Mina de diamantes da Catoca mantém exploração suspensa até fim de 2009

| Economia

A mina de diamantes da Catoca, Angola, deverá manter suspensas as actividades de exploração até final do ano, revelou a empresa russa ZAO Alrosa, maior accionista do empreendimento, responsável por três quartos da produção de diamantes angolana.

Andrei Polyakov, responsável pela comunicação da empresa russa, afirmou à Bloomberg na terça-feira que a exploração só será retomada quando houver uma retoma da procura de diamantes nos mercados internacionais, que tem sido afectada pela crise financeira internacional.

Contudo, a empresa "não tem planos" para abandonar as operações em Angola e está a aguardar um pacote de incentivos estatais, que deverá ser apresentado esta semana.

Fonte da empresa revelou recentemente à Lusa que a mina da Catoca vai dedicar-se exclusivamente à pesquisa e produção, e que foram transferidas para outras empresas trabalhos de transporte do pessoal, limpeza e saúde, absorvendo mão-de-obra antes pertencente ao projecto, para evitar despedimentos.

A entrada em recessão das grandes economias mundiais levou a uma quebra no preço dos principais minerais, entre eles os diamantes.

A mina da Catoca é a quarta maior do mundo e tem como accionistas a Endiama, a brasileira Odebrecht e a israelita Daumonty Finance, além da operadora Alrosa.

Representa cerca de três quartos da produção de diamantes angolana.

O projecto Catoca conta com cerca de 3.300 trabalhadores maioritariamente mineiros e operadores de máquinas, dos quais 100 são estrangeiros.

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Lusa/Fim


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