faubourg du Lac, na Suiça - com um conjunto de trabalhos recentes.

"Do Outro Lado do Espelho" é o título da exposição de inverno da Gulbenkian, prevista para abrir ao público a 27 de outubro, resultado de um projeto sobre o tema do espelho na pintura, tratado através dos temas da identidade, alegoria, vanitas, auto- conhecimento, narrativa e pintura.

Esta exposição - com curadoria de Maria Rosa Figueiredo e Leonor Nazaré - vai contar com um conjunto significativo de empréstimos a instituições internacionais e de obras oriundas de coleções museológicas nacionais, nomeadamente das próprias coleções do Museu Calouste Gulbenkian.

Para dezembro, está ainda prevista a inauguração de "O Olho Zoomórfico", de Mariana Silva, artista portuguesa de 34 anos, que, em 2015, foi prémio novos Artistas EDP e realizou em 2016 uma residência artística na Gasworks de Londres, sendo esta a primeira exposição individual em contexto museológico ou institucional.

Tópicos:

Coleção Moderna, Figueiredo, Hatherly, Lac, Pires, Trace, Támas Kaszás, Versalhes,

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