Poetas abrem festival vanguardista DizSonante na Guarda

| Cultura

As performances "Passagem", de Alberto Pimenta, e "Disección Poética en Público", da poetisa espanhola Marina Oroza, abrem quinta-feira a edição deste ano do Festival DizSonante no Teatro Municipal da Guarda.

Considerado o "mais vanguardista dos festivais do TMG", DizSonante [sound poetry. sound art. performance.

spoken word. oralidades], prolonga-se até 02 de Dezembro, contemplando um total de cinco espectáculos.

Segundo o director artístico do TMG, Américo Rodrigues, trata-se de um festival "assumidamente de vanguarda" único no país.

"É um festival diferente de tudo o que se realiza em Portugal, não há outro parecido com este", garante o responsável.

O festival abre com as performances de Alberto Pimenta e Marina Oroza, às 21.30, no pequeno auditório do TMG.

O poeta Alberto Pimenta é apelidado de "experimentalista", mas já explicou que rejeita a combinação de estética e programática de correntes, refere o TMG.

"Uma das principais marcas da sua obra poética consiste, porventura, em sacralizar o profano e vice-versa", esclarece.

A espanhola Marina Oroza é poetisa, performer e actriz e colabora com grupos de acção poética, artistas visuais e músicos.

"Na sua trajectória - informa o TMG - tem desenvolvido trabalhos de investigação como poetisa sonora".

No dia 01 de Dezembro, às 21.30, Ana Deus, dos projectos Ban e Três Tristes Tigres, apresenta a produção "Rumor", a solo, onde só a voz se faz ouvir.

"Com a ajuda de pedais - descreve o TMG -, (Ana Deus) cria texturas e ritmos sobre os quais vai criando e recriando temas", de Alberto Pimenta, Ernesto Melo e Castro, Daniel Faria, Fausto, José Mário Branco e Regina Guimarães, entre outros.

Os vídeos utilizados em "Rumor" são de Amarante Abramovici e os desenhos de Paulo Ansiães Monteiro.

No último dia do DizSonante, actuam Uno Duo Trio (Paulo Maria Rodrigues, Luís Miguel Girão e Rolf Gehlhaar) com a performance "Cyberlieder" e a espanhola Maria Durán, que apresenta "Cuisine Concrète", espectáculo baseado em sons "cozinhados" com a ajuda de fogões e microfones.

"CyberLieder" é uma composição resultante da colaboração de Paulo Maria Rodrigues, Luís Miguel Girão e Rolf Gehlhaar.

"Os diferentes ingredientes utilizados (fogões e microfones, juntos mas não mexidos) dão a possibilidade, ao cozinheiro e ao seu ajudante, de maturar uma obra feita de alimentos e de tecnologia, sendo para isso imprescindível, num meio activo e não pré-cozinhado, a qualidade de uns e a fiabilidade e o `savoir-faire` de outros", lê-se numa nota sobre o espectáculo.

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