Plural Editores, do grupo Porto Editora, apresenta novos dicionários em Angola

| Cultura

A editora angolana Plural Editores, que tem como principal accionista o grupo português Porto Editora, apresentou em Luanda quatro novas colecções de dicionários, que têm a particularidade de incluir palavras específicas do português falado em Angola.

"Os dicionários estão perfeitamente adequados à realidade angolana, contendo milhares de africanismos e angolanismos, como `candongueiro`, `moqueca` ou `funje`, palavras que integram o léxico português falado em Angola", salientou uma fonte da editora.

A Plural Editores, que iniciou oficialmente a sua actividade no início de Novembro, lançou agora no mercado angolano oito novos dicionários dedicados às línguas portuguesa e inglesa.

OS dicionários, já disponíveis nas principais livrarias de Angola, estão organizados em quatro colecções, que se destinam a "diferentes públicos e necessidades".

A Colecção Plural, que é a edição de maior prestígio, que visa responder às exigências de uso profissional e quotidiano, inclui os dicionários de Língua Portuguesa, Português/Inglês e Inglês/Português.

Para os primeiros anos de escolaridade, a Plural Editores criou a Colecção Básico, com o Dicionário Básico de Língua Portuguesa, enquanto os anos mais avançados dispõem da denominada Colecção Escolar, que inclui o Dicionário Escolar de Língua Portuguesa e o Dicionário Escolar Inglês-Português/Português-Inglês.

A editora lançou ainda a Colecção Mini, para quem prefere dicionários de bolso, nas versões de Língua Portuguesa e Inglês- Português/Português-Inglês.

A Plural Editores, que tem como lema `Especialistas em Educação`, é uma empresa de direito angolano em que o grupo português Porto Editora possui uma participação de 49 por cento no capital, estando os restantes 51 por cento distribuídos por vários accionistas angolanos.

A criação desta editora é o reflexo da forte presença que a Porto Editora mantém há várias décadas em Angola, que remonta a antes da independência do país, altura em que enviava para Luanda os manuais escolares, que eram idênticos aos utilizados nas escolas portuguesas.

Esta actividade sofreu uma paragem nos anos seguintes à independência, sendo depois retomada quando as autoridades angolanas levantaram a proibição à importação de livros.

Nos últimos anos, a Porto Editora voltou a exportar material para Angola, especialmente dicionários, tendo agora avançado para a criação de uma editora local na sequência do fim do conflito armado e da consequente estabilidade do país.

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