Interesse da Índia em aderir à CPLP mostra importância do bloco

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O diretor executivo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) considerou, na terça-feira, na cidade da Praia, que o interesse da Índia em aderir à CPLP mostra o amadurecimento, importância e o crescimento que o bloco vai tendo internacionalmente.

"É um termómetro para este crescimento. Isso para nós é uma grande felicidade", afirmou Gilvan Muller de Oliveira, que espera contar com a adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP já na cimeira de chefes de Estado e de Governo de Díli, Timor Leste, marcada para o próximo mês de julho.

"Isso vai trazer imediatamente uma comissão equato-guineense para o IILP. Também haverá contribuições financeiras, no que diz respeito ao alargamento do espaço geográfico, além da novidade que são os planos de ação dos observadores", enumerou.

Gilvan Muller dá conta ainda do interesse da Turquia em ser observadora da CPLP e disse que é mais uma forma de dar ao cidadão de língua portuguesa maiores condições de circulação internacional, maior acesso à informação diversificada, maior amplitude em termos continentais e da própria língua.

Quem também ficou agradado com a ideia, apesar de ainda não ter qualquer informação oficial, foi o Secretário Executivo da CPLP, Murade Murargy, que disse que será uma forma de os oito Estados-membros da comunidade terem mais influência nesses países, divulgar a língua portuguesa e os valores culturais.

O investigador do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, Constantino Xavier, defendeu que a Índia tem "interesse" em aderir à CPLP, explicando que os oito países são importantes para os interesses económicos indianos, dos recursos energéticos ao comércio, mas também em questões de segurança no Oceano Índico.

O estatuto de observador da CPLP foi criado na II Cimeira de chefes de Estado e do Governo, que aconteceu na Cidade da Praia, em Julho de 1998.

Os observadores associados beneficiarão dessa qualidade a título permanente e poderão participar, sem direito a voto, nas cimeiras de chefes de Estado e de Governo, bem como no Conselho de Ministros.

Guiné-Equatorial, Senegal e Ilhas Maurícias são, neste momento, os três observadores associados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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