Incubadora de base rural de Idanha-a-Nova tem contratos com 45 promotores

| Economia

A incubadora de empresas de base rural de Idanha-a-Nova tem contratos assinados com 45 produtores, em que se destacam as culturas de mirtilo e figo da índia, disse hoje à agência Lusa o vice-presidente do município, Armindo Jacinto.

O projeto da incubadora nasceu a partir de uma proposta da autarquia para ocupação de 512 hectares de campos experimentais que deixaram de ser usados pelo Estado, no Couto da Várzea, junto à vila.

Alguns terrenos já estão prontos a produzir, um ano depois de a ministra da Agricultura ter assinado os primeiros contratos de financiamento com jovens agricultores no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder).

A partir deste ano "já vai haver impacto no mercado de emprego e na vida económica do concelho", diz Armindo Jacinto.

"Toda a implantação de culturas requer mão-de-obra e a Várzea está a passar por uma pequena revolução em termos de tratamento de terrenos e plantio", acrescenta.

A cultura de mirtilo é uma das que ocupa maior área, com cerca de 20 produtores e um investimento previsto de três milhões de euros em 60 hectares, descreve o vice-presidente da Câmara de Idanha-a-Nova e dinamizador do projeto.

"Só este grupo tem a perspetiva de poder contratar até 400 trabalhadores no auge da cultura", o que deverá acontecer nos próximos anos, sendo que já em 2013 "poderá haver alguns destes promotores a colher os primeiros mirtilos".

Outros dos projetos diferenciadores consiste na produção de figo da índia, fruto cuja procura está em crescimento e que já levou à criação da organização Figo de Idanha, que reúne um conjunto de produtores ali instalados.

Relativamente a este fruto, "já há projetos aprovados pelo Proder e com perspetiva de instalação em breve", acrescentou Armindo Jacinto.

Outros terrenos da Várzea dão origem a diversos produtos hortícolas e está ainda prevista a instalação de culturas biológicas com características específicas numa parceria com organizações internacionais.

Segundo o autarca, "já começaram a registar-se os primeiros promotores" ligados à empresa multinacional de agricultura biológica Korin e a uma associação japonesa.

Armindo Jacinto admite que haja "um ou outro" projeto candidatado ao Proder que esteja a passar por "mais dificuldades", mas refere que a autarquia "está a monitorizar" os processos.

Por outro lado, "há promotores em lista de espera" para ocupar terrenos do Couto da Várzea, caso algum dos projetos não se concretize.

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