Bruxelas revê em ligeira alta ritmo da retoma económica na Europa

| Economia

A Comissão Europeia reviu hoje em alta as previsões de retoma da economia europeia, projetando crescimentos de 1,5% na União Europeia e de 1,2% na zona euro, que vão acelerar para 2,0 e 1,8% em 2015.

Nas previsões de inverno hoje divulgadas, o executivo comunitário prevê "a continuação da retoma económica na maioria dos Estados-membros e na União Europeia [UE] como um todo", apontando que, depois da saída da recessão na primavera de 2013 e de três trimestres consecutivos de um crescimento muito ténue, o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer de uma forma mais consistente em 2014 e 2015.

Os valores agora projetados por Bruxelas encontram-se ligeiramente acima daqueles antecipados em novembro passado, por ocasião das previsões de outono publicadas a 05 de novembro passado, que projetavam crescimentos de 1,4% e 1,1% na UE e zona euro para este ano, e de 1,9% e 1,7% em 2015, respetivamente, "acrescentando" assim uma décima a cada projeção.

"A retoma está a ganhar terreno na Europa, depois de um regresso ao crescimento em meados do ano passado. O fortalecimento da procura interna este ano deverá ajudar-nos a alcançar um crescimento mais equilibrado e mais sustentável. O reequilíbrio da economia europeia está a progredir e a competitividade externa a melhorar, particularmente nos países mais vulneráveis", comentou o comissário europeu dos Assuntos Económicos.

Olli Rehn advertiu, todavia, que "o pior da crise pode estar para trás, mas tal não é um convite para ser complacente, uma vez que a retoma é ainda modesta".

"Para consolidar a retoma e criar mais empregos, precisamos de continuar no caminho das reformas económicas", disse.

A Comissão considera também que os riscos, como uma nova perda de confiança, estão agora mais equilibrados do que no outono passado, e "arrisca" mesmo que a retoma até pode ser mais forte que o esperado, o que aconteceria no caso do "risco positivo" de serem levados a cabo mais reformas estruturais, o que poderia estimular o crescimento, designadamente através do investimento, e a capacidade do setor bancário para conceder empréstimos.

Segundo Bruxelas, a consolidação orçamental também está a produzir resultados, com os défices a continuarem a descer, devendo cair em média para os 2,7% na UE e 2,6% no espaço monetário único.

A nível do desemprego, Bruxelas não é tão otimista, admitindo que continuará a níveis muito elevados, apenas com ligeiros recuos, estimando que, no conjunto da UE, recue para os 10,7% em 2014 e 10,4% em 2015 (depois dos 10,9% em 2013), e na zona euro abrande para os 12% este ano e 11,7% no próximo (contra 12,1% no ano passado).

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