Arqueólogos israelitas desenterram tesouro romano

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Quase dois mil anos após ter sido escondido sob um metro de terra, um tesouro romano acaba de ser desenterrado no jardim de uma casa a Sudoeste de Jerusalém por arqueólogos israelitas. São centena e meia de moedas romanas datadas de entre 54 e 117 da nossa era e joalharia com pedras preciosas. Talvez o pecúlio de uma família em fuga durante a Revolta de Bar Kokhba (132–136 da nossa era), sugere a equipa no terreno.

Do tesouro constam 140 moedas datadas entre 54 e 117 da era corrente, cunhadas nos reinados de Nero (imperador de 54 a 68), Nerva (96 a 98) e Trajano (98 a 117), dois recipientes em prata - seriam usados para guardar remédios ou cosméticos -, um brinco de ouro em forma de flor e um anel também de ouro cravejado com uma pedra preciosa vermelha gravada com a figura de uma mulher com asas.Um tesouro “extraordinário”, foi assim que a Autoridade para as Antiguidades de Israel classificou a descoberta em Kiryat Gat, a Sudoeste de Jerusalém. Da descoberta constam 140 moedas e jóias em ouro incrustadas com pedras preciosas.

As peças foram arrancadas do que seria o jardim de uma casa ainda com vestígios de tecido em que terão sido embrulhados. Em redor, a equipa encontraria os vestígios da habitação romana.

“Nos jardins da casa encontrámos um buraco que foi escavado e tapado de novo. Começámos a escavar e um metro depois encontrámos as peças”, indicou Saar Ganor, da Autoridade para as Antiguidades, explicando que depois de puxarem a descoberta, “as moedas saltaram para fora, e isso foi um momento espantoso”. Revolta de Bar Kokhba (132-136)

Também chamada de Terceira Guerra Romano-Judaica, a Revolta de Bar Kokhba – liderada por Simon Bar Kokhba, aclamado como Messias - foi a última grande convulsão dos judeus contra o domínio romano na Judeia. A guerra permitiu constituir um Estado de Israel independente das outras regiões subjugadas, até que a rebelião sucumbiu face às investidas das Legiões Romanas.


As moedas estão datadas entre o ano de 54 e 117 da era corrente, cunhadas durante os reinados dos imperadores Nero (imperador de 54 a 68), Nerva (96 a 98) e Trajano (98 a 117), facto que permitiu situar a descoberta de forma mais precisa.

“As moedas mostram num dos lados imagens dos imperadores e com cenas do culto imperial, símbolos de camaradagem e deuses do Panteão Romano do outro”, explicou Amil Eljam, o arqueólogo que chefiou as equipas de escavação.

Numa primeira análise, e face aos vestígios de tecido, estes especialistas acreditam que as peças foram embrulhadas e escondidas à pressa, talvez por alguém “que planeava regressar para as recuperar e nunca chegou a fazê-lo”. Um episódio que aponta para o período da Revolta de Bar Kokhba.

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