Guarda desenvolve projeto para aumentar a competitividade do azeite da região

| Economia

A valorização e comercialização do azeite biológico produzido na região da Beira Interior são os principais objetivos do projeto Agrilogis - Logística e Distribuição na Fileira do Azeite, que foi hoje apresentado na Guarda.

O Agrilogis é apoiado por fundos comunitários e integra, entre outros organismos, a Associação Empresarial da Região da Guarda (NERGA), a Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), a Agência de Desenvolvimento para a Sociedade da Informação e do Conhecimento (ADSI), e a Associação do Cluster Agroindustrial do Centro (Inovcluster).

Segundo os promotores, o projeto hoje apresentado nas instalações da associação NERGA "foi estruturado com o intuito de promover e alavancar a capacidade competitiva da fileira do olival do território de intervenção, através da promoção de condições de produção, operacionais, organizativas e de comercialização".

"O projeto foi estruturado com o intuito de promover e alavancar a capacidade competitiva da fileira do olival", tendo em conta que o azeite biológico é "cada vez mais" procurado pelo mercado, segundo o dirigente da AAPIM, José Assunção.

O responsável referiu que a região tem "condições potenciais e organizações de produtores", sendo apenas necessário "aumentar a produtividade do olival" para tornar a fileira do azeite mais competitiva.

Referiu que a AAPIM tem atualmente dez produtores de azeite em modo biológico e em toda a região da Beira Interior existe uma área de produção "de 500 a 600 hectares".

No entanto, apontou que a região possui um total de 60 mil hectares de olival e um "potencial para ter 120 mil".

"Pretendíamos que o olival tradicional se convertesse em biológico e fosse competitivo", disse José Assunção, que defende do Governo a criação de um programa idêntico ao que existe para a reconversão da vinha "para introduzir tecnologia e aumentar a produtividade" do setor.

O azeite produzido atualmente "tem qualidade, mas é preciso dar-lhe valor acrescentado", o que só poderá ser feito com um projeto como o Agrilogis, admitiu.

Na conferência de imprensa, o presidente da ADSI, Constantino Rei, anunciou que vai ser criada uma plataforma eletrónica para comercialização do azeite.

Será desenvolvido "um espaço virtual onde produtos e serviços são oferecidos no mercado nacional e internacional", disse.

O projeto hoje apresentado será concretizado até 31 de dezembro de 2015 e tem um investimento total elegível de 560 mil euros, segundo Pedro Tavares, presidente do NERGA.

"O Agrilogis nasce da ideia de haver centros logísticos para os produtos agrícolas e este é o começo", disse.

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