Confederação de Serviços quer escolas financiadas em função da empregabilidade dos cursos

| Economia

A Confederação de Serviços de Portugal (CSP) propôs ao Governo que o financiamento das instituições de Ensino seja indexado à empregabilidade e não somente à quantidade de alunos, disse hoje o secretário-geral daquela estrutura, Gonçalo Lage.

No âmbito de um conjunto de dez medidas para apoio à Educação/Formação, que propôs aos ministérios da Educação e da Economia, bem como ao gabinete do primeiro-ministro, a CSP defendeu também a criação de um Observatório para a Empregabilidade das Universidades e Cursos, que permita perceber o prazo médio para obtenção de primeiro emprego pelos recém-formados.

"A criação de um índice de empregabilidade credível, por área de ensino e por instituição de ensino, é hoje uma necessidade premente", considera a confederação, acrescentando que o observatório "é determinante para a transparência e concorrência saudável entre universidades".

Tendo em conta a "inconstância social e laboral dos agregados familiares", a confederação propõe, por outro lado, que as bolsas de estudo, que atualmente obrigam a uma candidatura na generalidade entre os meses de julho e setembro", se possam pedir durante o ano inteiro.

O pacote preconiza a adequação do Ensino Técnico Profissional à realidade do país, "focado na necessidade do mercado de trabalho e não apenas na necessidade de conclusão de um nível de ensino".

A outro nível, defende-se o estímulo do empreendedorismo no processo formativo e a dinamização de `spin-offs` nas universidades.

"A dinamização de `spin-offs` poderá ser beneficiada, se for permitido a estas participarem no capital das empresas a criar, seja em espécie seja a nível financeiro, embora com limites", acentua a CSP.

Ao preconizar a obrigatoriedade de as universidades adquirirem receitas próprias, "seja através de estudos, seja através de patrocínios e investigação ou outras formas", a confederação defende que estas receitas "devem ser estimuladas e não cativadas no âmbito do Orçamento de Estado, pois permitirão reforçar a competitividade entre instituições, ao mesmo tempo que se premeia a proatividade na obtenção destas receitas".

Beneficiar bolseiros de ação social que sejam simultaneamente trabalhadores-estudantes e obrigar os pais de a participarem em reuniões de acompanhamento, são outras medidas propostas.

O secretário-geral da CSP adiantou, entretanto, que o gabinete de estudos da confederação está a preparar um conjunto de propostas para nove outras áreas, a divulgar à razão de uma por mês.

A próxima, adiantou Gonçalo Lage, incide sobre o Orçamento de Estado para 2013.

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