Fábricas de Évora da Embraer "aquecem motores" com testes de produção e equipamentos

| Economia

As duas novas fábricas de Évora da construtora aeronáutica brasileira Embraer já estão a "aquecer os motores", tendo em curso a fase de testes dos equipamentos e da produção, revelou hoje o responsável da empresa em Portugal.

"O que está a decorrer é a fase de acertos, para os funcionários se habituarem aos equipamentos. Estamos a fazer os testes da nossa produção e dos equipamentos para, depois, começarmos a fazer efetivamente o que vamos vender", adiantou hoje Paulo Marchioto, em entrevista à Agência Lusa.

O responsável pela Embraer Portugal e diretor das fábricas construídas na cidade alentejana, designadas como "centros de excelência", prometeu que, até à inauguração, em setembro, "vão decorrer os ajustes" necessários.

"O início de produção, em termos experimentais, é o que estamos a fazer neste momento. Já há atividade nas fábricas, os funcionários estão a treinar e estamos a começar a simular montagens de componentes", disse.

Segundo Paulo Marchioto, as primeiras entregas oriundas de Évora para a Embraer no Brasil deverão acontecer "no final do ano", consistindo em componentes para o Legacy 500, um dos aviões executivos da empresa.

"Estamos muito próximos de iniciar as montagens dos primeiros conjuntos que vão ser enviados para o Brasil", avançou, embora sem revelar pormenores, nem datas concretas.

Há cerca de um mês -- no dia 12 de junho -, a Embraer promoveu uma visita às unidades industriais no parque aeronáutico de Évora, anunciando a data de 21 de setembro para inaugurar oficialmente as fábricas.

As unidades, uma de estruturas metálicas (partes de asas) e outra de materiais compósitos (componentes para caudas), iniciaram a construção em novembro de 2010, envolvendo um investimento inicial na ordem dos 180 milhões de euros.

Até final deste ano, a empresa brasileira, a terceira maior construtora aeronáutica mundial, prevê ter cerca de 100 trabalhadores em Évora e estima que esse número chegue aos 400 em 2015, ano de "velocidade de cruzeiro", embora ainda possa aumentar até aos 600, com as "expansões" previstas para o complexo.

Neste momento, precisou à Lusa Paulo Marchioto, os "centros de excelência" de Évora já têm "80 funcionários", apenas três deles brasileiros, como o próprio diretor, e os restantes portugueses.

"Os funcionários que contratámos passaram pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e 56 deles já estiveram em treino três meses no Brasil, na Embraer, acompanhados por um `padrinho`, um tutor que desempenha as mesmas funções e os orientou e avaliou", disse.

Outro grupo está, presentemente, no Brasil, acrescentou o responsável da Embraer Portugal, que está entusiasmado com o desafio das fábricas em Évora e "bastante feliz com o conhecimento" dos trabalhadores.

"Algumas pessoas tinham uma base, outras não, mas a capacitação teve um resultado acima do esperado e, por isso, temos uma confiança muito grande de que os resultados, a partir de Évora, vão surgir", afiançou.

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