APED leva 3.ª feira a Bruxelas "bom exemplo" de cooperação entre produção e distribuição

| Economia

A diretora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) leva terça-feira a Bruxelas os "muitos bons exemplos" nacionais de boas práticas na cadeia agroalimentar, onde garante haver uma crescente "aproximação entre a produção e a distribuição".

Em declarações à agência Lusa, Ana Isabel Trigo de Morais adiantou que irá participar no `workshop` "Relações ao longo da cadeia agroalimentar", promovido no Parlamento Europeu pela eurodeputada portuguesa Maria do Céu Patrão Neves, para mostrar "o que se faz bem em Portugal" a este nível.

No seminário, destacou, participarão "muitos deputados do parlamento europeu com responsabilidade na área alimentar".

"O que a APED leva para este `workshop` é um exemplo daquilo que se faz bem em Portugal e dos compromissos que o setor tem no mercado nacional e que assentam em dois pilares principais: responder às necessidades do consumidor e dar preferência aos produtos e produtores nacionais", afirmou Isabel Trigo de Morais.

Considerando que Portugal tem "muitos bons exemplos para mostrar" e "cartas a dar nesta matéria", a diretora da APED recordou as cada vez mais frequentes iniciativas de "aproximação" entre a produção e a distribuição agroalimentar, que "podem ser seguidas noutros mercados".

Como consequência, destacou, nos últimos anos as várias insígnias da distribuição "têm conseguido fortalecer a sua estratégia de compra nacional": em 2011, 98 por cento das aves vendidas pelas empresas associadas da APED tinham origem nacional, o mesmo acontecendo com 95 por cento das carnes de suíno, 91 por cento dos queijos, 82 por cento da fruta e 81 por cento da carne de bovino.

Algo que, frisou, "é um resultado conjunto [do trabalho desenvolvido pelas] insígnias da distribuição com o setor da produção", que a APED diz ter "também evoluído muito nas suas relações comerciais e de fornecimento à grande distribuição".

Segundo salientou, esta integração entre produção e distribuição tem também "gerado frutos" a nível da internacionalização, "fazendo com que as pequenas e médias empresas do setor agroalimentar em Portugal tenham passado a colocar produtos seus noutros mercados".

Ainda assim, a responsável admite que o setor enfrenta atualmente "uma conjuntura muito difícil" que coloca, nomeadamente os produtores, "debaixo de enormes dificuldades": "O setor da produção tem estado sujeito a fatores que têm tornado muito difícil o seu trabalho e esses problemas começam a montante da cadeia, com as crises da variação do preço dos alimentos para animais, os elevadíssimos custos de contexto e a carga fiscal muitas vezes difícil de suportar", considerou.

Contudo, disse, o consumidor português está "cada vez mais sensível à compra do produto nacional" e, reconhecendo-se os problemas mútuos, "cada um com o seu papel na cadeia agroalimentar tem desafios a ultrapassar".

"Existe a preocupação de, com diálogo, transparência e reconhecimento dos problemas que temos para resolver, continuar este caminho de evolução para uma relação o mais equilibrada possível entre os vários atores desta cadeia", sustentou, garantindo que quer a APED, "institucionalmente", quer os seus associados, "nas suas estratégias específicas", têm trabalhado neste sentido.

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Agroalimentar APED, Bruxelas, Isabel Trigo,

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