Passos Coelho e Durão Barroso dizem ser prematuro falar de programa cautelar

| Economia

O primeiro-ministro e o presidente da Comissão Europeia consideraram hoje "prematuro" falar da eventualidade de um programa cautelar para apoiar Portugal no regresso aos mercados, apontando ambos que ainda nada foi decidido sequer para a Irlanda.

Questionados sobre a questão, numa conferência de imprensa conjunta após um encontro de trabalho, em Bruxelas, entre uma delegação do Governo português e o executivo comunitário, Pedro Passos Coelho e Durão Barroso negaram novamente que haja quaisquer conversações em curso no sentido de Portugal vir a beneficiar de um programa cautelar e consideraram cedo de mais falar desse cenário, que apenas agora está a ser discutido com Dublin, a um mês do final do programa de assistência irlandês.

"Portugal pode concluir com êxito este programa de ajustamento, mas ainda há trabalho a fazer, por isso seria neste momento prematuro estar a especular sobre qualquer programa cautelar", disse José Manuel Durão Barroso, salientando que, mesmo no caso da Irlanda, que vai sair do seu programa de assistência já no próximo mês, apenas agora começaram contactos.

"Mesmo em relação à Irlanda, que vai voltar aos mercados já no mês que vem, também porque começou o programa antes de Portugal, ainda não sabemos se vai haver um programa cautelar ou não. Só agora é que estamos a discutir (...) Como é que podemos agora estar já a antecipar o que é que Portugal vai fazer em maio ou junho do próximo ano?", questionou.

O presidente da Comissão fez ainda questão de voltar a "desmentir as notícias (...) que têm aparecido em Portugal que têm dito que tem havido negociações para programas cautelares", o que, asseverou, "é rotundamente falso".

Também Pedro Passos Coelho considerou "absolutamente extemporâneo nesta altura estar a fazer qualquer consideração particular sobre que tipo de apoio é que pode vir a ser dado no fim do programa".

"Nós não estamos no fim do programa. Estamos quase lá, mas ainda não chegámos lá", disse, dando também o exemplo da Irlanda, que, observou, Portugal seguirá com particular atenção.

Apontando que a Irlanda vai fechar o seu programa e "só agora é que se iniciaram contactos ao nível da `troika` para se saber que apoio pode ou não ser preciso na transição para o pleno acesso ao mercado", Passos Coelho disse que Portugal está "muito atento ao que se vai passar", pois a solução que for encontrada para a Irlanda pode trazer "alguma utilidade prática" para quando chegar a vez de Portugal.

"Mas não é esta a altura ainda para conversarmos sobre essa matéria", concluiu.

ACC/ATF // PGF

 

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