Autarca de Alijó diz que região não pode perder milhões de euros de investimento da barragem

| Economia

O presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo, afirmou hoje que o vale do Tua não pode perder os milhões de euros de investimento decorrentes da construção da Barragem de Foz Tua.

A polémica à volta da construção da Barragem de Foz Tua teve hoje um novo episódio, quando o jornal Público noticiou que o Comité do Património Mundial da UNESCO vai exigir, numa reunião em junho, a paragem imediata das obras de construção da Barragem de Foz Tua e quer uma análise à situação da área de paisagem classificada do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial.

Em reação a esta notícia, Artur Cascarejo afirmou que a região precisa, "como de pão para a boca", do investimento decorrente da construção do empreendimento.

"Não me quer passar sequer pela cabeça que seja possível que o país queira deitar fora estes milhões de investimento numa região com grandes dificuldades sociais e económicas", frisou.

Ainda por cima, acrescentou, "numa altura em que não há estas fontes de financiamento para lado nenhum".

É que, para além do emprego direto, do aumento da taxa de ocupação dos alojamentos e da restauração, criados durante o período de obra, "pela primeira vez um empreendimento do género vem acompanhado de um projeto integrado de desenvolvimento regional".

Artur Cascarejo preside também à Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua, que disporá de milhões de euros para investir neste território.

"Nem nos passa pela cabeça que depois de todo este trabalho e depois de todo este investimento haja aqui uma marcha atrás no processo", frisou.

O autarca socialista acredita que a barragem "é perfeitamente compatível com a classificação do Alto Douro Vinhateiro (ADV) e lembrou que, apenas cerca de 99 por cento do empreendimento está fora da área classificada.

A Barragem do Tua e respetiva albufeira localizam-se em 99,99 por cento fora do ADV. A central e a subestação do empreendimento localizam-se dentro da área classificada do património, que abrange um total de 24.600 hectares.

A área de implantação desses órgãos afeta 2,9 hectares, o que corresponde a 0,00012 por cento da superfície total do território classificado.

O projeto da central foi entregue ao arquiteto Souto Mouro, a quem caberá compatibilizar a estrutura com a paisagem.

O Ministério do Ambiente garantiu hoje que a classificação do Alto Douro Vinhateiro como património mundial não está ameaçada devido às obras da barragem do Tua e adiantou que vai ser preparado um relatório para responder às dúvidas da UNESCO.

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