Norte é exemplo na capacidade de utilização de fundos estruturais - Sec.Estado

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O secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nélson de Souza, considerou hoje que a região Norte do país é um exemplo na capacidade de utilização dos fundos estruturais, tendo absorvido cerca de 40% dos fundos alocados a Portugal.

À margem dos Encontros Norte Conjuntura: "Norte e Economia", no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, o governante disse que esta região dispõe de população jovem e com nível de qualificação superior, taxa de emprego elevada e base industrial transacionável, com vocação exportadora acentuada, características da sua competitividade.

"Encontra-se cá [Norte] o grosso da capacidade de exportação de Portugal, onde se localizam o grosso das pequenas e médias empresas que constituem o essencial da base transacionável", realçou.

E acrescentou: "Se estivéssemos num país da antiga economia do leste, empregaria a expressão de que o Norte soube construir um verdadeiro complexo tecnológico durante os últimos 15 a 20 anos".

Segundo Nélson de Souza, o Norte dispõe em diversas áreas científicas e tecnológicas de capacidades ímpares, baseadas em universidades, instituição e indústria.

Além disso, falou numa administração quer territorial quer em termos regionais "crescentemente preocupada" com a competitividade e desenvolvimento dos territórios.

A região Norte foi o "principal motor de crescimento da produtividade" no país durante o período de recuperação económica, conclui uma análise aos resultados de 10 anos do relatório Norte Conjuntura da CCDR-N.

"Dada a dimensão económica da região do Norte, esta região foi o principal motor de crescimento da produtividade em Portugal", indica a CCDR-N, responsável pelo relatório trimestral.

Numa análise aos dados estatísticos, reunidos durante os 10 anos do relatório, "conclui-se que a produtividade aparente do trabalho era na Região do Norte a quarta maior em Portugal em 2015 e cresceu 6,5% entre 2008-2015, acima da média nacional".

"O setor das indústrias transformadoras destaca-se claramente com um contributo relativo de 7,3%. Sem este contributo, a produtividade total das empresas da região do Norte teria tido um decréscimo em vez dos +6,5% verificados", indica o relatório.

Já no chamado período de recuperação económica, entre 2012 e 2015, a produtividade na região "cresceu 8,0%, bem acima da média nacional (5,2%) e da NUTS II de Lisboa (1,8%)", acrescenta a CCDR-N.

Comparando indicadores estatísticos, nos 10 anos em causa o Norte perdeu pouco mais de 1.300 empresas (uma diminuição de 0,3% entre 2008 e 2015), o que compara com as mais de 100 mil (8,3%) que se extinguiram a nível nacional no mesmo período.

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