Manuel António Pina vai ser homenageado em Santo Tirso

| Cultura

A próxima edição de "A poesia está na rua", que decorre anualmente em Santo Tirso, será dedicada ao poeta Manuel António Pina, que morreu na sexta-feira, anunciou hoje a Câmara local, organizadora do evento.

O poeta já havia sido a figura central da terceira edição deste evento, que decorreu em março de 2006, tendo cabido ao ensaísta Eduardo Prado Coelho, também já falecido, a tarefa de apresentar a obra e a vida do escritor.

Ao tomar conhecimento da morte de Manuel António Pina, a autarquia decidiu apresentar os pêsames à família do poeta e anunciar, em comunicado, a decisão de que oitava edição de "A poesia está na rua", a decorrer no mês de março, prestará tributo à vida e obra do poeta, escritor e cronista.

"A poesia está na rua" é um evento anual promovido, desde 2004, pela Câmara Municipal de Santo Tirso, com "o objetivo de dar uma expressão festiva à poesia, fazendo-a comungar da vida comunitária do concelho". Durante um mês, os agentes culturais do concelho promovem a ideia de tirar a poesia dos lugares convencionais, trazendo-a para a rua. No âmbito desta iniciativa, todos os anos é homenageado um poeta português, tendo sido Vasco Graça Moura a figura escolhida este ano.

Manuel António Pina nasceu no Sabugal em 1943 e morreu na sexta-feira, no Hospital de Santo António, no Porto.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, Manuel António Pina foi jornalista do Jornal de Notícias entre 1971 e 2001, assinando posteriormente uma coluna na última página deste diário do Porto.

Foi autor de poesia, ficção, crónica, literatura infantil e de duas dezenas de peças de teatro. A sua obra valeu-lhe o Prémio Pessoa em 2011.

Tópicos:

Câa, Sabugal, Tirso,

A informação mais vista

+ Em Foco

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Doze meses depois da eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, com Donald Trump ao leme da Casa Branca, os Estados Unidos mudaram. E o mundo afigura-se agora mais perigoso.

        Uma caricatura do mundo em que vivemos.