Empresários investem em Nelas para produzir maçã que chega mais cedo ao mercado

| Economia

Mais de 500 mil euros vão ser investidos em 16 hectares do concelho de Nelas para produzir maçãs das variedades gala e golden, que chegarão mais cedo ao mercado, disse hoje à agência Lusa fonte da autarquia.

A vereadora da Câmara de Nelas Sofia Relvas explicou à agência Lusa que dois empresários agrícolas (que já têm explorações de maçã de montanha em Armamar e Moimenta da Beira) identificaram "um microclima nesta área de 16 hectares, situada no alto de Vilar Seco, que vai permitir ganhos de produtividade muito interessantes".

"Vão conseguir produzir estas duas variedades de maçã num período de tempo mais acelerado, 30 dias antes, o que lhes vai dar ganhos de quota de mercado muito interessantes", frisou.

Por outro lado, "os custos de frio serão bastante mais reduzidos, porque não vai ser preciso ter a maçã tanto tempo a aguardar para ser escoada, uma vez que será produzida numa altura em que o mercado não tem uma grande oferta para satisfazer as necessidades", acrescentou.

Está prevista a criação de 16 postos de trabalho fixos, para o pomar e para as câmaras frigoríficas, que poderão duplicar na época da colheita da maçã.

"Ainda que o concelho de Nelas, neste pouco mais de ano e meio, tenha tido um conjunto de investimentos privados -- sejam industriais, comerciais, da área agrícola ou da restauração -- ficamos muito satisfeitos com mais estes postos de trabalho", afirmou Sofia Relvas.

A vereadora considerou que o executivo "tem de estar permanentemente ao nível do investimento privado e criar condições favoráveis para que ele continue a crescer" e também "ao nível do investimento público e social para criar condições de qualidade de vida que façam com que estes novos empregos possam também traduzir-se em novas famílias a residir no concelho".

"Para nós é muito importante que isso aconteça, tendo em conta as dificuldades que um concelho do interior tem em termos demográficos", justificou.

A Câmara aprovou recentemente um regulamento de apoio ao investimento. Uma das medidas passa por ceder a 50 cêntimos o metro quadrado de terreno.

No caso destes empresários, foi feito um negócio entre privados, tendo a Câmara apenas cedido a este preço "uma parcela pequeníssima que estava no meio dos dois terrenos que já tinham sido comprados", onde ficarão as câmaras de frio.

 

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