PIB em Portugal diminui 1,6 por cento em 2011

| Economia

Dados do INE confirmam queda do PIB português
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O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal diminui 1,6 por cento em 2011, em relação ao ano anterior quando se tinha observado um aumento de 1,4 por cento. A pouca procura interna, com destaque para a diminuição das despesas de consumo final das famílias e do investimento, esteve na base desta queda anunciada hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) nos dados das contas nacionais para o último trimestre de 2011.

Os dados divulgados hoje pelo INE com o anúncio de que o PIB nacional diminuiu 1,6 por cento em 2011 em relação ao ano anterior são uma revisão em baixa dos números que já haviam sido adiantados numa estimativa rápida em fevereiro quando o INE estimou em 1,5 por cento a contração da economia portuguesa para o ano passado, uma diferença justificada face à "incorporação de nova informação relativa às despesas de consumo final das administrações públicas".

Segundo os dados hoje divulgados a redução do PIB foi determinada pelo comportamento da procura interna, que registou um contributo de -6,2 por cento em 2011, destacando-se a diminuição das Despesas de Consumo Final das Famílias e do Investimento.

Já em sentido contrário vamos encontrar o contributo da procura externa líquida que aumentou para 4,6 pontos percentuais em resultado da diminuição das Importações de Bens e Serviços, enquanto as Exportações de Bens e Serviços, embora desacelerando, continuaram a aumentar.

Em relação aos dados do 4º trimestre de 2011 verifica-se que o PIB registou, em termos reais, uma diminuição de 2,8 % em termos homólogos contra -1,9 % no trimestre anterior.

Comparativamente com o 3º trimestre de 2011, o PIB diminuiu 1,3% em volume. O contributo negativo da procura interna para a variação homóloga do PIB agravou-se significativamente, passando de -5,3 pontos percentuais no 3º trimestre para -10,3 pontos percentuais, refletindo principalmente diminuições mais intensas do Investimento e das Despesas de Consumo Final das Famílias.

O contributo positivo da procura externa líquida aumentou para 7,5 pontos percentuais (3,3 pontos percentuais no trimestre anterior), refletindo sobretudo a diminuição mais expressiva das Importações de Bens e Serviços visto que, embora mantendo um crescimento relativamente elevado, as Exportações desaceleraram.

Efetivamente, no 4º trimestre de 2011, não obstante a deterioração dos termos de troca, o Saldo Externo de Bens e Serviços foi menos negativo em 6,3% do PIB comparativamente ao verificado no trimestre homólogo de 2010, o que se refletiu numa melhoria substancial da capacidade/necessidade externa de financiamento da economia.

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